O livro lute como uma gorda propõe desvendar o universo gordo na contemporaneidade, delatando como esses corpos são concebidos institucionalmente e como essas mulheres gordas se autopercebem, aceitam ou resistem à gordofobia.  “Quando um corpo não está dentro do padrão, ou seja, corpo magro, tido como belo e saudável, é estigmatizado, considerado feio, mau, anormal, doente, fraco, triste e, portanto, excluído socialmente. Essa discriminação é conhecida como gordofobia,  tal estigma é estrutural e cultural, transmitido em muitos e diversos espaços e contextos sociais”, explica Malu Jimenez.

Malu Jimenez no Cerrado pelas lentes de Jú Queiroz.

A autora utiliza a autoetnografia, o feminismo e a netnografia, que direcionam as análises e a escrita através de três subtemas: o cotidiano, o consumo e os ativismos, os quais apontam que, apesar da cassação dos corpos gordos, muitas mulheres têm se posicionado contra esse ódio e se organizado em coletivos, em ciberespaços e nas ruas, para mostrar que corpos gordos femininos podem superar essa perseguição, resistindo à concepção atual de único corpo possível em nossa sociedade, o magro. A partir da denúncia, levanta uma proposta através do ativismo, de novos saberes na construção de uma episteme diferenciada sobre os corpos gordos, por meio da resistência e de um corpo político que quebre padrões e se coloque no mundo de forma criativa e alegre.

lute como uma gorda traz além da escrita, um projeto artístico que evidencia a beleza e o lugar da mulher gorda no mundo que foi criado com exclusividade para o livro.  As imagens capturadas pelas lentes de Jú Queiroz ganham nova vida com as colagens artísticas de Paula Mello. São ensaios fotográficos de mulheres gordas maiores, feitos no Cerrado, na Chapada dos Guimarães, cenário emblemático que coloca essas mulheres em um lugar onde não são vistas: dentro da natureza, ligadas à força, à união e, principalmente, à beleza feminina. Entre as iniciativas artísticas criadas exclusivamente para esta publicação, uma releitura das esculturas de Vênus, feitas por Lucas Fonseca, artista plástico e diretor de projetos e artes da Philos.

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O projeto de adaptação da tese e publicação em livro, junto à Philos, visa dar ainda voz às pessoas gordas na luta antigordofobia, para serem respeitadas e visibilizadas na garantia de direitos básicos, como o de sentar confortavelmente em uma cadeira, usar transporte público, adquirir roupas, encontrar aparelhos médicos compatíveis com o tamanho do corpo, etc. Além de trazer um texto ativista e potente, este trabalho propõe mostrar, através de fotografias, dentro de um projeto de arte, mulheres gordas maiores localizadas numa outra concepção do que é ser bela e gorda em nossa sociedade.

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Lute como uma gorda: gordofobia, resistências e ativismos
Um livro de Malu Jimenez com fotografias de Jú Queiroz
Casa Philos (inverno 2020)
160 páginas


Malu Jimenez é gorda, filósofa feminista, doutora em Estudos de Cultura Contemporânea pela UFMT onde pesquisou a gordofobia, autora do livro “lute como uma gorda: gordofobia, resistências e ativismos”, pela editora Philos, pré-venda a partir do dia 15 de setembro, mês da visibilidade na luta antigordofobia. Fundadora do Grupo de Estudos Transdisciplinares do Corpo Gordo no Brasil, idealizadora do projeto lute como uma gorda, coordena as redes sociais @estudosdocorpogordo, faz parte do coletivo feminista GORDAS XÔMANAS em Cuiabá, Mato Grosso, é colaboradora escritora no Todas Fridas e colunista no Guru da Cidade.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.