A exposição “O fascínio e o afeto”, na Nara Roesler São Paulo, celebra os 50 anos de trajetória de Nara Roesler como galerista reunindo obras de Tomie Ohtake, Vik Muniz, Julio Le Parc, Brígida Baltar e outros artistas ligados por décadas de amizade, afeto e colaboração.
Na qualidade de segunda exposição celebrativa dos cinquenta anos da trajetória de Nara Roesler como galerista, a mostra recua à sua infância, à sua casa repleta de músicos, artistas plásticos, arquitetos, escritores, empresários, políticos, em saraus animados que se espichavam da hora do almoço de sexta até a noite de domingo.
Tradição iniciada com seu avô médico, João Alfredo da Costa Lima, cirurgião e professor de Anatomia Artística da Escola de Belas Artes, reitor por doze anos da Universidade Federal de Pernambuco onde, entre tantos feitos, criou a Escola de Música. Pode-se imaginar a cantoria, as risadas, a eloquência modelada em voz alta característica dos nordestinos, as rixas, os repentes, as discussões pró e contra o governador Miguel Arraes e, na outra ponta, o lirismo melancólico de Carlos Pena Filho, delicadamente apelidado “poeta do azul”.
Criança, Nara, como qualquer um de nós entre adultos, não alcançava muito a essência das conversas, as ironias de seus ditos, a complexidade dos temas, o contraponto entre as diversas linguagens praticadas entre as comidas, mas foi justamente dessa atmosfera que nasceu seu fascínio permanente pelo extraordinário universo da cultura. Talvez por isso, para Nara, fascínio e afeto tenham permanecido inseparáveis no que se refere às artes — experiência que mais tarde a levaria à charmosa Gatsby, loja de objetos de design, coqueluche dos arquitetos de interiores, e ao convívio com o pintor José Cláudio.
José Cláudio, célebre em Recife por seu texto entrelaçado de humor e erudição e, sobretudo, por sua pintura expressiva alinhada com a sensualidade da paisagem e do povo, tomou Nara pela mão e levou-a a aprofundar-se no campo da arte, inteirou-a de questões fundamentais. É ele o autor do retrato de Nara que nos recebe nesta mostra e também um dos responsáveis por ela se tornar galerista.
A atração pelo mundo das artes foi irresistível e ela terminou por fundar a Gatsby Arte, extensão do espaço de objetos de design que havia fundado em Recife, garantindo contato permanente, embora jamais exclusivo, com artistas e sua produção. Esta exposição fala do amor de Nara por eles, de amizades construídas e solidificadas por meio de contatos frequentes e profundos, às vezes para acompanhar os avanços do trabalho, outras para jogar conversa fora, para “tarde livre para compras”, para ajudar na escolha de uma casa ou de um ateliê novo, ou apenas para estar ao lado por ocasião de um momento difícil.
Num arco que vai de suas amigas Tomie Ohtake e Amelia Toledo a Rodolpho Parigi, cuja pintura ela “descobriu” numa mostra de final de curso na FAAP, Nara construiu relações duradouras com seus artistas, acompanhando de perto seus êxitos e impasses, certezas absolutas logo desmontadas, desalentos agudos por uma escolha profissional difícil, e descobertas magníficas que, por vezes, eles próprios ainda não haviam percebido. Mas ela, sim.
Das experiências cinéticas e lumínicas de Julio Le Parc e Abraham Palatnik ao quebra-cabeça imagético de Vik Muniz, passando pelas estruturas orgânicas de Tomie Ohtake e pelas poéticas íntimas de Brígida Baltar, o que se vê nesta exposição é não apenas um conjunto de grandes artistas, mas também a trama de relações construídas por Nara Roesler ao longo de décadas de convivência, interlocução e acompanhamento contínuo de suas trajetórias.
O senso comum envolve o artista em uma atmosfera romântica, idealiza aquilo que na verdade é um cotidiano áspero, às voltas com a solidão. Nara sempre agiu como legítima e necessária interlocutora. Além disso, cuidou bravamente em levar suas descobertas ao maior número de pessoas, no seu dever de compartilhá-las com elas. Os artistas aqui presentes souberam e sabem da extensão de seu afeto por eles.
Agnaldo Farias
A Nara Roesler São Paulo tem o prazer de convidar para a abertura, no dia 26 de maio de 2026, das 18h às 20h, da exposição “O fascínio e o afeto”, com curadoria de Agnaldo Farias, que dá continuidade à programação que celebra os 50 anos de Nara Roesler como galerista. O curador selecionou aproximadamente 30 obras de nove artistas que exemplificam a singular personalidade de Nara Roesler em sua relação com os artistas, marcada pelo afeto e pelo acolhimento, com um contato constante, ao longo dos anos de trabalho conjunto.
“Nara é muito humana, gentil e amiga com os artistas. Tem grande sensibilidade e é muito afetuosa. Nara tem o segredo, a delicadeza, o entusiasmo, que marcam sua personalidade como galerista, e fazem com que seja próxima de nomes celebrados no mundo todo, como Julio Le Parc.” —Agnaldo Farias
Com uma extensa trajetória no universo da arte, tanto na vida institucional como acadêmica, curador de diversas bienais e exposições, autor de numerosas publicações e também professor doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Agnaldo Farias é amigo de Nara Roesler há aproximadamente trinta anos. A longa colaboração entre os dois abrange a interlocução próxima, e o compartilhamento de “descobertas” feitas por Nara Roesler, ou seu entusiasmo com o desenvolvimento de determinados trabalhos de artistas. Desde 1981, quando foi curador de Cinema da 15a. Bienal Internacional de São Paulo, Agnaldo Farias é parte integrante e um dos propulsores do circuito da arte, e destaca Nara Roesler neste cenário.
“Num arco que vai de suas amigas Tomie Ohtake e Amelia Toledo a Rodolpho Parigi, cuja pintura ela ‘descobriu’ numa mostra de final de curso na FAAP, Nara construiu relações duradouras com seus artistas, acompanhando de perto seus êxitos e impasses, certezas absolutas logo desmontadas, desalentos agudos por uma escolha profissional difícil, e descobertas magníficas que, por vezes, eles próprios ainda não haviam percebido. Mas ela, sim.”—Agnaldo Farias
Sobre a mostra “O fascínio e o afeto”, o curador destaca:
“Das experiências cinéticas e lumínicas de Julio Le Parc e Abraham Palatnik ao quebra-cabeça imagético de Vik Muniz, passando pelas estruturas orgânicas de Tomie Ohtake e pelas poéticas íntimas de Brígida Baltar, o que se vê nesta exposição é não apenas um conjunto de grandes artistas, mas também a trama de relações construídas por Nara Roesler ao longo de décadas de convivência, interlocução e acompanhamento contínuo de suas trajetórias.” —Agnaldo Farias
ARQUITETURA E PERCURSO DA EXPOSIÇÃO
Instalada no lado esquerdo do térreo da galeria Nara Roesler, “O fascínio e o afeto” ganhou dupla circulação no percurso, com a expografia criada pelo escritório Vão Arquitetura, responsável pelo projeto da 35ª Bienal de São Paulo, em 2023. Foram derrubadas duas paredes, e a tradicional vitrine externa da Nara Roesler foi incorporada ao espaço expositivo. “A ideia do projeto foi buscar uma solução muito simples, com a adição de duas paredes baixas, de 1,35m de altura, exatamente a metade do pé direito da galeria, com um total de oito metros de extensão”, explica Enk te Winke, sócio do estúdio dos arquitetos Anna Juni e Gustavo Delonero no Vão. Este desenho de circulação cria “um plano e contraplano, uma espécie de frente e fundo, em que o público pode olhar por cima, e ver parcialmente o que está atrás, criando uma curiosidade, um interesse para circular e ver as obras”, comenta. O arquiteto observa que se buscou “criar uma certa intimidade no espaço, e também cria um certo mistério, já que não ‘lê ‘o espaço de uma vez só”. As cores usadas são na paleta magenta, seguindo a identidade visual que marca a comemoração dos 50 anos das atividades de Nara Roesler como galerista.
Logo à entrada, o público verá o retrato “Nara”, de 1979, feito pelo artista José Cláudio da Silva (1932-2023), fundamental na decisão de Nara Roesler se tornar galerista, o que ocorreu quando ela inaugurou a Gatsby Arte, em Recife, em 1976.
Em torno do retrato estão uma escultura tubular de Tomie Ohtake, e as obras de Abraham Palatnik (1928-2020) e de Julio Le Parc (1928), precursores da arte cinética. A Tate Modern, em Londres, vai exibir, entre 11 de junho de 2026 a 3 de maio de 2027 a exposição panorâmica “Julio Le Parc – Light. Colour. Action.”, que cobre um arco temporal do artista do final dos anos 1950 até os anos 2020.No mesmo espaço estará a obra inédita “Rio de parede” (2026), de Artur Lescher (1962).
No outro segmento, ficam outras pinturas – de 1976 a 2019 –, de José Cláudio, “célebre em Recife por seu texto entrelaçado de humor e erudição e, sobretudo, por sua pintura expressiva alinhada com a sensualidade da paisagem e do povo”, salienta Agnaldo Farias. O núcleo a seguir aproxima as esculturas orgânicas de Amelia Toledo (1926-2017) com a pintura e os desenhos viscerais de Rodolpho Parigi (1977).

Destacado em uma parede, está o grande trabalho de Vik Muniz(1961) “O Jardim das delícias terrenas, after H. Bosch” (série “Quebra-cabeças górdios”), 2008, com 1,95 m de altura por 3,42 m de comprimento. Sobre esta obra, Vik Muniz comenta:
“Simulando um acidente, investindo contra a lógica física, esta série pretende subverter a ordem tradicional de um quebra-cabeça, uma vez que a imagem independe do arranjo das peças e da maneira como se encaixam.Talvez a única abstração orgânica identificada imediatamente, uma peça de quebra-cabeça é, ao mesmo tempo, imagem e objeto – algo que compõe naturalmente o meu trabalho e de que minha obra é muito íntima.” —Vik Muniz
Na parede ao lado estão dois outros trabalhos do artista, da série “Versos”, iniciada em 2008, em que reproduz a parte de trás de obras de arte. Em “O fascínio e o afeto” as obras foram feitas a partir do verso de fotografias históricas publicadas pelo jornal “New York Times”.
Brígida Baltar (1959-2022) ganha um ambiente especial, que acentuaa atmosfera ao mesmo tempo dramática e intimistaprovocada pela instalação “Sem título” (2011), composta por uma harpa em bronze, pendurada no meio da sala, junto a um conjunto de asas feitos no mesmo material, à frente de uma cortina bordô. A tensão no posicionamento dos elementos também se reflete na ficção instaurada pela artista entre a elevação e a queda, o angelical e o mundano. Esta é primeira vez, em perto de dez anos, que a obra é mostrada em São Paulo. Perto da instalação está a fotografia “Autorretrato com asas de harpa sobre Osíris, o inventor da flauta”(2011), em que se vê a artista imprensada na parede por uma harpa, apoiada na moldura de uma pintura com cena musical. Por fim, o conjunto de dez fotografias “Casa de abelha” (2002), com oregistro de uma ação da artista.
NARA ROESLER E OS ARTISTAS DE O FASCÍNIO E O AFETO
- Abraham Palatnik (1928, Natal – 2020, Rio de Janeiro,) é pioneiro arte cinética e óptica no Brasil. Palatnik começou a trabalhar com Nara Roesler na década de 1980, ainda em Recife. Desde então passou a fazer parte de importantes coleções institucionais, como o Museum of Fine Arts Houston (MFAH), Houston, EUA e o Museum of Modern Art (MoMA), Nova York, EUA. Em 2022, a Nara Roesler Books publicou “Abraham Palatnik: Experimentação/Encantamento”, organizada por Luiz Camilo Osorio, a maior monografia já publicada sobre o artista.
- Amelia Toledo (1926, São Paulo –2017, Cotia, São Paulol) é uma figura central da arte brasileira do século 20. A relação entre Nara Roesler e Amelia Toledo foi iniciada em 1988. Desde então, as obras de Amelia Toledo integram acervos de instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, o Itaú Cultural, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em 2024, a Nara Roesler Books publicou o livro “Amelia Toledo: Campos de cor”, sobre parte da produção da artista.
- Arthur Lescher (1962, São Paulo) destaca-se no atual panorama da arte contemporânea brasileira por suas obras tridimensionais. Em 1998, Artur Lescher passa a ser representado pela Nara Roesler. passa a ser representado pela Nara Roesler, e a figurar em diferentes coleções ao redor do mundo, como no Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), Buenos Aires; Museum of Fine Arts Houston (MFAH), Houston, EUA; no Philadelphia Museum of Art, Filadélfia, EUA; e na Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo. Em 2024, a Nara Roesler Books publicou “Artur Lescher: Suspensão”, livro sobre parte da produção do artista.
- Brígida Baltar (1959, Rio de Janeiro – 2022, Rio de Janeiro) transita entre as linguagens do vídeo, da performance, da instalação, do desenho e da escultura. A colaboração entre Brígida Baltar e Nara Roesler iniciou-se em 2001, com a sua representação pela galeria. Desde então, sua obra está presente em importantes coleções como Pinacoteca do Estado de São Paulo, MASP, em São Paulo; Museum of Fine Arts Houston, em Houston, EUA; Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro; e Museum of Contemporary Art of Cleveland, em Cleveland, EUA.
- Julio Le Parc (1928, Mendoza, Argentina) é reconhecido internacionalmente como um dos nomes pioneiros da arte óptica e cinética. Em 2001, inicia-se a parceria entre Julio Le Parc e Nara Roesler.Desde então, sua obra passou a figurar em diversas coleções ao redor do mundo, como no Musée National d’Art Moderne Georges Pompidou, em Paris; no Museum of Contemporary Art Chicago, em Chicago, nos EUA; e na Tate Gallery, em Londres.
- Rodolpho Parigi (1977, São Paulo) integra a nova geração de artistas brasileiros que despontou a partir dos anos 2000. A colaboração entre Parigi e Nara Roesler se inicia em 2007, e desde então, passou a fazer parte de importantes coleções, como Instituto Itaú Cultural, em São Paulo; Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo; Museu de Arte de São Paulo (MASP), em São Paulo; Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador; e Pinacoteca do Estado de São Paulo, em São Paulo.
- Tomie Ohtake (1913, Kyoto, Japão –2015, São Paulo) é conhecida por ter produzido uma das obras mais relevantes da arte moderna tardia nas Américas, abrangendo pintura, escultura, gravura, desenho, colagem, direção de arte para o teatro e obras monumentais em espaços públicos. A relação entre Tomie Ohtake e a galerista Nara Roesler foi iniciada ainda em Recife, onde a artista apresentou trabalhos pela primeira vez na década de 1970. A parceria se estendeu até o fim da vida da artista, contribuindo para a internacionalização de sua obra e sua inserção em importantes coleções institucionais, como as do Metropolitan Museum of Art, da M+, da Tate Modern, do SFMoMA, MoMA Nova York e do Dallas Museum of Art. Em 2024, a obra de Tomie Ohtake participou da Bienal de Veneza, e a galeria Nara Roesler homenageou a artista com a exposição “Infravermelho”, curada por Paulo Miyada e com expografia de Rodrigo Ohtake, que deu origem, no ano seguinte, ao livro publicado pela Nara Roesler Books.
- Vik Muniz (1961, São Paulo) questiona e tensiona os limites da representação, usando matérias-primas variadas, como algodão, açúcar, chocolate, lixo, pigmentos, em uma produção profícua. A colaboração entre Vik Muniz e Nara Roesler iniciou-se em 2012. Vik Muniz e Nara Roesler iniciou-se em 2012, quando o artista passou a ser representado pela galeria. Com uma ampla participação em exposições no cenário artístico global, sua obra está presente em mais de 160 coleções ao redor do mundo, como no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, EUA; no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (MNCARS), em Madri; e na Tate Gallery, em Londres.
SOBRE AGNALDO FARIAS
Agnaldo Farias é professor doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP). Foi Curador Geral do Museu Oscar Niemeyer (2016/2018), de Curitiba; do Instituto Tomie Ohtake (2000/2012), São Paulo; do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1998/2000). Curador de Exposições Temporárias do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (1990/1992). Em relação à Bienal de São Paulo, foi Curador Geral da 29ª Bienal de São Paulo (2010), da Representação Brasileira da 25a. Bienal de São Paulo (2002) e Curador Adjunto da 23a. Bienal de São Paulo (1996). Foi Curador Geral da 3ª Bienal de Coimbra, (2019); Curador internacional da 11a. Bienal de Cuenca, Equador (2011); Curador do Pavilhão Brasileiro da 54a.edição da Bienal de Veneza (2011). Prêmio da APCA, 2022, pela Melhor Exposição de Fotografia – “Penna Prearo – Labirintos revisitados”, SESC Bom Retiro; Prêmio Maria Eugênia Franco, ABCA, 2011, Melhor curadoria – “Nelson Leirner”, FIESP; Prêmio Melhor Retrospectiva. APCA, 1994, Exposição Nelson Leirner, Paço das Artes.

Nara Roesler organizou sua primeira exposição de arte contemporânea em 1976 em Recife; mudou-se para São Paulo em 1986, onde consolidou a galeria com seu nome em 1989, sendo hoje uma das principais galeristas do Brasil, reconhecida por desempenhar um papel fundamental na promoção e internacionalização de seus mais de 50 artistas. Com sede em São Paulo, Nara Roesler expandiu seu programa para o Rio de Janeiro em 2014 e tornou-se a primeira galeria brasileira a estabelecer uma presença internacional ao inaugurar, em 2016, um espaço em Nova York, reforçando seu compromisso com a difusão da arte nacional no cenário global.
Com o objetivo de fomentar consistentemente a prática curatorial e a pesquisa crítica, criou, em 2002, o Roesler Hotel, um programa que promoveu o intercâmbio entre curadores e artistas estrangeiros e brasileiros. Em 2011, foi a primeira galeria de arte contemporânea a criar uma editora, a Nara Roesler Books, que já publicou mais de 30 títulos. Ao longo de sua trajetória, a Nara Roesler tem contribuído significativamente para o desenvolvimento das carreiras de seus artistas, oferecendo suporte contínuo e plataformas de destaque para a apresentação de seus trabalhos, incluindo-os em importantes instituições, bem como em relevantes coleções privadas, tanto no Brasil quanto no exterior. Seu programa inclui nomes consagrados, como Abraham Palatnik, Amelia Toledo, Antonio Dias, Artur Lescher, Daniel Buren, Heinz Mack, Jac Leirner, Julio Le Parc, Lucia Koch, Tomie Ohtake, Vik Muniz, e uma nova geração de artistas consolidados, como André Griffo, Bruno Dunley, Jaime Lauriano, Jonathas de Andrade e JR.
Serviço: Exposição “O fascínio e o afeto” na Nara Roesler São Paulo. Em exposição até 1º de agosto de 2026. Curadoria: Catarina Duncan. Entrada gratuita. Endereço: Avenida Europa, 655, Segunda a sexta, das 10h às 19h, Sábado, das 11h às 15h. Site: nararoesler.art