resumo.

O presente estudo visa apresentar uma análise dos poemas que compõem o livro da poetisa guineense, Odete Costa Semedo, No Fundo do Canto (2007); um livro que se apresenta como um “cantopoema da Guiné-Bissau”; um eco e várias vozes que se entrecruzam num ato de destemor e esperança; uma epopéia pós-moderna, ancorada na tradição. Conforme Moema Augel (2007), há, por parte da poetisa, uma elaboração poética dos traumas que a guerra do final da década de 90 cravou na sua alma. A poesia de Odete Semedo, permite-me, desde o título deste ensaio trabalhar com o desdobrar dos sentidos dos signos que circundam a sua poesia e a sua experiência com o momento sócio-histórico de seu país. Palavras-chave: poesia, canto, guerra, Bissau.

sobre a palavra de abertura.

No Fundo do Canto (2007), da guineense, Odete Semedo, permite-me, desde o título deste ensaio trabalhar com o desdobrar dos sentidos dos signos que circundam a sua poesia e a sua experiência com o momento sócio-histórico de seu país. Permite-me, sobretudo, entender a intenção de cunho pedagógico que a autora imprime ao seu poema desde o primeiro momento, quando pretende dividir com todos os seus conhecimentos para que aprendam com ela a ter esperança em dias melhores. Uma lição extensiva a toda África revelada através do que ela mesma chama de poesia em compleição (p.16), aquela, que deixa deslizar dentro de si o fio da estética, o ritmo da esperança que pretendo leve a cada um e a cada uma as luzes orvalhadas de cada manhã guineense, de cada manhã africana, para que a Guiné-Bissau ou qualquer outro canto de África não venha a ser como Itabira de Drumond: apenas um retrato na parede!
Tudo culpa desta “maldita intervenção do autor” (SABATO, 2003, p.57). Do autor poeta, primeiramente; esse que esculpe com a palavra a dor sentida; do autor crítico, agora, corroborando com Freud e Ricardo Piglia, para quem a distorção que o crítico empreende no texto é um assassinato, e portanto, considerando-me uma criminosa, tento entender, ou pelo menos captar os finos traços do retrato da alma desta poetisa guineense, que, ao poetizar tal dor, exprime toda a vontade de ver seu povo tocado pela “verdadeira chama da liberdade e a responsabilidade de construção de um país que se deseja… que se ambiciona Novo”.
Do canto fundo de Odete, lido, sentido, apreciado invertidamente: desde o posfácio acurado da Moema Parente Augel (p. 185-198), à nota de abertura (p. 13-16) feita pela própria autora, o olhar introspectivo, porém caleidoscópico: recordando o passado, mas confiante no futuro, apostando numa esperança vindoura. O desejo, a necessidade explícita, porém dubitativa, de cantar a dor mais profunda sofrida por sua gente, por sua terra, faz com que apareça o primeiro objetivo de sua escrita: “Se alguma vez forem escritas a poesia e as palavras que me rodeiam nesta kambansa terão todo e nenhum fingimento, pois vestirei de luz todas as dores, as que deveras sinto e as dores que de medo andam disfarçadas”.
Achado o veio da escrita de No Fundo do Canto, sigo ratificando o pensamento da poetisa com o do crítico Ernesto Sabato (op. cit., p. 37), para quem o lance temático por excelência da literatura, na atualidade, “não é mais a aventura do homem lançado na conquista do mundo externo, mas a aventura do homem que explora os abismos e covas de sua própria alma”, seus conflitos interiores provocados pela situação exterior. Assim, explorando os seus abismos e covas, ela incorpora as dores de sua terra e, na pele de poetisa, conta as profecias maléficas contra seu povo e profetiza tempos melhores. E Fez um Poema sem Palavras para que, assim procedendo, seu povo tomasse o conhecimento devido de tudo o que o estava afligindo e a ela (p.31):

um poema raiz
dos que marcam época
invocar as nharas
e as sinharas
chorar o prenúncio
que marcou o meu povo
denunciar o desequilíbrio

Denunciar uma situação de desequilíbrio pátrio e anunciar a construção de uma nova identidade. No fundo, eis o grande signo-canto que ronda a grande poesia épico-lírica de Odete Semedo. Apesar do choro, a rebeldia, a coragem e o chamamento para a participação do ato de construir um país que se acha desconstruído sócio-histórica e culturalmente, ou seja, um chamamento voltado para a necessidade de construir identidades, como nação, como indivíduos. A autora transporta de forma poética toda a tensão vivida pelo seu povo e o convoca a vencer o medo da aniquilação e da morte através de uma palavra poética carregada, a princípio, de sentimentos negativos – desassossego, desventura, horror, presságios e sofrimento – para depois carregá-las de positividade – esperança, luz, cor. Enfim, apresenta poeticamente o homem de sua terra diante de situações de extremo conflito interior. Poeticamente, ela coloca sua existência frente aos momentos por ele vividos, deixando para todos, especialmente, para as crianças, o testemunho do mundo em que vive, seu tempo e a circunstância da condição de vida sub-humana na qual vivem. Para ratificar o sentimento poético do eu lírico, dentro dos poemas que compõem No fundo do canto, uso as palavras de Miguel de Barros (2013, p.131), para quem “na Guiné-Bissau, a poesia transformou-se num palco propício para desencadear processos de afirmação identitária, quer através da fala como da escrita em kriol (crioulo) e português, ganhando um cariz bastante militante”.

a poesia narrada.

No fundo, o canto de Odete é uma densa narrativa poética ou um complexo poema em prosa, onde podemos vislumbrar na figura da “velha Mumoa”, a quem a autora dá a voz, o narrador tradicional benjaminiano, o que detém o saber e toma a palavra para narrar as histórias, de fato, acontecidas, como atesta o posfácio ao No Fundo do Canto, assinado por Moema Parente Augel (p. 185-198) que afirma ter a escritora conseguido com este livro exorcizado os problemas causados pela guerra ocorrida em final da década de noventa. Para Moema, ao transitar entre o real e o alegórico Odete capta a dor coletiva de seu povo, tornando-se desse modo, para o leitor, um texto de dupla face: por trás do horror, o encanto, por trás da prosa dolorosa e contundente, a poesia que tudo suaviza e torna possível. Mumoa poderia também, e mais adequadamente, exercer a função de griot, isto é, uma antiga contadora de história que enfatiza dois aspectos do narrado: o tom memorialístico e o performático. Conforme Amarino Queiroz (2007, p. 44), citando Câmara Cascudo (1984, p.152), a figura do griot funciona como um perpetuador e re-inventor da memória coletiva de sua sociedade. O que diferencia o griot de No Fundo do Canto é o cantar, não as glórias guerreiras de seu povo, mas os motivos do seu sangue derramado injusta e impiedosamente.
Feita a transposição poética do plano da realidade pela boca de Mumoa, o prenúncio desdobra-se em embrulhos que vão sendo abertos um após outro, predizendo, apocalipticamente, o presente, o passado e o futuro da nação e poetizados, quando da presença da voz autoral. A experiência do contar de Mumoa só se torna possível porque o que ela repassa liga-se diretamente à necessidade de resgate e preservação de uma memória coletiva que está sendo destruída de forma violenta e quase sem nenhuma chance de redenção. No momento em que é contada a história da tragédia que se abateu sobre Guiné e Bissau, após a abertura dos embrulhos, da tomada de consciência e da união dos povos através do “Concílio” (p. 91), conseguem, por fim, fazer sucumbir “o corpo sem cabeça” que tanto mal estava causando. Mumoa detém, portanto, a palavra, mágica, encantatória, divina, aproximando-se da palavra profética cristã, como podemos verificar nas seguintes passagem do poema A Velha Mumoa manda sua fala (p. 39):

– Venham até mim
eu sou o caminho aberto
[…]
Que se aproxime de mim
e nada lhe faltará.

Quando a poeta retoma a fala no narrador é para viver o clímax narrativo que é a tomada de consciência da realidade e a constatação de que Bissau, mostrando-se a si como um enigma, necessita de seu outro lado, Guiné, como complemento para alcançar a libertação desejada, tal como a moeda: possui duas caras, mas é uma só (p. 54), tamanha é a ânsia de querer mostrar a união pela irmandade:

Bissau é um enigma
Guiné um mistério
mergulhada numa profunda angústia
eu a construir
e tu a destruíres
Por quê, meu irmão
pergunto
se o caminho é único?

Assim, cada vez que a poetisa retoma a sua fala, a do narrador contemporâneo, encarna a experiência da dor, da perda, da angústia de não poder “vencer a guerra” (p.30), de “remover a terra vermelha”. Como poetisa, Odete está de certa forma encarnando o fingidor pessoano e tentando desvelar uma forma, uma maneira de suavizar o momento de dor e desgraça que a guerra traz. Está, certamente, usando a sua arma mais original e particular, que é a palavra poética, embora expresse o coletivo, como vemos no poema Dores Desaires dos Caminhantes (p. 79):

Ensinaram-me
que as letras
que as palavras
traduzem
reproduzem
encantam
contam
pensamentos
intentos
devaneios
e sonhos.

Por mais que Odete tenha tido o cuidado de assegurar que não se trata de uma epopéia, No Fundo do Canto não foge à sua estrutura, dividindo-se em partes. Ainda que não cante as “glórias” de seu povo. A Nota de Abertura, ou canto inicial, é a proposição, ou seja, a definição do tema e escolha do herói. O tema, “o livro mais triste da Guiné-Bissau”; o herói, no poema em questão, é um anti-herói, que à medida em que a narrativa avança vai sendo nomeado por metáforas diversas: “pequeno monstro de muitos tentáculos”, “ouriços”, “porcos-espinhos”, “grande bandulho”, “cabeça de aço”, “gigante de sete gargantas”, “noite”, “mensageiro da morte”, “corpo sem cabeça”, entre outros. A invocação, contradizendo a epopéia tradicional, dirige-se à própria poesia, para que esta possa dizer, ao seu modo, “o sangue derramado” e “denunciar o desequilíbrio” reinante (p. 31). A narração propriamente dita começa quando a poetisa, já sentindo o presságio se confirmar através do seu desassossego, dá voz à velha Mumoa e pede à gente de sua terra para que, sobre a “esteira”, ouça a palavra profética da mais velha, a longa história que se deu. Primeiramente, em forma de presságio; em seguida, de forma real. Pela boca do mensageiro, a população de todas as idades é chamada a saber que:

o poeta sente e chora
o caminho macabro
do deserto viandante
lamenta a profecia
que dança na boca do povo
sobre a sua gente
invoca a esperança
lança-se na fúria do macaréu
e conta
a passada dos homens

A História dos Trezentos e Trinta e Três Dias e Trinta e Três Horas é a saga de uma guerra que precisa ser contada de uma forma tal que as gerações tomem conhecimento “de histórias de outra vida”, ou seja, que, pelo conhecimento dessa história, cheguem a uma solução pacífica. E a solução chega via Concílio dos Irans (p. 87) e a abertura dos dois primeiros embrulhos, onde tudo é posto aos olhos dos povos que formam Guiné e Bissau, onde todos são ouvidos. Dá-se o confronto entre os “falsos heróis” e os “irmãos” que, unidos, pediram mais força e mais vigor invocaram todas as energias do alto às profundezas do mar e o chão foi abençoado.

Com a bênção do chão pelos “Irans”, Odete traça a conclusão de sua epopéia moderna. Uma epopéia cujo herói surge no final: a terra e sua gente que conseguiu matar o corpo sem cabeça. Após contar os feitos ingloriosos que marcaram sua terra e sua gente, a intenção é continuar contando aos meninos – para que a tradição seja preservada – a história trágica, mas juntando a esta o momento nascente de esperança, que se dá pelo jogo infantil – “silimbique-nbique” – do dentro e fora e do desejo de construir. Melhor, reconstruir.

Desvendando a Kambansa da poesia se(m)edo.

Para recompor o percurso poético desenvolvido pela autora necessário se fez o reconhecimento contextual para não esbarrar na intransitividade do poema, essa que o habita enquanto objeto estético, segundo João Alexandre Barbosa (1974, p. 21). Para entendermos esta travessia poética empreendida por Odete, Moema Parente Augel (2002, p.29-35) em muito nos auxilia quando se refere ao momento inicial, aos primeiros livros da escritora guineense – dois de contos, Sonéá e Djénia, ambos de 2000 e um de poesias, Entre o Ser e o Amar, de 1996. Moema detecta no texto poético a presença de uma “auto-referencialidade, a subjetividade, o envolvimento afetivo, o registro confessional” que continuam, todos, sem exceção, em No Fundo do Canto (2007). A preservação da “oratura” já constante nos dois livros de contos iniciais ganha força especial neste, uma vez que a poetisa consegue fazer com que os de sua terra falem e, ao falarem, sejam reconhecidos como moradores de cada recanto de seu país. Assim se confirma a necessidade de transmissão dos acontecimentos para a preservação de uma identidade, expressa no início do livro e desenvolvida página após página. Melhor, embrulho após embrulho, para chegar mais próximo da idéia de Odete.

A Kambansa começa a partir do significado ambíguo da palavra embrulho. Como pacote mal feito ou como ato de enjôo, ambos simbolizam, na poesia sem medo de Odete, a intenção de livrar-se dos problemas e do mal estar por eles causados. O desejo de desenrolar-se dos problemas apresenta-se no abrir dos três embrulhos. No terceiro, há o confronto com uma esperança que agoniza ante a chegada de “falsos heróis” futuros, embora haja motivos para acreditar que, mesmo agonizando, a esperança é possível pela força da repetição do primeiro verso de cada estrofe –“nasci esperança” – e pela certeza da insistente fala, da persistência em não parar de falar:

Aberto o terceiro embrulho
ecoa um longo discurso
de um ser decapitado
um corpo sem cabeça
que fala sem parar.

É possível que essa fala insistente faça parte do que chamamos de escrita feminina. Uma forma de, através da palavra, a autora poder manifestar a sua luta interior como mulher que procura sua própria identidade, conforme atesta Moema (2002, p. 33), mas também, pela transmissão dos acontecimentos, poder mostrar como preservar a identidade de seu povo. A voz lírica fratura-se diante dos acontecimentos que envolvem o eu coletivo e, como ser social, sente-se tocada em sua individualidade. Kambansa difícil de vencer, quando essa voz fraturada pela sua condição feminina consegue fazer que a sua poesia soe polifônica. E, dentro dessa polifonia, promova um “urdumunhu”, um revolver de idéias e valores que possam suplantar todo o mal.
A tragédia sócio-histórica e cultural que se abate sobre Guiné-Bissau é vista através dos olhos de uma mulher. Ao fazer parte do grupo dominado em relação ao masculino e, portanto, supostamente silenciado, Odete que, a princípio, tenta manter-se nesse silêncio, como demonstra no poema Cogito, Ergo Sum (p.137)

Pensa não fala!
aposta na tua existência
falando… podes quebrar
da vida o encanto
fazer do inferno um teu canto
e inglória
a folia alheia

transgride esse silenciamento, recobrindo-o com a sua fala-canto, com o seu cantopoema. Desse modo, ela vence o debate entre a interdição e a transgressão via necessidade/desejo de dizer ao seu povo as suas raízes, ainda que estejam estas embebidas no furor da guerra, mas utilizando “um verbo que chora sem complexos a sua dor”. E, ao largar no vento, a poesia-en-canto, transmutou-a em voz, na sua voz, que diz o seu chão, a sua terra, a sua gente:


a minha forma de lamento
desabafo
a minha voz
o meu grito sussurrante
o meu silêncio
em alarido…

Bôta a fala.

Diante da poesia de Odete Semedo assino a minha rendição. Rendo minhas emoções ao ser vivo da linguagem foucaultiana. Essa linguagem que se derrama sobre o papel em branco e se faz cintilar no esplendor do seu ser. Eis o que posso chamar de momento catártico. O momento de vertigem completa e absolutamente subjetiva, onde o mundo da obra é o mundo da autora e do leitor, posto que a reconheço através dele, nesse transporte mágico ao qual ela se encarrega de nos levar para além de nós mesmos.
Ao mergulhar no seio do não-eu, o leitor tem a possibilidade de voltar mais intensamente humano, mais sábio, uma vez que encontra em No Fundo do Canto uma realidade simbólica que se sobrepõe à realidade e nos transforma em seres capazes de vislumbrá-la reflexivamente, de criarmos laços de entendimento entre esta outra ordem de realidade e a cotidianidade sofrida e vivenciada pela autora e seu povo. E só a sua visão de dentro é capaz de nos fornecer as chaves mágicas, para a compreensão dessa outra ordem de realidade que subjaz no texto artístico. Em A Poética do Devaneio, Bachelard (1988) traduz bem o porquê de essa realidade que está impressa no texto não ser propriamente a real realidade: no texto artístico está presente o devaneio e quem o escreve é um sonhador de palavras. E, sonhando, a autora nos oferece a confluência perfeita entre o espaço real e o espaço poético. Dessa forma, ela não apenas cria o seu texto, conforme atesta João Alexandre Barbosa (op. cit., p. 26), “mas pensa um texto anterior absorvido pela historicidade de sua condição”. E então posso perceber, seguindo ainda as coordenadas do pensamento de João Alexandre, que o próprio texto de Odete me fornece, como leitora que tenta tornar essa matéria intransitiva, transitiva pela sua análise, a orientação prévia sobre o texto que lhe serviu de sustentação. Diante do poema-canto-esfinge que a poetisa me ofertou como leitora particular, lancei a minha possível decifração. Assim, No Fundo do Canto é Odete, transmutada no poema. E a sua poesia, sem medo.


AUGEL, Moema Parente. Cantopoema do Disassossego. In.: No Fundo do Canto. Belo Horizonte: Nandyala, 2007 (Coleção Para Ler África, volume 1).
BARBOSA, João Alexandre. A Metáfora Crítica. São áulo: Perspectiva, 1974.
¬¬_____. As muitas faces da mulher na Guiné-Bissau. In Gênero e representação nas literaturas de Portugal e África: ensaios/Constância Lima Duarte; Marli Fantini Scarpelli. Belo Horizonte: Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários: UFMG, 2002.
QUEIROZ, Amarino Oliveira de. As inscrituras do verbo: dizibilidades performáticas da palavra poética africana. 380 p. Tese de Doutorado. Recife: UFPE, 2007.
SABATO, Ernesto. O escritor e seus fantasmas. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
BARROS, Miguel de. Percepções sobre a intimidade e o corpo feminino na literatura poética da Guiné-Bissau. In SANTOS, José Henrique de Freitas; RISO, Ricardo. Afro-rizomas na diáspora negra: as literaturas africanas na encruzilhada brasileira. Rio de Janeiro: Kitabu, 2013.
SEMEDO, Odete Costa. No Fundo do Canto. Belo Horizonte: Nandyala, 2007 (Coleção Para Ler África, volume 1).

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural e agente literário pernambucano baseado no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.