A ÁRVORE, O RIO, O HOMEM
um poema de julio cortázar traduzido por luiz otávio ribas e jandir santin

A árvore já cortada
não a crave na terra
Porque sua copa seca
não enganará os pássaros.

Ao rio que corre não
lhe levante diques
Porque no ar livre
cavalgarão as nuvens

Ao homem desterrado
não lhe fale de sua casa
A verdadeira pátria caro está pagando.

A árvore já cortada,
o rio que corre,
o homem desterrado
caro estão pagando!

EL ÁRBOL, EU RÍO, EL HOMBRE

Al árbol ya cortado
No lo claves en tierra
Porque su copa seca
No engañara a los pájaros

Al río que discurre
No le levantes diques
Porque en el aire libre
Cabalgaran las nubes

Al hombre desterrado
No le hables de su casa
La verdadera patria
Caro lo está pagando

El árbol ya cortado
El río que discurre
Y el hombre desterrado
Caro lo están pagando


Julio Cortázar (Ixelles, Argentina, 1914), escritor argentino, autor de Rayuela e de Histórias de Cronópios y famas. Luiz Otávio Ribas (Porto Alegre, 1983), poeta, autor do zine Levantando do chão num só impulso. Jandir Santin (Manágua, 1981), cineasta, autor e diretor do curta-metragem Paixão nacional.

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural e agente literário pernambucano baseado no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.