Obras de Caio Pacela, Feco Hamburger, Jeane Terra, Laíza Ferreira, Liene Bosquê, Marga Ledora, Osvaldo Carvalho, Sandra Mazzini, Manuela Navas, Deborah Paiva, Dee Lazzerini, Luara Macari e Evandro César estarão no estande da galeria.

A Janaina Torres Galeria apresenta, na 15ª edição da ArtRio, na Marina da Glória, um projeto idealizado em colaboração entre Heloisa Amaral Peixoto e Janaina Torres, reunindo obras de artistas brasileiros que expandem a experiência da arte contemporânea a partir de diferentes linguagens e contextos.

A seleção inclui nomes já representados pela galeria — Caio Pacela, Feco Hamburger, Jeane Terra, Laíza Ferreira, Liene Bosquê, Marga Ledora, Osvaldo Carvalho e Sandra Mazzini — ao lado das novas representações Manuela Navas e Deborah Paiva, além dos artistas convidados Dee Lazzerini, Luara Macari e Evandro César. Em pintura, escultura, desenho e colagem, suas produções revelam universos singulares que, em conjunto, compõem um retrato vivo da pluralidade cultural do país.

O ponto de convergência entre essas obras é a forma como dialogam com o presente histórico, reinscrevendo nele camadas de memória e tradição. São trabalhos que olham para trás sem perder de vista o agora, evocando pertencimento, proporcionando novas sensibilidades e conexões para partilhar o futuro.

Com esse conjunto, a galeria reafirma sua vocação para apresentar narrativas plurais, em que a arte se afirma como espaço de reflexão e encontro. Na ArtRio 2025, o estande da Janaina Torres Galeria convida o público a atravessar essas poéticas e percorrer territórios reconstruídos em que estética e história caminham lado a lado, iluminando a potência criativa brasileira em sua diversidade.

ARTISTAS

Caio Pacela (1985), artista visual com mais de dez anos de carreira, vive em Niterói e trabalha em São Gonçalo (RJ). Bacharel em Pintura pela UFRJ, transita entre pintura e desenho, influenciado pela fotografia, explorando espiritualidade, corpo, identidade e transcendência em sua poética. Participou de mostras no Brasil, França e coletivas como SP-Arte, sendo indicado ao Sauer Art Prize 2025.

Caio Pacela, Reconciliação, 2025

Feco Hamburger. Artista, fotógrafo e professor nascido em São Paulo (1970), explora a fotografia em diálogo com ciência, tempo e natureza humana, por meio de obras bidimensionais, tridimensionais e instalações. Participou de exposições em instituições como Pinacoteca de São Paulo, Instituto Moreira Salles e Museu Oscar Niemeyer, com obras em acervos no Brasil e na França.

Jeane Terra investiga memória, transitoriedade urbana e impactos da ação humana sobre a paisagem e o clima. Trabalha com pintura, escultura, fotografia e videoarte. Suas obras integram acervos do Instituto Inhotim, Museu de Arte do Rio e Centro Cultural Correios, e em 2023 foi indicada ao prêmio EFG Latin America Art Award pela SP-Arte. Já realizou exposições individuais em espaços como Janaina Torres Galeria, Anita Schwartz Galeria e Centro Cultural Correios, além de coletivas no Brasil, Europa e EUA.

Laíza Ferreira, artista visual, educadora e pesquisadora nascida em Ananindeua (1988), vive e trabalha em Natal. Licenciada em Artes Visuais (UFRN), investiga memórias ancestrais, temporalidades não lineares e processos de decolonização da imagem por meio de colagens e práticas fotográficas experimentais. Teve trabalhos exibidos no Brasil, Colômbia e Espanha, venceu o Prêmio Margem Fotografia Potiguar (2020) e foi indicada ao Prêmio Pipa (2021).

Obra de Laíza Ferreira, Segredos escuros (série Pèrègún), 2025

Liene Bosquê, artista visual brasileira, radicada nos EUA desde 2008. Sua obra, que articula artes visuais, performance e arquitetura, já integrou acervos e exposições em instituições como MoMA, Museum of Contemporary Art of North Miami, Frost Art Museum e Socrates Sculpture Park, além de circular por países como Brasil, Itália, Portugal, Coreia do Sul e Turquia. Mestre em Artes Visuais pelo School of the Art Institute of Chicago, é docente na University of Miami.

Marga Ledora. Atualmente em cartaz na Pinacoteca do Estado de São Paulo com sua maior panorâmica, que reúne mais 120 de suas obras, Marga iniciou sua trajetória em meados dos anos 1980. A artista, que teve sua primeira formação em Linguística, pelo IEL/Unicamp, transpõe a característica dialógica da linguagem para seu fazer artístico. De maneira intuitiva a artista faz testes, em um diálogo aberto e franco com as cores, as linhas, as formas, o papel belga Carmen preto e o giz pastel, esses dois últimos constantes em sua obra e que somados à traços e texturas conferem a singularidade de seu trabalho.

Osvaldo Carvalho. Artista nascido no Rio de Janeiro (1966), com mais de duas décadas de trajetória dedicada sobretudo à pintura, Osvaldo Carvalho articula referências da cultura de massa, cinema, HQs e história da arte para tensionar questões sociais, ambientais e políticas. Participou de exposições em instituições como MASP, Paço Imperial, MAC-Niterói e Casa França-Brasil, além de mostras na Bélgica, Suécia, Portugal e Dinamarca, onde realizou residência artística em 2016. Foi finalista do Prêmio Marcantonio Vilaça (2019) e premiado em diversos salões, com obras em coleções como Pinacoteca de São Paulo, Inhotim e MUHCAB.

Obra de Osvaldo Carvalho, Camuflagem #1, 2025

Sandra Mazzini. Artista visual formada pela Unesp, cuja pintura cria realidades alteradas a partir de camadas vibrantes de cor, estrutura e escala. Realizou individuais em instituições como o Museu Nacional da República e Farol Santander, além de coletivas no MARP e Galeria Marília Razuk. Suas obras integram acervos de destaque, como o Inhotim e o Museu Nacional da República.

Manuela Navas (Jundiaí/SP, 1996) é artista autodidata que transita entre pintura, fotografia e xilogravura, abordando corpos negros, o feminino e a maternidade sob uma perspectiva decolonial e afetiva. Realizou individuais no Brasil e na Itália e participou de exposições em instituições como Sesc Belenzinho, Museu de Arte do Rio e Centro Cultural de São Paulo. Suas obras integram coleções relevantes e também marcaram presenças em festivais e ocupações artísticas nacionais e internacionais.

Deborah Paiva, Praia, 2013

Deborah Paiva (1950–2020) reconhecida por críticos renomados como Angélica de Moraes, Lorenzo Mammì e Tadeu Chiarelli, a artista teve uma linguagem marcada pelas figuras humanas imersas em atmosferas de solidão e introspecção. Sua obra foi exibida em instituições como MAM-SP, MAC USP, Museu Lasar Segall, Paço das Artes e Instituto Figueiredo Ferraz, além de individuais em galerias de referência. Atuou também como educadora, conduzindo o Ateliê Livre de Pintura Contemporânea no Instituto Tomie Ohtake e integrando o setor educativo da 29ª Bienal de São Paulo.

Dee Lazzerini é Artista visual e pesquisador, nascido em Belo Horizonte (1977) e radicado em São Paulo, cuja prática escultórica se estrutura na interseção entre ciência, tecnologia e arte, fundamentada em sua trajetória como dentista e doutor em engenharia de biomateriais. Realizou exposições individuais em instituições como MAB/FAAP (SP), The House Gallery (Miami) e MUMO (BH), além de coletivas em museus e galerias no Brasil, EUA e Europa. Possui obras em acervos institucionais, residência artística internacional e prêmios e indicações por suas obras: “Altares” – Destacada participação – Galeria Marta Traba do Memorial da América Latina – São Paulo(2024);“Acervo Rotativo” – indicação ao Prêmio Governador do Estado para as Artes – São Paulo(2024) e The House Gallery – Miami/ Florida/ EUA (2022).

Obra de Dee Lazzerini, COSMOLOGI(R)A (série Esin Orisa Ibile), 2023

Luara Macari (1999, Ribeirão Preto/SP) é artista visual, escritora e curadora em formação na PUC-SP, cuja obra transita entre pintura, desenho e gravura, articulando tradição oral e religiões de matriz africana em narrativas visuais multimídia. Sua produção, marcada por mitologias iorubás e registros sensíveis de experiências espirituais, já integrou residências como Mirante Xique-Xique e Edifício Vera (2022) e mostras coletivas como Trânsito-tecido (2023). Atualmente, apresenta a individual Tudo que Nasce Vermelho no MAC USP, contemplada pelo Edital de Exposições Temporárias 2024/2025.

Evandro César (São Paulo/SP, 1987) é artista multimídia, poeta e produtor cultural, com trajetória marcada pela relação com a comunidade de Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. Sua poética, que investiga a terra como matéria e memória, é focada na paisagem urbana periférica. Com uma longa história no pixo, transferiu a experiência coletiva do espaço público para a pintura de paisagem ao ar livre. Desde 2021, atua no coletivo Ateliê da Rapa e vem consolidando sua presença em instituições como Galeria Marília Razuk, MIS-SP, Centro Maria Antônia, Paço das Artes e Ateliê 397.

Janaina Torres Galeria

Fundada em 2016, a Janaina Torres Galeria aposta em um programa curatorial que reflete um contexto cultural amplo, em que a experiência estética se alinha a questões geográficas, políticas e sociais. A galeria difunde seus artistas com responsabilidade e comprometimento para que eles tenham seu legado reconhecido e respaldado pelas mais respeitadas instituições. A partir de sua missão de educar, aproximar e conectar artistas, curadores, colecionadores e amantes da arte, busca garantir um acesso verdadeiro dos mais diversos públicos a uma produção artística brasileira contundente e vibrante. São representados pela Galeria os artistas Andrey Guaianá Zignnatto, Antonio Oloxedê, Caio Pacela, Daniel Jablonski, Feco Hamburger, Helena Martins-Costa, Heleno Bernardi, Jeane Terra, Kika Levy, Kitty Paranaguá, Laíza Ferreira, Liene Bosquê, Luciana Magno, Marga Ledora, Osvaldo Carvalho, Pedro David, Pedro Moraleida, Sandra Mazzini, Deborah Paiva e Manuela Navas.


Serviço: Janaina Torres Galeria na ArtRio, estande B11, Pavilhão Terra, na ArtRio, de 10 a 14 de setembro, no estande B11, Pavilhão Terra, na ArtRio, na Marina da Glória, Av. Infante Dom Henrique, S/N – Glória, Rio de Janeiro.

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