Após seis anos de hiato, a persona drag Fancy Violence, do artista paulistano Rodolpho Parigi, retorna com uma perfomance inédita em São Paulo.
Rodolpho Parigi, artista paulistano nascido em 1977, faz parte da cena das artes visuais desde os anos 2000 e recentemente apresentou a individual “Volumens”, na Nara Roesler Nova York, com 35 pinturas. Sua drag persona chamada Fancy Violence —uma espécie de seu alter ego, que fez aparições entre 2013 e 2018—, retorna do hiato de seis anos com a performance inédita “Levitação_Atto_3”; que será realizada no dia 27 de junho de 2024, às 20h, no Teatro Unimed, no Jardim Paulista (SP), em parceria entre a galeria Nara Roesler e Atto.Arte.

Fancy Violence se originou da pintura de Rodolpho Parigi, que traz elaboradas volumetrias, formas de aspecto maleável e ambíguas, se assemelham a partes de corpos, órgãos, formas biomórficas e abstrações escultóricas. Com aparições efêmeras e noturnas, ela ganhou uma complexa personalidade e biografia, a tal ponto que Parigi chegou a tratá-la como sendo ela própria uma artista independente. Para ele uma:
“Heroína queer, escultura viva e tableau vivant.”

O fotógrafo Mauro Restiffe fará o registro da performance inédita, que resultará em 35 fotografias e mais 5 PAs, em uma edição única e limitada, possibilitando que o ato efêmero seja duradouro, a partir dessas obras. Com criação de Rodolpho Parigi e direção de Richard Luiz, “Levitação_Atto_3” tem uma equipe de sete pessoas, entre maquiadores, figurinistas, técnicos de som e luz, stylists e estilistas, como Clara Lima, Gustavo Silvestre, Michelle X e Fábio Kawallys. A apresentação terá duração de 17 minutos, terá uma ambientação sonora para se criar a atmosfera desejada.

Com 230 poltronas disponíveis no Teatro Unimed, para se assistir à “Levitação_Atto_3 – Fancy Violence” é necessário confirmar presença até 24 de junho de 2024 pelo WhatsApp: [11] 950 541 762.
Para o curador Bernardo Souza:
“Fancy Violence é uma anti-heroína, assassina incansável em sua missão iconoclasta, destruidora de mitos, de farsantes colecionadores e suas obras-primas… Ela aniquila a pintura, a geometria e o corpus de trabalho artístico para garantir fôlego a esse novo ser que se alimenta de resíduos pictóricos, fragmentos de história e arroubos sexuais; ao explodir a tela, deu tridimensionalidade aos monstros anteriormente plasmados no óleo”.
Rodolpho Parigi (1977, São Paulo, Brasil) integra a nova geração de artistas brasileiros que despontou a partir dos anos 2000. O trabalho do artista se faz no espaço limite entre abstração e figuração agenciando uma série de referências que vão desde a tradição da história da arte, com especial atenção à corporeidade barroca de Rubens, mas passa pelo design gráfico, publicidade, ilustrações científicas, cultura pop, pranchas de anatomia e música. Esta última, junto com a dança, é responsável por orquestrar a dinâmica dos gestos que criam suas figuras, ainda que o resultado se verifique muito mais no dinamismo das formas e da estrutura do que nas marcas do pincel sobre a superfície. Parigi opera uma transfiguração singular calcada no excesso em que fragmentos de imagens e formas das mais diversas origens configuram-se na tela pelo uso de cores saturadas e luminosas que enfocam um futurismo retrô. O controle na execução e a organização apurada da composição provém de estratégias que negam qualquer perspectiva tradicional e não deixam o olho descansar, levando-o a percorrer incessantemente o quadro. Nas pinturas de Parigi, o high tech encontra o virtuosismo da centenária técnica da pintura a óleo; suas formas orgânicas, que não diferenciam homem e animal, fundem-se com a artificialidade da máquina, criando um provocativo efeito de estranhamento.

Serviço: Rodolpho Parigi – Performance Fancy Violence – Levitação Atto 3, dia 27 de junho de 2024, às 20h no Teatro Unimed, na Alameda Santos, 2.159, Jardim Paulista, São Paulo. Confirmação de presença pelo WhatsApp: [11] 950 541 762.