Com o tema “O futuro se aproxima devagar, mas vem”, a terceira Mesa Literária da Fligê, no Centro Cultural, em Mucugê (BA) trouxe o assunto da ancestralidade como forma de autoconhecimento. A mesa foi mediada por Jorge Pereira e contou com a participação das duas artistas Luna Vitrolira e Carola Trimano.
O mediador que é recifense, biomédico, mestre em genética e editor-chefe da revista Philos, provocou as entrevistadas sobre o futuro ancestral, fomentando assim um debate a respeito de como o passado interfere no futuro que se aproxima. Foi gerada uma discussão acerca da ancestralidade e do lugar de pertencimento.
Dona de um carisma contagiante, Luna Vitrolira relembrou as mulheres que a antecederam, para que assim ela pudesse estar e ocupar espaços que foram conquistados, ciclos que foram quebrados e que hoje perpassam sua essência e o entendimento de si.
“Eu sou uma mulher negra com pele clara, que veio de Pernambuco, do Nordeste, periférica, e que descobri há pouquíssimo tempo um pouco mais sobre a história da minha família. Eu acho que isso não é inédito no Brasil, porque, como a gente vive num país que foi colonizado muito violentamente, a gente sabe dos apagamentos que sofreu, dos silenciamentos.” —Luna Vitrolira
Carola Trimano abordou o tema pela perspectiva do futuro que se constrói no presente, com o direcionamento voltado para a arte: “Eu sou artista, mas a minha maior arte é a arte da educação, de trabalhar com jovens”.
Carola ainda destacou que a educação é a chave para um futuro melhor e que, para isso, é necessário a aplicação de políticas públicas como as que a Fligê tem proporcionado:
“Eu fiquei surpreendidamente feliz de ver que em Mucugê há um cuidado grande com os jovens, as crianças. Muito bom isso, porque o segredo do sucesso do mundo é a educação.” —Carola Trimano
A mesa literária foi um momento de debater o tema da ancestralidade, além de promover reflexões sobre o futuro que está próximo. Assista na íntegra:
A 7ª edição Feira Literária Mucugê, realizada entre os dias 24 a 28 de julho de 2024, contou com o apoio do Governo Federal, do Governo do Estado da Bahia por meio da Secretaria Estadual da Educação e Superintendência de Fomento ao Turismo – Sufotur, com parceria da Secult/Fundação Pedro Calmon e coletivos culturais. Siga a Fligê no Instagram, YouTube e Facebook agora mesmo!