Fraturados pela sociedade: memórias e fabulações é o nome da sessão desta semana da Mostra de Cinema Moventes, uma parceria do Centro Cultural Vale Maranhão – CCVM e da Revista Moventes, da Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ).

O evento online, que acontece às sextas, às 19h, no canal do Youtube do CCVM, terá dois títulos que trazem discussões sobre traumas e memórias da violência policial, marcada nos corpos das personagens, em futuros distópicos, explicitados pela segregação física entre quem pode e quem não pode circular. A saber:

  • Chico, dos Irmãos Carvalho (RJ) | 2016 | 23 min. | FIC

2029. Treze anos depois de um golpe de Estado no Brasil, crianças pobres, negras e faveladas são marcadas em seu nascimento com uma tornozeleira e têm suas vidas rastreadas por pressupor-se que elas irão, mais cedo ou mais tarde, entrar para o crime. Chico é mais uma dessas crianças. No aniversário dele, é aprovada a lei de ressocialização preventiva, que autoriza a prisão desses menores. O clima de festa dará espaço a uma separação dolorosa entre Chico e sua mãe, Nazaré.

  • Branco sai, Preto fica, de Adirley Queiroz (DF) | 2015 | 93 min. | FIC

Tiros em um baile de black music na periferia de Brasília ferem dois homens, que ficam marcados para sempre. Um terceiro vem do futuro para investigar o acontecido e provar que a culpa é da sociedade repressiva.

A Mostra de Cinema Moventes tem suas sessões sempre às sextas-feiras, às 19h, no canal do CCVM no Youtube. A curadoria é de Isabel Veiga, Vitor Medeiros, Gabriela Giffoni e Flávia Cândida, e a produção de Ana Sanz.

Nas quartas-feiras seguintes às sessões, também às 19h, o canal do CCVM traz debates com convidados especiais sobre os filmes que foram exibidos. Para falar sobre os filmes da sessão ‘Fraturados pela sociedade: memórias e fabulações’, vão participar da roda de conversa no dia 10 de março, Clementino Junior, que é cineasta, educador audiovisual, doutorando em educação (GEASur/UNIRIO), mestre em educação (UERJ-FFP), bacharel em desenho industrial (UFRJ – EBA), e fundador do CAN – Cineclube Atlântico Negro, que exibe cinema da diáspora africana desde 2008. Junto com ele Luiza Drable, atuante em diversas frentes na produção de conteúdo digital, como produtora de vídeo, editora e roteirista, e focada em temáticas raciais, mídias digitais e estudos de linguagem no audiovisual. Ela é mestra em Design pela PUC-Rio, graduada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense com especialização em Comunicação e Imagem pela PUC-Rio.


O CCVM tem em sua programação diversas atrações culturais como exposições, mostras de cinema, apresentação de dança e rodas de conversas, tudo em formato virtual, que ficam disponíveis no site e canal do Youtube da instituição com o objetivo de fomento à arte e cultura local. A proposta do CCVM com a vasta programação é disseminar o trabalho de artistas locais para além do Maranhão e proporcionar um ambiente de trocas de experiências entre a produção cultural maranhense e o que está acontecendo no Brasil.


Sobre o Centro Cultural Vale Maranhão

 O Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) é um espaço cultural mantido pelo Instituto Cultural Vale , por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o objetivo de contribuir na democratização do acesso à cultura e valorização das mais diversas manifestações e expressões artísticas da região.

Publicado por:Jorge Pereira

Recifense, produtor cultural, editor-chefe da Revista Philos e criador da Casa Philos.