LA MUERTE DEL MINERO
um poema de jorge cafrune traduzido por luiz otávio ribas

Juan Nabarro insepulto y sepultado
Yace en el fondo de la mina oscura
Afuera el sindicato con premura
Un grandioso homenaje ha preparado
Fue mártir del progreso, fue soldado
Declama el intendente en su lectura
Y en solemne reponsos el señor cura lo llama
Boliviano iluminado
De que sirven los cirios y oraciones
Y ese cheque que firman los patrones
Y ese cura, ese juez, esa bandera,
De que sirve todo eso Juan Nabarro
Si estas muerto y pudriéndote en el barro
Sin saber que en Oruro es primavera…

A MORTE DO MINEIRO

Juan Nabarro insepulto e sepultado
Jaz no fundo da mina escura
O sindicato com pressa afora
Uma grandiosa homenagem tem preparado
Foi mártir do progresso, foi soldado
Declama o intendente em sua leitura
E em solenes responsos o senhor padre o chama
Boliviano iluminado
De que servem os círios e orações
E esse cheque que firmam os patrões
E esse padre, esse juiz, essa bandeira,
De que serve tudo isso Juan Nabarro
Se estás morto e apodrecendo-te no barro
Sem saber que em Oruro é primavera…

Posted by:Jorge Pereira

Produtor cultural e agente literário pernambucano baseado no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundador da Casa Philos e editor-chefe da Revista Philos. Curador de festivais literários e de arte contemporânea.