Na terça-feira, 5 de maio, a Revista Philos promoverá um Webinar gratuito acerca do conto Gente Difícil, de Anton Tchekhov. O encontro acontecerá às 19h30 do horário de Brasília e terá a participação da escritora e colunista da Philos, Kátia Gerlach; do jornalista André Nigri e da escritora e tradutora, Susana Fuentes.

O meeting será feito pelo aplicativo Zoom e o ID (identificador do encontro) será disponibilizado aqui no site da Revista Philos 30 minutos antes do encontro.

Revista Philos: Gente difícil
Horário: 5 de maio às 19h30
Entrar na reunião Zoom: clique AQUI.
ID da reunião: 936 497 0365


Yevgraf Ivanovitch Shiryaev, um pequeno proprietário de terras, cujo pai, um sacerdote, já morto, havia recebido de presente trezentos hectares de terra de Madame Kuvshinnikov, viúva de um general, encontrava-se de pé num canto em frente à bacia de cobre para a higiene, lavando as mãos. Como de costume, seu rosto parecia ansioso e mal-humorado, e sua barba estava despenteada.

Que tempo!, disse ele. –Não é o tempo, mas uma praga sobre nós. Está chovendo de novo!

Ele continuou resmungando, enquanto sua família estava sentada ao redor da mesa, esperando para que ele acabasse de lavar as mãos antes de começarem o jantar. Fedosya Semyonovna, sua mulher, o seu filho Pyotr, estudante, a sua filha mais velha Varvara, e os três meninos pequenos, tinham se sentado e o esperavam por um longo tempo. Os meninos – Kolka, Vanka e Arhipka – pequerruchos sujos, com narizes arrebitados e os rostos gorduchos e os fios de cabelo precisando de corte, mexiam-se nas cadeiras impacientemente, enquanto os mais velhos se acomodavam sem mover-se, e aparentemente não se importavam se comiam o jantar ou esperavam…

Como se estivesse cutucando a paciência deles, Shiryaev secou as mãos deliberadamente, fazendo suas orações, e se sentando à mesa sem se apressar. A sopa de repolho foi servida imediatamente. O som dos martelos dos carpinteiros (Shiryaev estava construindo um novo celeiro) e a gargalhada do trabalhador Fomka, que implicava com o peru, flutuavam até eles desde o pátio.

Gotas de chuva imensas, esparsas batiam na janela.

Pyotr, um estudante de óculos e com ombros curvados, trocava olhares com sua mãe enquanto comia o jantar. Repetidas vezes descansou a colher e pigarreou, com a intenção de começar a falar, mas depois de fitar o seu pai, acabou comendo de novo. Finalmente, quando a papa de aveia foi servida, ele limpou a garganta se sentindo decidido e disse:

Devo partir hoje mais tarde no trem noturno. Já deveria ter ido antes; perdi uma quinzena assim. As aulas começam no dia primeiro de setembro.

Um minuto se passou em silêncio.

Ele deve ter dinheiro para a viagem, Yevgraf Ivanovitch, retrucou a mãe em voz baixa.

Dinheiro? Com certeza, você não pode ir sem dinheiro. Leve-o de uma vez, já que precisa. Você já podia tê-lo tido por um bom tempo!

O estudante suspirou levemente e olhou com alívio para a mãe. Shiryaev tirou um caderninho do bolso do seu casaco deliberadamente e colocou os óculos.

Quanto você quer?, perguntou.

A passagem para Moscou custa onze rublos e quarenta e dois copeques…

Ah, dinheiro, dinheiro!, suspirou o pai. (Ele sempre suspirava quando enxergava dinheiro, até mesmo quando recebia algum). –Aqui tem doze rublos para você. Você vai receber um troco que poderá usar para a viagem.

Obrigado.

Depois de aguardar um pouco, o estudante falou: –Primeiramente eu não recebi aulas no ano passado. Não sei como será neste ano; é provável que precise de algum tempo para encontrar um trabalho. Eu deveria lhe pedir quinze rublos para a hospedagem e jantar.

Shiryaev pensou um pouco e soltou um suspiro.

Você terá que fazer com que dez lhe bastem, disse ele. –Aqui, toma.

O estudante lhe agradeceu. Ele devia ter pedido para algo mais, roupas, taxas de matrícula, livros, mas depois de fitar o pai, decidiu não incomodá-lo mais.

Na falta de diplomacia e prudência, a mãe, como todas as mães, não pode se controlar e disse:

Você deve dar seis rublos para ele, Yevgraf Ivanovitch, para um par de botas. Ora, olha bem, como ele pode ir para Moscou em frangalhos?

Então deixa que ele leve as minhas velhas botas; ainda estão muito boas.

Ele precisa de calças, de qualquer jeito; é uma desgraça vê-lo nesse estado.

Imediatamente depois disso, um sinal do temporal se mostrou, e a família inteira tremeu diante da visão.

O pescoço gordo e curto de Shiryaev se tornou vermelho como uma beterraba. A cor subiu vagarosamente pelas suas orelhas, das orelhas para as têmporas, e em gradações impregnou o rosto inteiro. Yevgraf Ivanovitch se mexeu na cadeira e desabotoou a gola da camisa para não sufocar. Era evidente que estava lutando com o sentimento que o dominava. Um silêncio mortal se seguiu. As crianças seguraram a respiração. Fedosya Semyonovna, embora não tivesse percebido o que se passava com o seu marido, continuou:

Ele não é mais um menino, você sabe; ele se envergonha de sair sem roupas.

Shiryaev pulou de repente, e com toda a força atirou o seu caderninho no meio da mesa, de modo que um pedaço de pão voou de um prato. Uma expressão revoltante de raiva, ressentimento, avareza – tudo misturado – incendiou o seu rosto.

Leve tudo!, ele gritou numa voz artificial; –Podem me pilhar! Levem tudo! Me estrangulem! Ele pulou da mesa, apertou a cabeça, e correu sacudindo a sala.

Arranquem a minha roupa até o último fio!, gritou numa voz estridente. –Me apertem até a última gota! Roubem de mim! Torçam o meu pescoço!

O estudante enrubesceu e abaixou os olhos. Ele não conseguia continuar a comer. Fedosya Semyonovna, que após vinte e cinco anos de casada ainda não se acostumara ao temperamento difícil do marido, se encolheu e murmurou alguma coisa para se defender. Uma expressão de espanto e terror monótono veio parar no seu rosto perdido e parecido com o de uma ave, o rosto que sempre parecia maçante e amedrontado. Os meninos menores e Varvara, a filha mais velha, uma menina na adolescência, com uma cara feia e pálida, pousaram suas colheres e emudeceram.

Shiryaev, progressivamente enfurecido, pronunciando palavras cada vez mais terríveis que as de antes, correu para a mesa e começou a sacudir as notas do seu caderninho.

Levem!, murmurou, com o corpo todo tremendo. –Vocês comeram e beberam a porção de vocês, de modo que aqui está o dinheiro para vocês também. Eu não preciso de nada! Encomendem novas botas e uniformes para vocês!

O estudante empalideceu e se levantou.

Escute, papai, começou, buscando ar para respirar. –Eu… eu imploro a você para que pare com isso, para…

Morda a sua língua!, o pai gritou para ele, e tão alto que os óculos caíram do seu nariz; –morda a sua língua!

Eu costumava… eu costumava ser capaz de aguentar essas cenas, mas… mas agora eu descobri como sair delas. Você entende? Eu tenho como sair delas!

Morda a sua língua!, chorou o pai, e bateu com os pés no chão. –Você tem que ouvir o que eu falo! Eu devo falar o que eu quiser, e você deve morder a sua língua! Na sua idade, eu me sustentava, enquanto você…Você sabe quanto você me custa, seu malandro? Vou te expulsar! Seu inútil!

Yevgraf Ivanovitch, murmurou Fedosya Semyonovna, entrecruzando os dedos nervosamente; –você sabe que ele… você sabe Petya…!

Morda a sua língua!, gritou Shiryaev para ela, e lágrimas inundaram os olhos dele com raiva. –Foi você que os mimou – você! É tudo sua culpa! Ele não tem nenhum respeito por nós, não faz as orações, e não ganha nada! Sou um contra os dez de vocês! Vou expulsá-los de casa!

Boquiaberta, a filha Varvara fixou o olhar na mãe, andou com os seus olhos esvaziados para a janela, empalideceu, e, soltando um grito alto, caiu para trás na sua cadeira. O pai, com um xingamento e um aceno da mão, correu para o pátio.

Isso era como as cenas domésticas normalmente acabavam na casa dos Shiryaevs. Entretanto, desta feita, infelizmente, o estudante Pyotr se deixou levar pela raiva que preponderou sobre si. Ele tinha pavio curto e o temperamento ruim como o do seu pai e o do seu avô, o sacerdote, que costumava bater nas cabeças dos fiéis com uma vara. Pálido e com os punhos cerrados, ele foi à mãe e gritou nas notas mais altas de tenor que a sua voz alcançava:

Essas repreensões são repugnantes! Me deixam doente! Eu não quero nada de você! Nada! Prefiro morrer de fome do que comer mais uma colheirada paga por você! Pega o seu dinheiro nojento! Pega!

A mãe se apoiou na parede e gesticulou com as mãos, como se ele não fosse seu filho, mas algum fantasma na sua frente. –O que foi que eu fiz?, ela se queixou. –O quê?

Como o pai, o menino acenou com as mãos e foi para o pátio. A casa dos Shiryaev ficava solitária no meio de uma ravina que corria como uma trilha por sete verstas seguindo a estepe. Em suas margens, explodiram mudas de carvalhos e amieiros e um córrego descia abaixo. Num lado a casa olhava para a ravina, do outro para o campo aberto, não havia cercas ou obstáculos. Em vez disso, havia construções da fazenda de todos os tipos, uns próximos dos outros, formando um pátio onde galinhas, patos e porcos davam voltas.

Tendo saído da casa, o estudante andou ao longo da estrada lamacenta na direção do campo aberto. O ar estava cheio de uma umidade de outono penetrante. A estrada estava coberta de lama, com poças que brilhavam aqui e acolá, e nos próprios campos amarelados, o outono aparentava estar olhando desde a grama, sombrio, decadente e escuro. No lado direito da estrada, havia uma horta livre das colheitas e tristonha, com girassóis aqui e acolá erguidos com as cabeças penduradas já pretas.

Pyotr pensou que não seria mau ir andando a pé para Moscou; andar como ele estava, com buracos nas botas, sem uma capa, e sem um copeque. Depois que ele completasse cento e vinte e uma verstas, o seu pai, assustado e horrorizado, iria ultrapassá-lo, implorar para que ele voltasse ou aceitasse o dinheiro, mas ele não iria nem olhar o pai, continuaria indo e indo… Florestas desnudas se seguiriam pelos campos desertos, e os campos desertos seguiriam as florestas de novo; em breve a terra seria branca com a primeira neve, e os rios cobertos de gelo… Em algum lugar perto de Kursk ou perto de Serpuhovo, exausto e morrendo de fome, ele iria afundar e morrer. O seu cadáver seria encontrado, e haveria um parágrafo em todos os jornais dizendo que um estudante chamado Shiryaev morrera de fome…

Um cachorro branco com o rabo enlameado e que vagava pela horta procurando por alguma coisa olhou para ele e se aproximou.

Ele caminhou ao longo da estrada e pensou na morte, na dor da sua família, no sofrimento moral do seu pai, e então imaginou as várias aventuras na estrada, cada uma mais maravilhosa do que a outra – lugares pitorescos, noites terríveis, encontros fortuitos. Imaginou uma sequência de peregrinos, uma cabana na floresta com uma pequena janela brilhando na escuridão; ele se ergue diante da janela, pede por uma noite de alojamento… Eles o deixam entrar, e de repente ele percebe que os anfitriões eram ladrões. Ou, melhor ainda, é levado a uma grande casa principal, onde, quando descobrem quem ele é, oferecem-lhe comida e bebida, tocam piano para ele, ouvem suas reclamações, e a filha da casa, uma beleza, se apaixona por ele.

Absorto na sua amargura e naqueles pensamentos, o jovem Shiryaev andou, andou. Bem longe na distância, viu a hospedaria, um retalho escuro oposto a uma nuvem, o pano de fundo cinzento. Para além da hospedaria, naquele mesmo horizonte, ele enxergou uma pequena elevação; ali estava a estação de trem. A colina o lembrou da conexão que existia entre o lugar onde ele se encontrava agora e Moscou, onde as luminárias dos postes queimavam e as carruagens chocalhavam nas ruas, onde se davam as aulas da escola. E ele quase chorou de depressão e impaciência. A paisagem solene, com a sua ordem e beleza, a paralisia mortal ao redor, causava-lhe repulsa e levava-o a se desesperar e a odiar.

Cuidado! Ele ouviu uma voz berrando atrás dele.

Uma senhora idosa conhecida sua, proprietária de terras na vizinhança, passava por ele em sua carruagem leve, elegante. Ele abaixou a cabeça para ela, e sorriu com todo o rosto. E, de súbito, se pegou naquele sorriso, que era tão fora do seu humor tristonho. De onde vinha já que o seu coração inteiro era tomado por raiva, vexame e tristeza? E pensou como a natureza dava ao homem essa capacidade de mentir, que, apesar dos momentos difíceis de sacrifício espiritual, ele era capaz de esconder os segredos do ninho como a raposa e o pato selvagem o fazem. Toda a família tem as suas alegrias e tristezas, mas não importa o vulto que tomam, é difícil para que os estranhos os percebam com seus olhos; permanecem como segredos. O pai da senhora que acabara de passar, por exemplo, tinha sido punido por uma ofensa de calúnia durante metade da sua vida sob um boicote pela ira do tzar Nicolau; o marido dela havia sido viciado em jogo; dos quatro filhos, nenhum havia vencido na vida. Era possível imaginar quantas cenas terríveis aquela senhora presenciara, quantas lágrimas não derramara. E ainda assim ela aparentava estar alegre e satisfeita e retribuíra o sorriso que lhe dera também. O estudante pensou nos seus colegas, que não gostavam de falar sobre suas famílias; ele pensou na sua mãe, que quase sempre mentia quando falava com o marido e as crianças.

Pyotr perambulou pelas estradas distantes da casa até o crepúsculo, abandonando-se aos seus pensamentos tristes. Quando começou a chuviscar, se dirigiu no sentido da casa. Durante o regresso, decidiu que falaria a todo o custo com o pai, para lhe explicar, de uma vez por todas, como era assustador e oprimente viver com ele.

Ele encontrou a casa numa paralisia perfeita. A sua irmã Varvara estava deitada atrás de uma tela com dor de cabeça, e resmungando levemente. A sua mãe, com um olhar de culpa e espanto sobre o rosto, estava sentada ao seu lado numa caixa, remendando as calças de Arhipka. Yevgraf Ivanovitch dava passos entre uma janela e outra, aborrecido com o tempo. Pelo modo como caminhava e pigarreava, e até pelo jeito da sua nuca, estava claro que ele se sentia culpado.

Suponho que você mudou de ideia sobre ir hoje?, perguntou.

O estudante sentiu pena dele, mas imediatamente reprimiu aquele sentimento, e disse: –Escuta… Preciso falar seriamente com você… sim, seriamente. Sempre respeitei você… e nunca cheguei a falar com você num tom elevado, mas o seu comportamento… a sua última ação…

O pai olhou para fora da janela e não falou. O estudante, como se estivesse pesando as suas palavras, roçou a testa e continuou animadamente:

Não tem um jantar ou chá que se passe sem uma explosão sua. O seu pão gruda na garganta… nada é mais amargo, mais humilhante do que o pão que gruda na garganta… Apesar de você ser meu pai, ninguém, nem Deus nem a natureza, deu a você o direito de nos insultar ou humilhar de uma forma tão horrível, de desabafar o seu mau humor nos fracos. Você acabou com a minha mãe e fez dela uma escrava, a minha irmã foi esmagada desesperadamente, e eu…

Não cabe a você me ensinar, disse o pai.

Sim, cabe a mim! Você pode brigar o que for comigo, mas deixe a minha mãe em paz! Eu não vou permitir que você atormente a minha mãe!, o estudante prosseguiu, com os olhos brilhando. –Você foi estragado porque ninguém ainda ousou se opor a você. Eles tremem e ficam mudos diante de você, mas agora isso acabou! Grosseiro, homem mau educado! Você entende? Você é grosseiro, mau humorado, insensível. E os mujiques não o aguentam.

O estudante foi para o seu próprio quarto e se deitou quieto. Ficou deitado até meia-noite sem se mover ou abrir os olhos. Não sentia nem raiva nem remorso, mas uma vaga dor na alma. Ele não culpava o pai ou sentia piedade pela mãe, nem estava atormentado por picadas da consciência; percebeu que cada um na casa sentia a mesma dor, e só Deus sabia quem era o mais culpado, quem sofria mais…

À meia-noite, acordou o cocheiro, e avisou-lhe que preparasse o cavalo para as cinco da manhã a fim de levá-lo à estação; tirou as roupas e mergulhou na cama, sem que conseguisse dormir. Ouviu como o pai, ainda acordado, dava passos devagarinho de uma janela à outra, suspirando até cedo de manhã. Ninguém estava dormindo; eles falavam raramente, e apenas em sussurros. Duas vezes, sua mãe veio até ele atrás da tela. Sempre com o mesmo olhar de imaginação esvaziada, ela lentamente fez a cruz sobre ele, tremendo nervosamente.

Às cinco horas da manhã, ele se despediu de todos afetuosamente, e até derramou lágrimas. Ao passar pela porta do quarto do pai, olhou para dentro, desde a porta. Yevgraf Ivanovitch, que não tinha tirado as roupas ou ido se deitar na cama, estava de pé na janela, tamborilando nos batentes.

Adeus, estou indo, disse o filho.

Adeus… o dinheiro está na mesa redonda… o pai respondeu, sem virar-se.

Uma chuva odiosa e fria caía enquanto o cocheiro dirigia até a estação. Os girassóis deixavam cair as cabeças ainda mais, e a grama parecia mais escura do que nunca.


Tradução de Kátia Gerlach é natural do Rio de Janeiro e radicada em Nova Iorque, formou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É mestre em Direito Internacional Privado pela Universidade de Londres e pela NYU School of Law. Corpo docente da Universidad Desconocida do Brooklyn sob a reitoria de Enrique Vila-Matas. Publica no Jornal Rascunho. É curadora e membro do Conselho editorial permanente da Philos. Autora, dentre outros, dos livros Colisões Bestiais Particula(res) e Jogos (Ben)ditos e Folias (Mal)ditas, publicados pela Confraria do Vento.

Revisão de André Nigri, jornalista e autor do romance Paralisia (2018), publicado pela editora Reformatório.

Susana Fuentes é autora do romance Luzia (finalista do Prêmio São Paulo de Literatura) e do livro de contos Escola de gigantes (seleção Biblioteca do Professor no programa “Rio, uma cidade de leitores”, da Secretaria Municipal de Educação (RJ), ambos pela editora 7Letras. Escreveu a peça teatral  Prelúdios, em quatro caixas de lembranças e uma canção de amor desfeito, solo em que atua (selecionado para o The New York International Fringe Festival). Com seus contos participou de diversas antologias. Atualmente prepara um livro de poesia e um novo romance. É doutora em Literatura Comparada pela UERJ, com pesquisas em literatura brasileira e russa.

Ilustração de Lena Chetverik, de Moscou, Rússia.

[Nota do editor: Verstas são antigas unidades de comprimento adotadas na Rússia. Mujiques são camponeses.]

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.