Via webcam de sua casa em Los Angeles, Katy Perry aparece à câmera aos nove meses de gravidez de sua primeira filha. Ela parece uma Virgem Maria de Warhol, em um vestido celeste volumoso e um diadema de pérolas combinando. “A concepção não era virginal, te digo isso”, ela diz com seu humor característico. Tudo que é visível de sua casa é uma lustrosa cortina marrom, o palco de suas atividades publicitárias recentes. Ela estima que essa é sua septuagésima entrevista sobre seu quinto álbum, Smile. (se for contar as entrevistas banais das rádios estadunidenses, ela tem a paciência de um santo, se não uma tática de impregnação). O bebê e o disco estavam andando juntos até que atrasos na produção adiaram o último para o dia 28 de agosto: a menina que ela e o seu noivo Orlando Bloom apelidaram “Kicky Perry” vem primeiro.

A pandemia pouco alterou seus planos: Katy Perry, 35, sempre quis lançar o álbum, ter um filho e pular as turnês, ressentindo-se da sugestão de que ela deveria escolher entre os dois. Dito isso, ajudou o fato de que todas as estrelas pop estivessem trabalhando em casa. “Não é como se eu fosse uma bruxa com um feitiço: eu vou fazer isso desse jeito e você vai fazer isso desse jeito”, ela diz com ar de zoação. “Mas sim, eu provavelmente não tenho tanto receio de estar por fora quanto eu teria se o mundo não tivesse mudado”. Noite passada ela estava filmando um vídeo até 2 da manhã, seu último grande compromisso: “Há definitivamente uma base de: ‘Aqui está a música, aproveitem, amo vocês, estou caindo fora!’”

Há uma notável dissonância entre os intensos esforços publicitários de Katy Perry para Smile – um retorno parcial a suas vívidas raízes do pop-EDM – e sua atitude laissez-faire sobre o resultado. É uma nova camada protetiva. Na última vez que ela lançou um álbum, a recepção apagada (junto com uma temporária separação de Bloom) deixou-a suicida quando percebeu o quanto dependia de validação externa. Ela tinha sido a maior pop star do mundo: uma criança pentecostal com pouca educação que chegou a igualar o recorde de Michael Jackson por levar cinco singles de um único álbum ao top 1; e que deu o show de intervalo do Super Bowl mais assistido de todos os tempos. Witness, de 2017, representou sua desilusão com o imaginário sentimental e a aspiração incessante. Seu terceiro olho de repente se abriu, sua missão de fazer um “pop com propósito”. Ela foi ridicularizada por isso, particularmente depois que passou três dias em uma transmissão ao vivo no estilo Big Brother, reunindo-se com ativistas para discutir o estado do mundo e abordando seus próprios pontos cegos.

Mas olhando para trás, é difícil não sentir preocupação por alguém que evidentemente questionou tanto (inclusive sua identidade, seus cachos Bettie Page trocados por um cabelo loiro e espetado) a ponto de ficar exposta, em carne viva, até mesmo maníaca. “Eu estava quebrando a base que comecei a criar quando tinha nove anos”, Katy Perry disse. “Começou a não me abrigar da maneira que me abrigava no passado”. Depois de seu breve rompimento com Orlando Bloom, Katy Perry se voltou para o trabalho, como fez muitas vezes quando sua vida pessoal afundava: “E isso simplesmente não funcionava mais”.

Os singles de Witness foram seu ponto mais baixo: não um fracasso total, mas em desacordo com o mood do público, conforme Katy Perry descobriu ao acompanhar os comentários negativos no Twitter, apesar de não ter a “armadura” necessária para aguentá-los. “Ninguém pode fazer você sentir ou acreditar em algo sobre si que você já não sinta”, ela diz. “Se você já se sentia assim e isso é atiçado, vai pegar fogo.”

Em turnê, ela passou por vários momentos. Não pela primeira vez: seu documentário de 2012, Part of Me, traça a dissolução de seu casamento de um ano com Russel Brand (na cena mais memorável, ela chora embaixo do palco – cabeça baixa para que suas lágrimas não soltem seus cílios falsos – e então ela sobe numa plataforma hidráulica, radiante.) “Eu aprendi a compartimentar e como ser uma performer,” ela diz com clareza. “Você coloca sua vida pessoal de lado por duas horas e percebe que as pessoas estão pagando com seu tempo e dinheiro para vir e ver o palhaço, para escapar de seus próprios problemas. Parte de mim provê um serviço Disneyland. Mas isso é só uma parte.”

Pós-Witness, esse instinto de compartimentação falhou. Katy Perry paralisou. “Nada, nenhuma oportunidade, ninguém conseguia me inspirar a sair da cama”, ela disse. “Minha depressão apareceu como letargia,” – ela pergunta se está falando certo, um hábito nervoso – “como falta de interesse.” Um sentimento, que normalmente passaria, permaneceu. “Tipo, agora eu não ligo para nada. Na-da. E não espero por nada”. Ela se sentiu suicida depois que Brand terminou o casamento por mensagem de texto. Quando a depressão clínica ressurgiu, ela buscou ajuda em vez de fugir do que ela chama “as irmãs assassinas que batem à sua porta”. Ela passou uma semana no Instituto Hoffman, onde especialistas identificam comportamentos negativos enraizados na infância. Ela tinha uma ideia do que queria abordar, “e então é como a bolsa da Mary Poppins – você só continua a tirar coisas de lá”.

Enquanto estava na casa dos 20, suas ansiedades sobre inadequação, sobre “nunca ser realmente convidada ou legal, ou aceita”, alimentaram sua ambição. Então ela fez uma arte do excesso – pop maximalista, sutiãs expelindo chantilly, shows carnavalescos ao vivo – e isso excitou os Estados Unidos bem em seus pontos de prazer. Seus esforços eventualmente a exauriram. “Tipo, o que mais eu tenho que provar depois do Super Bowl?” Ela entra numa afobação histérica com os olhos esbugalhados, digna de Seinfeld. “Você conseguiu! VOCÊ CONSEGUIU! ALÔ? Porque você tem que continuar escalando o Monte Everest? O que você está provando? Você está apenas escalando o Everest até morrer? Até que houvesse aquele momento onde você fica tipo, eu não vou conseguir?”

As coisas sempre retornam aos seus pais, ela diz: os dela, cristãos protestantes que dirigiam um ministério a partir de sua casa em Santa Bárbara. Katy Perry uma vez disse que ela não teve infância. Todo mundo tem infância, ela esclarece com uma risada triste. “Mas minha infância foi apenas sobre Jesus. Não foi expansiva e não foi curiosa, era apenas domingo de manhã, domingo à noite, quarta à noite; Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus”, ela sussurra. “Desde que nasci, era pura bíblia na cabeça”. Filha do meio, nascida Katheryn Hudson, a relação “transacional” de Katy Perry com a validação iniciou quando começou a cantar aos 9 anos. “Todo mundo que me ignorava passou a prestar atenção em mim, como se agora eu tivesse esse truque de mágica de poder ser o centro das atenções”.

A atmosfera em casa era pesada: na escola dominical, as crianças brincavam com representações do inferno. Os homens dominavam. Katy Perry desenvolveu TOC (transtorno obsessivo compulsivo) quanto à limpeza para exercer algum controle. A educação era limitada e fortemente religiosa (ela largou a escola aos 15 para seguir sua carreira, primeiramente como cantora gospel). Expressar sentimentos estava fora de questão e terapia era considerada tabu. Ela imita uma voz de descrença zelosa: “’Mas Jesus cura tudo! Por suas chagas, você está curada! Sinto muito que seus dedos estejam caindo, mas Deus vai curá-los’. É tipo, se você não tem uma real e intensa fé verdadeira, então você não é o melhor cristão. Mas há muitas ferramentas que Deus nos dá para conseguirmos nos ajudar, e a ciência e os médicos e terapeutas são algumas delas.” Ela acrescenta, sarcasticamente: “É provavelmente por isso que estou no business de sentimentos”.

Há fotos de Katy Perry aos 18 em Part of Me: ela é engraçada, carismática e otimista. Parece milagroso que ela tenha conseguido manter essa leveza. “Eu acho que adotei o humor e o sarcasmo desde cedo”, ela diz. Depois de passar um tempo patinando na indústria (incluindo um período na Inglaterra escrevendo com Dave Stewart do Eurythmics), sua carreira pop deslanchou seis anos depois. Sua estética ­cheesecake provocou chacota, mas fazia perfeito sentido: uma menina com um background religioso opressor literalmente vestida como o fruto proibido (embora não fosse tão profundo, ela diz), deleitando-se em insinuações.

Viajar ao redor do mundo a introduziu a culturas e conceitos muito além do que ela poderia ter imaginado enquanto dentro da bolha de Jesus, apesar de esse entusiasmo ter se virado contra ela. A apropriação cultural foi um grande aspecto nos primeiros três álbuns de Katy Perry (tranças, vestidos de gueixa, imagens egípcias) e continuou mesmo depois que as críticas se acumularam. “Muitos erros que cometi no passado foram uma falta de educação juvenil”, ela admite.

Ela reconheceu isso durante o ciclo promocional de Witness. Mas isso também trouxe criticismo de críticos que afirmavam que era um sinal de privilégio uma estrela branca centrar uma campanha de marketing em torno de sua ignorância. “Se você realmente pensa sobre isso, é necessária uma certa dose de privilégio para pensar assim sobre mim, porque significa que você teve mais acesso à educação, mais informação,” Katy Perry contra-argumenta. Ela reconhece suas vantagens inerentes como uma mulher branca. “Mas definitivamente não há muita empatia e compaixão com pessoas que estão crescendo – ou tentando crescer – sob holofotes. Porque crescer também significa falhar. E eu falhei muito.”

Katy Perry se tornou um ícone por causa de seus hits seguros, mas também porque ela era boba e sem filtros quando seus pares no pop mantinham poses duras. Ela foi frequentemente entrevistada enquanto era maquiada para shows, o que eu assumi que fosse uma revelação consciente da fachada. Mas não, ela diz: “era provavelmente o único momento que eu ficava parada”. Ela reconhece a precariedade do estrelato pop em outras formas, menos intencionais. Ao longo de sua carreira, ela frequentemente brincava sobre não recorrer a raspar a cabeça frente à pressão profissional, fazendo alusão ao breakdown de Britney Spears em 2007. A frequência desses comentários descuidados sugeria um medo profundo. “Qualquer um num holofote tão intenso pode entender que a corda bamba só se torna menor e mais justa, e que com uma palavra, uma roupa que não funcione, tudo pode explodir”, ela diz. O humor sempre foi sua forma de desvio. “Eu o usei como mecanismo para lidar e para o meu próprio medo, e eu disse coisas que foram descuidadas ou insensíveis”.

Katy Perry tem sido criticada desde seus primeiros singles, Ur So Gay e I Kissed a Girl, que trouxeram controvérsia por perpetuar estereótipos que eram datados mesmo em 2008. Sua carreira persistente é prova, se necessária, de que a chamada cultura do cancelamento não é real. “Ninguém está acima de repreensão”, ela diz. “Se você vai entrar nesse mercado e se você vai ter algo a dizer, nem todo mundo vai concordar”. Igualmente, ela diz, o perdão é importante: “está tudo bem em dizer que você não era tão evoluído como humano 5 anos atrás quanto você é agora”.

Katy Perry é clara sobre o que ela sente que deve ser considerada responsabilidade dela. Desde 2018, três pessoas a acusaram de má conduta sexual na forma de toques e beijos não desejados. Ela fica ligeiramente cortada pela primeira vez quando pergunto como ela reflete sobre essas alegações.“Eu acho que vivemos em um mundo onde qualquer pessoa pode dizer qualquer coisa”, ela diz. “Eu não quero dizer ‘culpado até que se prove o contrário’, mas não há freios e contrapesos: uma manchete voa, certo? E não há investigação sobre o que ocorre”. Ela não comentou anteriormente sobre o caso por respeito ao movimento #MeToo. “Eu não quero causar mais barulho. Eu quero contribuir para a verdade, basicamente”. Então as alegações não eram verdadeiras? Ela inspira. “Eu não quero comentar sobre todas as coisas que são ditas sobre mim porque se eu perseguir esse caminho, seria tudo sobre falsificar ou verificar toda minha vida. É uma distração do verdadeiro movimento.”

O argumento mais recente que persegue Katy Perry é de que é insensível lançar um álbum (e um single) chamado Smile durante uma pandemia, o que parece um tanto mesquinho, dado que se trata de encontrar a vontade de viver novamente. Ela parece não se importar. “Se não tivermos esperança, as coisas podem ficar muito, muito obscuras, e essa música não é só um escapismo ignorante de felicidade. Mesmo que algumas pessoas estejam passando por essa escuridão, com sorte elas poderão ouvir que uma pessoa conseguiu superar isso”.

Minha apreensão sobre o novo álbum de Katy Perry é que várias faixas sobre moderar a dor com hedonismo desvalorizam seu crescimento duramente conquistado, apesar do álbum encontrar alívio na catarse da euforia. Ela às vezes ainda comemora nos momentos ruins, ela diz, e então se refere à capa do álbum, na qual ela está fantasiada de um palhaço triste. “Não é tipo, ‘Seja feliz! Deixe-nos ver seu sorriso!’ Eu não sou burra o bastante para pensar que eu nunca vou ter desafios novamente. Agora eu sou grata que eu tenho algumas ferramentas para navegar por eles”.

Eu fiz muito trabalho mental, espiritual e emocional nos últimos anos. A maior mentira que contam aos artistas é que nós temos que estar sentindo dor para criar. Eu não quero estar em sofrimento emocional minha vida toda para escrever músicas”, ela me diz, conforme pega um prato com pão e queijo. É verdade, a imagem chiclete de Katy Perry não remete a uma artista sofredora. “Eu gosto de escrever músicas que realmente movem e empoderam as pessoas. Se você dividisse minhas músicas, elas seriam 50 por cento [sobre] empoderamento, 25 por cento festa e 25 por cento românticas. Elas são cheias de esperança e positividade, como ir em direção à luz. Eu rejeito a escuridão.” 

Katy Perry não fez nenhum plano concreto sobre o quão visível ela vai estar quando ela der à luz: ela vai fazer o que sentir que é o certo [Katy Perry deu à luz a filha Daisy Dove Bloom em 27 de agosto de 2020]. Ela põe tanto esforço em se preparar para ser mãe quanto ela pôs no álbum, abordando suas preocupações de que não tinha os instintos naturais maternos; de que a maternidade era incompatível com sua independência. Ela também não gostaria de criar seus filhos da maneira como foi criada. “Mas eu acho que todo mundo quer evoluir disso”, ela diz. “Eu acho que isso é parte da razão pela qual nós temos filhos, para mostrar que nós evoluímos. Ou que nós podemos evoluir.”

Com um novo amor, um bebê e uma nova perspectiva, a provocadora rainha do pop Katy Perry está pronta para revelar seu eu real para o mundo. Mas sua jornada teve seus altos e baixos. “Eu fui para terapia, passei pelo processo de Hoffman, tomei plantas medicinais… E eu tenho um parceiro que está sempre falando sobre encontrar equilíbrio – Orlando, que está em uma jornada espiritual dele próprio. Ele é uma âncora que me segura, e ele é muito real. Ele não é o fã número um da Katy Perry, mas ele é o fã número um da Katheryn Hudson.” O casal tem muito em comum. Artistas vivendo sob o olhar público, ambos experienciaram divórcios, e essa evolução só estreitou seus laços. “Amor é diferente de namoro. Você namora aos 20. Amor é parceria, amizade, verdade e ser um espelho absoluto para alguém”, ela diz, movendo seu anel de noivado em formato de flor. “Orlando é como um sábio. Quando nos conhecemos pela primeira vez, ele disse que nós tiraríamos o veneno um do outro, e nós realmente o fazemos. É cansativo, mas nós realmente nos cobramos disso. Eu nunca tive um parceiro que estivesse disposto a embarcar numa jornada emocional e espiritual como o Orlando. É desafiador, porque você está enfrentando todas as coisas que não gosta sobre si. É como se fosse uma limpeza que nunca acaba”.

Ela está num bom lugar agora, então há razões para agradecer. Mas 2017-2018 foi seu período mais difícil. “Eu me tornei deprimida e eu não queria sair da cama. No passado, eu consegui superar, mas algo aconteceu dessa vez que me fez cair de muitos lances de escada. Eu realmente tinha que embarcar numa jornada de saúde mental”, ela compartilha.

Viver no mundo hiper escrutinado de celebridades apresenta seus próprios desafios e vulnerabilidades, mas Katy Perry emergiu como uma ativista pela saúde mental. “Nós falamos sobre todos os diferentes órgãos, mas nunca falamos sobre nosso cérebro, o que nos mais faz funcionar”, ela comenta.

Por mais destemida e assumidamente franca que Katy Perry seja para expressar suas ideias, a mídia não perdoou. “Para a imprensa, em poucos meses eu me tornei ‘Perry, a piñata’. Mas, felizmente, eu não preciso mais de validação deles”, ela diz.

Katy Perry para as lentes de Christine Hahn (Smile 2020)

Ela é frequentemente mal interpretada; sua peculiaridade na indumentária trouxe controvérsias como apropriação cultural, enquanto sua aparição na Sesame Street foi taxada de “muito sexy” para o show. Nem todo mundo a entende, mas ela continua a usar sua voz sob sua cabeleira descolorida (sua cor de cabelo real é um “marrom cor de esquilo”, ela compartilha) para representar muitas coisas para muitas pessoas – um modelo para crianças, um ícone feminista para mulheres, e uma ativista para a comunidade LGBTQI+.

Às vezes, ela usa sua plataforma para politicagem e para provocar mudança. Durante a campanha presidencial estadunidense de 2016, Katy Perry estabeleceu sua posição como uma das maiores líderes de torcida de Hillary Clinton e escreveu “Chained to the Rhythm” como um chamado para que os estadunidenses lutassem. No Grammy de 2017, quando ela performou a música, ela vestiu uma calça branca de sufragista com a palavra “Persistir” estampada em uma faixa no braço. “Se você tem um grande holofote e você o está compartilhando pelo bem, vai ser melhor para todo mundo”, diz a estrela pop com um propósito que, como Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF, fez viagens a partes pobres do Vietnã e de Madagascar para defender a educação das crianças e recursos hídricos limpos. “Aos 35, eu marquei vários pontos da minha lista e agora estou sendo desafiada a sonhar novos sonhos”, ela diz. “Eu quero estar envolvida em empresas de meio-ambiente, eu quero voltar a estudar [psicologia e filosofia são seus cursos de escolha] e eu quero influenciar pessoas boas a se candidatarem”.

Ela não quis compartilhar os detalhes do seu casamento por enquanto, mas ela quer uma família grande, e sonhos de aposentadoria em comunidade com sua família e amigos. Ela pode não ter encontrado a cura para tudo na vida, mas finalmente entende o significado de sua tatuagem – de ir com o fluxo (go with the flow). “Eu estive sob o olhar público por 12 anos e cometi muitos erros. Eu sou humana, e ainda quero tentar”, ela diz. “Eu não quero ser derrotada ou me tornar reclusa. Eu quero viver a vida. E fazer isso significa que você pode cair eventualmente, mas não é sobre como você cai – e sim sobre como você se levanta”.


Laura Snapes é uma crítica musical britânica e editora adjunta de música do The Guardian. Em 2019 lançou o livro “Phoenix: Liberté, Égalité, Phoenix!”, sobre o legado da banda francesa Phoenix.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.