O crítico de arte, o pesquisador, o escritor, o poeta e o curador se encontram na Philos e fazem desse editorial um espaço crítico e de reflexão de nossa contemporaneidade. Costuram-se nessas páginas, um a um, os pensamentos e anseios de cada artista, que conversam com os nossos leitores e permeiam os debates de nossa sociedade. Nossos colaboradores, de diversos países, escrevem e transcrevem em suas línguas de origem, e nós fazemos ecoar suas transgressões nas outras tantas línguas latinas do ramo a que pertencemos. Caracterizada como uma revista experimental, a Philos transita entre as concepções de literatura e arte visuais. Buscamos reverberar a obra de novos artistas que personifiquem através das imagens a própria linguagem da modernidade. O objetivo de nossa proposta de integração da literatura e das artes é ampliar as experiências e percepções artísticas, promovendo a aproximação dos leitores com a produção cultural latina na atualidade. Sem a pretensão de atender a demandas específicas, abrimos espaço para a subjetividade do corpo e da mente humana, na construção do diálogo múltiplo que permite o desenvolvimento de nosso processo de aprendizagem e sensibilidade artística. A palavra curadoria tem sua raiz no grego curare, que significa cuidar de. O cuidado, nas páginas deste editorial, se traduz no modo como ele prestigia a diversidade do trabalho dos artistas e escritores da contemporaneidade, abrindo-se para a multiplicidade de leituras, que podem incluir encontros, fricções, espelhamentos e contrastes que por sua vez tomam forma nos movimentos e relações que se estabelecem entre os textos, obras e leitores.