Nós por nós ou nos editar: o Teatro das Oprimidas em mares descolonizadores, por Claudia Simone e Elisângela Santos.

Por quais territórios navegamos quando falamos de Paraty? Que cidade é essa? Será que para ti e para todos nós? Cidade de açúcar e café, primeiro cais mais importante do Brasil, quando a Capital ainda era a cidade do Rio de Janeiro. Tão lindas suas ruas de pedras, todas com formato tão desigual, pedras trazidas de Portugal no século XVIII e XIX. Quem passa pelas ruas tão lindas de Paraty, admirando esse cenário tão deslumbrante, desconhece que essas pedras se chamam pé de moleque, porque o moleque que ali as colocou era uma criança negra que nunca pôde ser criança. Caminhamos por sobre infâncias roubadas, choros calados, vozes silenciadas. Essas pedras que deslumbram os visitantes escondem uma realidade cruelmente desigual.

Passeando por essas ruas de moleques e navegando nesses mares somos mulheres negras que descendemos daqueles sabedores destes ares de trabalho de exaustão. Muitos de nós: negras, negros estamos sempre a dizer não frente a manutenção das práticas racistas e a naturalização da perversidade, exclusão e desigualdade social vivida por nosso povo. Será que por isso mesmo, depois de séculos e séculos, Paraty tem que se curvar para o sucesso revolucionário de negras e negros? Quantos e quantas de nós trabalhamos incansavelmente para que a realidade racista fosse transformada? Historicamente, qual a importância do fato de que os cinco autores mais vendidos da Flip de Paraty tenham sido autores majoritariamente negros, num país onde a escritora Conceição Evaristo [1], mulher negra, foi preterida para ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras? Seria uma onda negra descolonizadora na Literatura? Que movimento é esse que vem tomando cada vez mais força através de cor/pos negros-negras?

É muito importante deixar aqui registrados os sobrenomes dessas autoras e autores: KILOMBA, ADÉBÁYÒ, EPALANGA, FAYE, KRENAK. Quatro autores negros e um indígena: o único brasileiro do povo Krenak.

Sustentando essa onda que compõe o oceano diaspórico de descolonização que invadiu a 17° Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP 2019, temos a presença de Marilene Felinto [2] que abertamente disse que levou décadas para superar o “racismo internalizado na mentalidade do brasileiro”. Convocando a coletividade negra, nossa querida e amada Conceição Evaristo que se faz inspiração para jovens/velhas/novas escritoras, valorizando sempre a luta coletiva, como reforçou em entrevista assinada por Beatriz França para o Portal iG Gente em julho deste ano: “Hoje, mais do que nunca, precisamos pensar na luta coletiva. O sucesso individual é bom, mas esse sucesso tem que repercutir de certa forma e, acho que no meu caso, ele repercute como forma de exemplo de caminhada”.

A reflexão de Conceição Evaristo acerca da conquista de grupos negros enquanto fruto de uma luta coletiva nos remete a esta mesma Paraty e, especialmente, ao enfrentamento antirracista realizado por mulheres negras acadêmicas e escritoras no contexto da Flip de 2016 quando Giovana Xavier e Janete Ribeiro encabeçaram a campanha virtual-presencial “Vista Nossa Palavra” na FLIP 2016, mostrando a potência da produção intelectual negra sob a perspectiva do gênero feminino a revelia dos processos hegemônicos, percebendo a ausência de escritoras e participantes negras em lugares destacados da Feira Literária, como prática epistemicida, sexista e racista.

Dois anos depois, o que aconteceu na 17° Festa Literária Internacional de Paraty para marcar diferenças frente a um mundo literário branco, cis, heteronormativo?

De nossa parte podemos indicar que a ocupação de grupos negros e, em particular, de mulheres negras como escritoras tem ocorrido desde sempre e as formas de organização e ocupação coletiva negra nos espaços de prestígio e poder têm obtido sucesso por força de seu próprio protagonismo antirracista. A literatura de homens e mulheres negras é parte do repertório de saberes dos negros no Brasil. Deste modo, ela tem a resistência ao racismo como importante marca organizativa, marcando a representatividade dos povos pretos em diferentes espaços sociais. Quando articulada por distinções de classe e gênero, essa dimensão étnico-racial preta denuncia visões racistas na literatura sim, mas essa literatura não está desarticulada do imaginário e da prática social. Pelo contrário. Neste sentido, compor nossas escrevivências negras, para continuar com Conceição, é não apenas uma forma de denúncia do inaceitável, mas também uma maneira de reinvenção de nós mesmos e do mundo.

O Teatro das Oprimidas vem para somar-se a estes movimentos descolonizadores e antirracistas. No contexto da Flip, o grupo juntou-se à Casa Philos para promover o encontro com a prestigiada Bárbara Santos. No encontro com a autora, o público pôde presenciar o descortinar de uma política que se realiza na luta diária dessas mulheres negras e cuja proposta epistemológica inovadora propõe uma estética sintetizada na forma Teatro das Oprimidas.

Teatro das Oprimidas é um processo estético investigativo que valoriza, sob perspectiva subjetiva, os problemas vivenciados por mulheres para explicitar a complexidade das personagens e das situações vividas por elas. Ao mesmo tempo, esta estética prioriza a contextualização dos problemas para revelar os mecanismos de opressão. Um Teatro que nasce como resultado da urgência em desenvolver processos de representação teatral que não culpabilizem e penalizem as mulheres, nem individualize a encenação dos conflitos que as desafiam.

O Teatro das Oprimidas tem como uma das idealizadoras e principal difusora Bárbara Santos [3], fundadora e referente artístico-metodológico da Rede Ma(g)dalena Internacional, composta por grupos feministas da América Latina, Ásia, África e Europa.

O Teatro das Oprimidas traz para o centro da prática teatral questões relevantes para a transformação social, imprimindo uma marca importante no que vamos chamar de Dramaturgias Feministas, processo este que visa desenvolver uma Estética das Oprimidas para estabelecer Estéticas Feministas. Após uma década do desenvolvimento dessa metodologia, tornamo-nos cada vez mais conscientes de que questões de gênero não podem ser analisadas, pensadas e problematizadas sem considerar as questões étnico-raciais e de classe, os temas relativos a orientação sexual, às distintas formas de construção identitárias, bem como assuntos temas relativos às diferentes existências com deficiências, encarceramento e doença mental, entre tantas outras questões que nos atravessam.

É dentro desse marco histórico que Bárbara Santos se destaca. Como Kuringa internacional e fomentadora do Teatro das Oprimidas, como mulher negra brasileira e do mundo, socializa e comunga dos saberes construídos na experiência e na luta. Bárbara insere, na dramaturgia feminista e na prática teatral inspirada no Teatro do Oprimido sob o prisma de gênero, de raça e de classe, a denuncia de opressões sociais de forma decisiva, convidando pessoas percebidas socialmente como mulheres a fazerem o mesmo.

Num processo coletivo que respeita individualidades, a autora Bárbara Santos começa a escrever na margens, compartilhando através de uma escrita simples e acessível os muitos conhecimentos construídos nas constantes lutas por emancipação: Percursos Estéticos: abordagens originais sobre o Teatro do Oprimido; Teatro do Oprimido, raízes e asas: uma teoria da práxis, este último lançado em português, espanhol, italiano e em inglês. A nova e última edição de Raízes e Asas (2019) foi publicada pela Casa Philos. Foi esta parceria que permitiu inovações na 17° Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP 2019 e que escreveu nas margens com imagens, palavras e sons, propostas inovadoras de narrativas de todesx oprimidexs.

Legitimando todo esse processo de luta emancipatória de mulheres negras, a Casa Philos publica e lança o livro Teatro das Oprimidas, trazendo este debate para a Biblioteca Municipal “Fabio Villaboin” de Paraty. O evento contou com a presença de Bárbara Santos acompanhada das referentes da Rede Internacional Ma(g)dalenas: as atrizes Mariana Villani e Cláudia Simone, esta última, Kuringa internacional; além de outros quatro grupos populares do Centro de Teatro do Oprimido e que compõem o projeto Circuito Teatro do Oprimido 2018-2020. São eles:

O MareMoTO de jovens da Maré, com a peça “Cota pra Vazá”, abordando o acesso à universidade e os enfrentamentos para permanecer no ensino superior; o grupo Madalena Rio que é composto exclusivamente de mulheres, com o espetáculo “Se essa rua fosse minha”, uma discussão sobre as violências sofridas por mulheres na ocupação do espaço público; o Coletivo Madalena Anastacia, composto por mulheres negras que integram a peça “Qual é o seu lugar?” questionando as articulações entre opressão de gênero e de raça para perceber como isso as afeta e para romper com a falsa ideia de homogeneização entre mulheres revelando, na diversidade, formas de potencializar a cooperação e transformação; o grupo Cor do Brasil com a performance “Suspeito” que aborda o extermínio cotidiano do homem negro, cujos cor/pos em cena denunciam as diferentes formas de banalizar a exclusão destes homens, animalizados e brutalizados pela mídia racista. Nesta performance homens negros cis, heterossexuais, homossexuais, trans entre outros fora do padrão imposto pelo paradigma da branquitude, denunciam os alarmantes índices de mortalidade deste grupo em decorrência de atrocidades cometidas pela polícia com ingerência do estado brasileiro.

Neste movimento de criar novas configurações de poder e de conhecimento, de descolonizar espaços e mentes foi que Bárbara Santos e a Casa Philos, propuseram a programação de um dia completo para o Teatro do Oprimido e das Oprimidas além dos espetáculos de Teatro-Fórum [4] que realizaram um debate sobre a década do Teatro do Oprimido sem a presença de Augusto Boal. O debate em questão contou o jornalista, kuringa do Teatro do Oprimido e mestre em Relações Étnico-Raciais, Alessandro Conceição; o cenógrafo e mestre em artes cênicas Cachalote Mattos; a bióloga e mestra no Ensino das Artes Cênicas, Helen Sarapeck e a psicopedagoga e mestranda em Relações Étnico Raciais, Claudia Simone: Curingas de Teatro do Oprimido que trabalharam diretamente com Augusto Boal. Como uma das provocações importantes, o grupo convidou o público participante a mergulhar no espetáculo “Me Editar nas águas que me atravessam”, quando a atriz Claudia Simone politizou a Estética Negra como tema literário, propondo uma narrativa contundente que resgata memórias afetivas e histórias ancestrais que primam pela libertação das palavras trancafiadas nos corpos negras que se dá através da ocupação do espaço cênico somando-se a outras possibilidades de construção de narrativas.

Estas intervenções/ocupações da 17° Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP 2019 na Biblioteca Municial de Paraty Fábio Villaboim; com corpos negros/negras, favelados, sapatões, cis, homossexuais, não binários pode ser visto como um oceano diaspórico de descolonização da Feira literária? Porque? Qual impacto tem esses corpos insurgentes nessa terra construída com mãos infantis escravizadas e nesse palco que era o estandarte literário da supremacia branca?

Quais significados têm este movimento num momento em que o Brasil se vê diante do perigo da perda de todos os direitos e dos direitos de todos?

Ao mesmo tempo em que diversos movimentos sociais e identitários contribuem para descolonizar o imaginário e o espaço da feira-festa literária nos deparamos com medidas governamentais que insistem em retroceder ao tempo das colônias na medida em que extinguem o Ministério da Cultura e exacerbam o medo “dos diferentes” promovendo a extinção do Ministério da Integração Racial das Secretarias da Diversidade e Inclusão, integrantes do Ministério da Educação, contribuindo para fortalecer o machismo e sexismo efetuando perseguições ao que chamam “ideologia de gênero”; intensificando a homofobia de que são vítimas os grupos LGBTI’s excluindo estes mesmos grupos da lista de políticas e diretrizes destinadas à promoção dos direitos humanos.

No momento em que finalizamos a escrita deste texto, nossa instituição de ensino, pesquisa e extensão, o CEFET/RJ sofre um processo arbitrário de intervenção federal, através da nomeação de um diretor geral estranho à comunidade cefetiana e à revelia do resultado das urnas que elegeram, não sem tensões, a chapa composta pelos professores Maurício Motta (direção) e Gisele Vieira (vice-direção). Atravessamos portanto, um momento crucial de luta mas que nos convoca a refletir não só sobre os conflitos que permeiam as relações político-institucionais internas, que constituem a vida de qualquer instituição, mas também para percebermos a efetividade de nossas conquistas e de como os processos de luta descolonizadora incomodam as estruturas do poder que se pretende hegemônico.

Assim, as lutas no combate às desigualdades de gênero, classe e raça, as lutas por justiça cognitiva que empenham pedagogias antirracistas e não-sexistas e os enfrentamentos epistêmicos que realizamos no contexto de nossa atuação enquanto negras e negros no próprio CEFET é outro exemplo marcante e vitorioso no sentido da transformação social. Para isso não podemos olhar apenas para o momento presente, mas atentar para a realidade histórica da instituição centenária. Não à toa, o diretor-interventor foi recebido sob forte protesto de pessoas que representam a instituição e são, elas mesmas, a instituição. São seus cor/pos, materiais e simbólicos, que vão à frente de batalha no contexto dessas lutas [5]. Deste modo,

quando as armas estão apontadas para as nossas cabeças, torna-se ainda mais importante fazer de nossos sorrisos e gritos, nossas vozes e nossa palavra armada até os dentes, o nosso maior instrumento de luta por uma existência preta digna em toda sua plenitude.

Por isso, ainda que os percalços sejam grandes e o contexto desfavorável, seguimos por estes caminhos emancipatórios, porque descolonizar é preciso e urgente. Fazemos nós por nós e com isto, nos editamos, reinventamos o mundo e nos reinventamos.


Claudia Simone dos Santos Oliveira é Mestranda em Relações – Étnico Raciais (CEFET/RJ); graduada em Pedagogia pela faculdade de Ciências e Letras (FERP), Psicopedagoga pós-graduada pela Faculdade Integrada Simonsen, Kuringa com atuação internacional, fomentadora e difusora de Pas à Passo Théâtre de L’Opprimé, em Ameins França, referente metodológica da Rede Internacional Ma(g)dalena. Atriz em ME Editar nas águas que me atravessam, investiga os efeitos subjetivos do racismo sobre a saúde mental da mulher negra . É colaboradora do Centro de Teatro do Oprimido/RJ Brasil.

Elisângela de Jesus Santos é Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais (PPRER) e Professora do Bacharelado em Línguas Estrangeiras aplicadas às Negociações Internacionais (LEANI) ambos do CEFET/RJ. Possui pós-doutorado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e doutorado em Ciências Sociais pela UNESP – FCLAr. Tem como temas de estudo: escrevivências negras; intelectuais negras; relações étnico-raciais; cosmovisão caipira; campo artístico, trajetória e produção identitária. Trabalha sob a perspectiva dos estudos culturais, do feminismo negro interseccional e da decolonialidade do ser, saber, poder. É mãe de Laura, hoje com 2 anos.


[notas]

[1] Conceição Evaristo, Maria da Conceição Evaristo de Brito nasceu em Belo Horizonte, em 1946. De origem humilde, migrou para o Rio de Janeiro na década de 1970. Graduada em Letras pela UFRJ, trabalhou como professora da rede pública de ensino da capital fluminense. É Mestre em Literatura Brasileira pela PUC do Rio de Janeiro, com a dissertação Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade (1996), e Doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense, com a tese Poemas malungos, cânticos irmãos (2011), na qual estuda as obras poéticas dos afro-brasileiros Nei Lopes e Edimilson de Almeida Pereira em confronto com a do angolano Agostinho Neto.

[2] Marilene Felinto nascida em Pernambuco, graduada em Letras, é tradutora, romancista e cronista. Feminista, acabou ficando mais conhecida por seus textos contundentes descompromissados, com o padrão conservador do Jornal FSP ( carece de fontes) publicado nos anos 1990, nos quais criticava as várias formas de exclusão social, fazendo uma análise profunda dos agentes de poder dominantes nas relações sociais, ligando-as ao comportamento e aos valores das classes médias. Foi co-curadora e convidada da Casa Philos na Flip 2019.

[3] Bárbara Santos fundadora e referente artístico-metodológico da Rede Ma(g)dalena Internacional composta por grupos feministas da América Latina, Ásia, África e Europa. No Brasil, atua como consultora da Revista METAXIS e como diretora artística do grupo Cor do Brasil e do Coletivo Madalena -Anastácia. Tem mais de 29 anos de de experiência ininterrupta com o Teatro do Oprimido em mais de 40 países. 

[4] A dramaturgia simultânea era uma espécie de tradução feita por artistas sobre os problemas vividos pelo povo. Até o dia em que uma mulher, no Peru, não aceitou a tradução e ousou subir ao palco para dizer com sua voz e através de seu corpo qual seria a alternativa para o problema encenado. Aí nasceu o Teatro-Fórum, onde a barreira entre palco e platéia é destruída e o Diálogo implementado. Produz-se uma encenação baseada em fatos reais, na qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses. No confronto, o oprimido fracassa e o público é estimulado, pelo Curinga (o facilitador do Teatro do Oprimido), a entrar em cena, substituir o protagonista (o oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado. 

[5] Revista Fórum: Alunos e Professores do CEFET/RJ fazem barreira humana em protesto contra interventor bolsonarista


[bibliografia]

Hooks, Bell. Ensinando a Transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: MArtins Fontes, 2019.
BOAL, Augusto. O Arco-íris do desejo: o método Boal de teatro e terapia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.
____. Teatro do Oprimido e outras poéticas. Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1988.
____. Teatro legislativo: versão beta?, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.
GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro Educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis: Vozes, 2018.
SANTOS, Bárbara: Teatro das Oprimidas. Rio de Janeiro: Casa Philos, 2019.
____. Teatro do Oprimido – Raízes e Asas: uma teoria da práxis. Rio de Janeiro: Íbis Libris, 2016.
SANTOS, Cláudia Simone “Delírios como subversão estética”. In: SANTOS, Bárbara: Teatro das Oprimidas. Rio de Janeiro: Casa Philos, 2019, pp. 137-148.
SANTOS, Elisângela de Jesus. “Intelectuais negras e produção de saberes contemporâneos”. In: MENDONÇA, Amanda. TEIXEIRA, Kamila. BASTOS, Priscila. Jovens Pesquisadoras: entre estudos e militâncias. Rio de Janeiro: Autografia, 2016. pp 37-58.
SOUZA, Neuza Santos. Tornar-se negra: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em nascença social. Rio de Janeiro: Edição Graal, 1983 – coleção tendências.

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Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.