Uma leitura da poética de Manuel António Pina [1]

para iniciarmos.

O escritor português Manuel António Pina (1943 – 2012) produziu uma variada obra literária, que inclui um rico conjunto de poesia, crônica e literatura que crianças também leem. Trata-se de um escritor de grande relevância no cenário literário de língua portuguesa, também traduzido a diversos idiomas.
A obra de Pina carrega-se de uma consciência de que chegamos tarde à literatura, de que tudo já foi escrito, visão que posteriormente seria enquadrada como pós-Modernista. É, porém, do Modernismo [2] que ele retira suas temáticas principais, sobretudo a suspeita de que aquilo que a poesia costuma chamar de ‘eu’ não é mais que um nome coletivo daquilo que recolhemos, fomos simultaneamente sendo, e pluralmente somos.
O presente ensaio pretende, assim, falar sobre a Modernidade, no sentido amplo do pensamento Moderno, tratar de algumas características do momento/movimento literário conhecido como Modernismo, e entender como Manuel António Pina, no bojo dessa consciência de um ‘eu’ coletivo, compartilha de várias dessas características. Mais relevante é talvez refletir sobre como a obra de Pina, escrita várias décadas após o primeiro movimento do Modernismo, retoma uma percepção tão semelhante no que tange à poesia como revolução/revelação com/contra a pluralidade do que se é. Para tal, observaremos alguns trechos de obras do autor, as percepções de alguns estudiosos, bem como declarações de Pina dadas em entrevistas.

a Modernidade e o Modernismo – uma aproximação.

É comum que se confunda o termo moderno, já tão enraizado em nossa linguagem, com o termo contemporâneo – aquilo que ocorre ou se apresenta em um mesmo período de tempo. No entanto, quando se fala no desenvolvimento e caminhar do pensamento humano, a que se refere como Modernidade? Antes mesmo dessa pergunta, talvez se possa indagar: o que define a passagem de um período de pensamento a outro?
Toda a composição da forma de pensamento humano – e suas manifestações e implicações – está relacionada ao contexto sociocultural, econômico e político em que está inserido, uma vez que o conhecimento de si mesmo e do mundo está diretamente ligado à linguagem – esta considerada aqui no sentido amplo de pensamento, de ‘logos’ (GADAMER, 1992). Assim, pensar a passagem de uma fase do pensamento humano a outra é refletir sobre os aspectos todos de sua sociedade que passaram por transformações nas suas formas de [co]existir.
Alguns dos primeiros passos em direção a um pensamento Moderno estão relacionados ao início do estabelecimento da razão como forma autônoma de construção do conhecimento, já a desenvencilhar-se dos preceitos teológicos. Se pensarmos a Idade Moderna dentro de um contexto da historiografia política, da ciência, do pensamento, com início e desenvolvimento na passagem do século XVI para o XVII, percebemos um questionamento de tudo e uma aposta no mundo e no homem, características de uma sociedade pós-feudal, quando se presencia também uma afirmação da burguesia. Importante também ressaltar neste período vários acontecimentos ligados à Reforma Protestante, ou como por vezes são chamadas, de maneira mais ampla e abrangente, as Reformas Religiosas do Século XVI, que buscavam alavancar e promover uma maior autonomia do homem e possibilidades de interpretações individuais da realidade.
O caminhar deste pensamento nos guia ao que se convenciona chamar de Iluminismo, uma construção ideológica muito desenvolvida e propagada no século XVIII que prezava pela busca pelo saber e pela liberdade de pensamento. O pensamento iluminista e os pensadores empiristas acreditavam que o conhecimento verdadeiro estava na experiência a partir dos sentidos, tendo a razão e a ciência sido estabelecidas como a forma verdadeira de se conhecer o mundo.
Com o caminho pavimentado para a Revolução Industrial ocorrida na Europa principalmente nos séculos XVIII e XIX, a alteração da forma de pensar o campo, a migração para as cidades e uma nova maneira de entender o trabalho, além de toda uma alteração no pensamento intelectual, é necessário entender que a estrutura social que havia existido até então se modificara. As relações humanas se alteraram, e costumes que antes se justificavam, nos mais variados aspectos, passaram então a não mais fazer sentido, já que o pensamento tradicional, em muito relacionado ao caráter religioso, deixou substancialmente de ser a motivação e explicação central.
Necessário, no entanto, é entender também que essa perda de alicerces antes, e por tanto tempo, considerados levou a uma desordem inicial encontrada nesse mundo moderno, causada pelo que Max Weber chamou de “desencantamento do mundo” (RODRIGUES, s.d.). Por consequente, especialmente nos séculos XIX e XX, verifica-se uma característica muito marcante da modernidade que é a busca pela ordem, como indicada pelo sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman (1999), característica essa, relacionada à mencionada crise de desencantamento, que desenvolve o perigo da transferência de responsabilidade para outra instância, para a burocracia, para a autoridade. E autoridade, como se sabe, e como se manifesta ao longo de toda a história humana, pode ser levada a autoritarismo.
Não é diferente o que ocorre na história ocidental, no século XX, quando se percebem muitas vagas de totalitarismo, na Europa, na América e na África, de grande forma alicerçadas nessa temática da exclusão, de uma definição muito delimitadora – porém muito arbitrária – do que é certo e errado. É o que se percebe claramente em acontecimentos como as duas grandes guerras mundiais do século XX, as guerras coloniais na África, ou no caso das ações extremas do partido Nazista na Europa.
Face a estas realidades, mas sem deixar de lado as características modernas de independência da razão, de progresso e de individualidade, a sociedade vê-se diante de novas transformações no pensamento, através de insurreições contra totalitarismos, movimentos artístico-culturais questionando a ordem na arte e também a censura à arte, ou levantes de trabalhadores contra os abusos perpetuados. Estes novos movimentos nos fazem caminhar rumo a novas características dentro da Modernidade, ou evoluções dos pensamentos já desenvolvidos, tais quais diversas reações à ditadura da razão e à ambição totalitária – nos seus mais variados matizes –, percepção da verdade como metáfora, e luta pela crença na convivência da (e através da) diversidade. É o que diversos estudiosos convencionam chamar de pensamento pós-moderno, termo este complexo e muito discutido pois pode soar como um rompimento ou uma sucessão completa em relação à modernidade, o que não necessariamente é verossímil, pois se assemelha mais a um desenvolvimento ou desdobramento dela.
Falar em Modernidade, como percebe-se, é amplo, é complexo: é quase infinito. Trata-se mais de um conjunto de perguntas que de respostas. Interessante o título dado por um recente artigo do jurista Luís Flávio Gomes (2018) ao jornal O Estado de São Paulo: “A modernidade já está acabando e ainda não chegamos nela”. O título parece resumir bem o caráter mutatório da Modernidade, levando-nos a considerar que uma das principais características da Modernidade seja a própria mudança, o questionamento à mudança e a dialética sempre presente.
Ao pensarmos a literatura lusófona levando em consideração a envergadura do acima exposto, é mister relevar que o início do século XX foi marcado por uma verdadeira “revolução poética, sem paralelo na história literária portuguesa” (LOURENÇO, 1974), alterando as relações do poeta com a poesia. Isso, fortemente, nota-se nos trabalhos dos então jovens Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros que, nos idos de 1915, com o lançamento da revista ‘Orpheu’, trouxeram não apenas uma nova maneira de pensar a relação do poeta com a poesia, mas também a relação da poesia com ela própria. Tratou-se de um verdadeiro novo diálogo com a realidade, que reservou, segundo palavras de Lourenço (1974), “aos jovens de ‘Orpheu’ inventar o caminho e a bússola. A “selva escura” eram eles e o mundo inteiro, sem Virgílio algum para os conduzir.”
Este movimento tomou os questionamentos e a dialética que, como vimos, são parte constituinte do pensamento advindo das transformações da Modernidade, e alçou-os a um voo nunca antes verificado na literatura do mundo lusófono. Se por um lado, em sua poesia verificamos características desse confronto de pensamento com tudo o até então posto, por outro lado percebemos que transcendem a um nível diferente do até então verificado. Como diz Sophia de Melo Breyner Andresen (2015), referindo-se a Fernando Pessoa, em seu poema ‘Cíclades’: “Viveste no avesso / Viajante incessante do inverso”, trazendo à luz essa percepção da inversão ou reconsideração de tantos questionamentos dantes – e mesmo no tempo de Pessoa – apresentados.
Cabe-nos, então, referirmo-nos a alguns destes aspetos que fizeram da poesia de ‘Orpheu’ este marco tão relevante na história literária de língua portuguesa. Vale aqui, assim, de início, citar Eduardo Lourenço (1974), que bem descreve:

Procurar uma saída através do caos da modernidade, imagem multicolor e dura da Queda, foi o destino confiado à equipagem de ‘Orpheu’. A uma situação inédita correspondeu uma inédita promoção poética. Eles acabaram e anteciparam porque o mundo à sua volta acabava e antecipava. Muitos viram o que acabava, mas só eles contemplaram as faces simétricas da angústia e do delírio, como cifra exacta do mundo seu contemporâneo.

Em ‘Orpheu’ saímos de um drama do poeta frente à realidade e seus interlocutores, e passamos a um drama da realidade ela-mesma. Se em movimentos anteriores – ou até posteriores – mesmo dentro de uma temática da Modernidade, o poeta se vê face a um mediador, e questiona a realidade através e com/contra esse mediador, em ‘Orpheu’ o poeta se vê na ausência dele, diante de um abismo do questionamento ele-próprio. Se antes podemos pensar em um drama de alguém, e com/contra alguém, já nesta revolução passamos a um conflito de todos, mas ao mesmo tempo de ninguém em específico, a uma ausência absoluta, sendo ela mesma o grande questionamento. É neste sentido de voo sem asas, que Lourenço (1974) explicita que “tudo o que eles tocam levanta voo à nossa frente. A poesia não vem ‘depois’ do mundo, imagem tranquila, desesperada ou sublime desse mundo. O mundo que há é esse que o poema faz existir ou inexistir”: trata-se da poesia a criar e ser o seu próprio mundo.

Manuel António Pina: uma poética pós-Modernista?

Na obra de Manuel António Pina, que veio a ser publicada a partir da década de 1970, várias décadas após o movimento inicial do Modernismo acima mencionado, também é possível verificar essa percepção da palavra a criar seu próprio mundo, ou da palavra e do mundo como coincidência de sentidos. É o que lemos, a citar, na entrevista dada por Pina a Carlos Vaz Marques [3]:

As palavras fazem sentido por si mesmas. Não são um meio. Provavelmente não são um fim mas o sentido nasce das palavras e elas não são meras malas de transportar sentidos. As ideias nascem das próprias palavras e do carácter misterioso que elas têm. Milagroso, às vezes. De se aproximarem, de se afastarem e de fazerem sentido.

Percebe-se, como o próprio Pina afirma também em entrevista, a herança pessoana presente em sua obra, já que, mesmo estando a obra de Pina distanciada da obra de Pessoa em tempo, forma e destinatário, os dois se veem frente a uma “ardente experiência do Nada” (LOURENÇO, 1974). E como se dá esse encontro Pina-Pessoa e essa relação poética de ‘Nadas’ que por vezes pode parecer tão distante? Declara Inês Fonseca Santos (2004), que reside provavelmente no facto de a poesia de MAP [4] assumir um pendor eminentemente reflexivo e auto-reflexivo, característica que permite não só aplicar à sua obra o termo poesofia, mas também aproximá-la de alguns poetas modernistas, como Sá-Carneiro e o Pessoa ortónimo.
Pina destaca fortemente em sua poética a importância da memória e do conjunto de tudo que fôramos, fomos e somos como estrutura constituinte do ser. É que o vemos, por exemplo, em seu poema “Ludwig W. em 1951”, publicado na obra ‘Nenhuma palavra e nenhuma lembrança’, de 1999:

As palavras (o tempo e os livros que
foram precisos para aqui chegar,
ao sítio do primeiro poema!)
são apenas seres deste mundo

São apenas entes já presentes neste mundo o que Pina declara como necessários para a constituição do poema, para a reconstrução da realidade no poema expressa, para o desenvolvimento da poética do autor. Isso se relaciona com o que o teórico Mikhail Bakhtin (2013) destaca, tendo a poética de Dostoievski como tema, quando questiona o papel e a autonomia do próprio autor, sendo ele um conjunto polifónico de tudo e de todos que o formaram e formam. Manuel António Pina, que muitas vezes se utiliza da metáfora de seus gatos para falar do fazer poético, declara, também neste sentido, em seu poema “O segundo gato”, da obra ‘Os livros’, de 2003:

Em cada gato há outro gato
um pouco menos exacto
e um pouco menos opaco.

Um gato incoincidente
com o gato, iridescente,
caminhando à sua frente

É desse gato-poema plural que muito fala este autor em sua obra, essa “espécie de gato do gato” [5], essa forma de outros no autor, e/ou do autor nos outros, problemática que abunda na obra de Pina. A busca que existe na sua poética, segundo ele declara em entrevista (2007) [6], “não é uma busca de qualquer coisa de novo. É uma busca de qualquer coisa que eu já sabia mas que não sabia que sabia. ‘O poema é essa revelação’. [grifo nosso].” Um pouco mais adiante na mesma entrevista, ao ser questionado sobre o verso “Hoje sei: escrevo / contra aquilo de que me lembro” [7], Pina nos elucida:

No último livro que publiquei, ‘Os Livros’, isso está muito explícito – é o tentar descortinar, para lá da memória, para lá daquilo que a memória fez de nós, para lá da memória da própria linguagem, o que existe. Se é que existe alguma coisa, no fundo disso. Aquela voz inicial e pura, como também digo num poema, “não embaciada por nenhuma palavra e nenhuma lembrança”.

Aqui verificarmos uma busca muito própria e muito presente na poética deste autor: a busca pelo momento inicial da poesia, o momento do despertar da palavra. Ao mesmo tempo, é através dessa busca da revelação grifada um pouco anteriormente, e perpassando por toda a polifonia, por toda a pluralidade que ele entende ser inerente ao fazer da sua obra, que Pina se depara, de forma semelhante – embora através de formas, conteúdos e destinatários diferentes – à experiência do ‘Nada’ pessoana, à percepção do tudo já dito. Na obra de Manuel António Pina, esse encontro se revela como um encontro do poeta com seu silêncio, referência feita por Santos (2004) até mesmo no título de seu trabalho, ou quando menciona que na obra deste autor é visível a percepção de que “as palavras de que se servem os poetas são insuficientes, “esmagam-se entre o silêncio / que as cerca e o silêncio que transportam [8]”.
Ao considerarmos a visão de Eduardo Lourenço (1974) de que ‘Presença’ [9] configurou-se em uma contrarrevolução face ao Modernismo, é no mínimo curioso refletir sobre o fato de que a poética de Pina, pós-Presença, retoma questionamentos pessoanos de um momento de revolução em que a própria poesia, posta à prova, é pergunta e resposta – ou não-pergunta para nenhuma resposta – em si mesma. Se Manuel António Pina trava uma revolução/revelação com/contra aquilo de que se lembra [10], é através desse conjunto de lembranças formadoras de quem se é que nos conduz para a ponderação de que aquilo que o poeta diz já foi dito, e de que é através desse silêncio pelo qual se poderia optar, mas que a poesia o obriga a evitar, que se luta pela utopia do indizível. Enquanto em ‘Presença’ se volta a um diálogo do poeta com/contra seus interlocutores, a um drama do poeta frente aos questionamentos da vida expressos através das palavras, de certa forma buscando “‘explicar’ a deflagração pessoana” [grifo do autor] (LIMA, 2013), em Manuel António Pina retoma-se o abismo de ‘Orpheu’, de uma literatura “como palavra que não só canta e transfigura a realidade mas, por assim dizer, a cria” (LOURENÇO, 2010).
De que maneira ou formato estético se utiliza para retomar o voo a que se propõe? Através do que Santos (2004) chama de ‘repetição inventiva’ – uso de citações, pastiche, alusões, remakes, revivalismo –, característica pronunciada no chamado pós-Modernismo, movimento no qual o autor é muitas vezes encaixado, Pina encontra-se com o vazio da busca, com a realidade de que o silêncio resulta do fato de tudo talvez já haver sido dito, o que nos leva à seguinte pergunta: seria o caso, logo, do poeta calar-se? De não mais dizer coisa alguma frente ao silêncio e ao ‘nada’? Aproximamo-nos aqui do fim desta reflexão citando o próprio Pina quando nos responde: “Já não é possível dizer mais nada / mas também não é possível ficar calado. Eis o verdadeiro rosto do poema” [11]. Escreve-se em nome de uma utopia, mesmo que tudo se tenha esgotado.
Percebemos, assim, como Manuel António Pina se aproxima e participa da temática Modernista portuguesa, dialoga e carrega as influências de todos aqueles que fizeram parte de seu caminho, e de todos os caminhos, e sobretudo assume a herança pessoana, lançando mão de uma estética e um formato enquadrados frequentemente como pós-Modernistas, escrevendo sempre em nome de uma utopia: a utopia da própria escrita, o poema como busca e resultado da busca, manifestando o silêncio como forma poética, o não-dizer como maneira de dizer, o reler como maneira de reescrever:

Certo é que, reiterando a temática utópica em todos os livros que se seguiram a ANF [12], e apesar do niilismo não se ter desvanecido totalmente, antes adquirindo um carácter activo, tornou-se mais urgente o reconhecimento de que a solução seria usar a linguagem poética como sonda (…): “Escrevo aquilo que não posso/transformo-me no que proponho destruir./Já não é Literatura, é uma Fatalidade.” [13] (SANTOS, 2004).

Assim, se não desejarmos ater-nos a molduras que podem parecer-nos rígidas e/ou ambíguas em definição – talvez, possa-se considerar, graças a suas riquezas –, vale-nos aqui encerrar esta curta reflexão deixando uma simples, mas importantemente simbólica alteração no título desta seção: Manuel António Pina: uma poética pós-Pessoana?

Bibliografia


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Notas do autor


1. Verso presente no poema “Gare du Sud”, da obra ‘Os Livros’, de Manuel António Pina, publicada em 2003.
2. No presente trabalho, o termo Modernismo estará sempre referido ao Modernismo Português, exceto se diferentemente indicado.
3. MARQUES, C. V. O refúgio da poesia. In: SOUSA, D. (Org.). ‘Dito em voz alta: entrevistas sobre literatura, isto é, sobre tudo’. (pp. 29-50). Coimbra: Pé de Página, 2007.
4. Santos utiliza as iniciais MAP durante a obra para se referir a Manuel António Pina.
5. Verso do mesmo poema citado logo anteriormente no texto.
6. MARQUES, C. V. O refúgio da poesia. In: Sousa, D. (Org.). ‘Dito em voz alta: entrevistas sobre literatura, isto é, sobre tudo’. (pp. 29-50). Coimbra: Pé de Página, 2007.
7. Verso do poema “Café do molhe”, presente na obra ‘Nenhuma palavra e nenhuma lembrança’, publicada em 1999.
8. Verso do poema “Os tempos não”, presente na obra ‘Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma é apenas um pouco tarde’, publicada em 1974.
9. Presença foi uma das mais importantes revistas literárias em língua portuguesa no século XX. Teve 54 números publicados entre 1927 e 1940, ano de sua extinção. Sua temática e estética faz parte do que se convencionou chamar de segundo movimento do Modernismo Português.
10. Referência a verso do poema “Café do molhe”, presente na obra ‘Nenhuma palavra e nenhuma lembrança’, publicada em 1999.
11. Verso do poema “Já não é possível”, presente na obra ‘Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma é apenas um pouco tarde’, publicada em 1974.
12. Abreviação utilizada por Santos para referir-se à obra ‘Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma é apenas um pouco tarde’.
13. Verso do poema “Uma segunda e mais perigosa inocência”, presente na obra ‘Aquele que quer morrer’, publicada em 1978.


Alexandre Rodrigues Sobrinho (Lavras, Minas Gerais, 1983). Observador nato, acredita que os [des]encontros da vida são a matéria formadora de quem somos. Vencedor do Prêmio SESI MG de Literatura em 2015, cursa Mestrado em Literatura em Portugal.

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural e agente literário pernambucano baseado no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.