Ressonâncias da Amplidão
Ensaios sobre o espiritual na arte
Arte um itinerário inexplicável de cura

Seja muito bem vindo! Sim, você que está justamente lendo a estreia desta coluna que será publicada na primeira sexta-feira [dia de Vênus] do mês. Trata-se de reflexões, pensamentos, poemas, opiniões, obras e manifestações artísticas sobre o imenso universo imaterial que nos circunda e afeta. Meu objetivo é iniciarmos juntos uma frutífera jornada para maior compreensão da nossa completa existência e consequentemente exercitar a expansão da consciência.

Nesta sexta edição estrelando como convidado especial do mês temos Frei Pedro Pinheiro, multiartista, gravador, pintor, escultor, ambientalista, frei, poeta, amigo meio tio, mestre irreverente e anti convencional dessa família enorme que fui construindo e acalentando no decorrer dos tempos dentro desse incrível universo da Arte: como dizia minha avó materna Nelida: “Dios los cria y el viento los amontona”, um ditado muito comum da Patagônia argentina onde ela nasceu e viveu.

Todos à bordo? Então vamos lá!

Lola, Carola e Frei Pedro

Eram os anos 80, entre 85 e 87 e eu na adolescência galopante já trilhava idas e vindas de estudos entre Argentina e Brasil. Em uma dessas vindas, Pérez Sola, minha mãe, então diretora do MAMSP, trouxe para um dos famosos almoços que organizava nos fim-de-semana no atelier de Itapecerica, dois artistas que conhecera no Departamento de Artes Gráficas do museu. Frei Pedro Pinheiro e Lorenz Heilmair artista vitralista, um de origem alemã e o outro portuguesa. Quando os conheci logo percebi um muito formal e sério no vestir e no linguajar e o outro com uma calça jeans toda desenhada de estrelas azuis de caneta Bic, muito extrovertido, apaixonado e falante. Imediatamente confundi o artista frei com o artista vitralista! Minha primeira lição ainda na adolêscencia: nunca e jamais  julgar pela aparência! De lá para cá nasceu uma enorme e amorosa amizade que me iluminou durante todas as fases da vida, me apresentou Francisco e Clara de Assis e me acompanhou em espírito na peregrinação pelas montanhas da Úmbria. Proporcionou e compartilhou os inusitados e emocionantes batizados de meus dois filhos. Realizamos juntos somando uns com os outros diversos projetos de arte sempre permeados de muitas reflexões, espiritualidade genuína, aprendizados inesquecíveis, boas risadas, comidinhas e biritinhas franciscanas. Através do frei conheci o vinho do padre, Thiago de Mello e sua lenda da Rosa; a cantora Fortuna, muitas técnicas de reciclagem e reaproveitamento; o Fabio Quaglio, seu assistente na época, e que acompanha todos os projetos de artes gráficas do atelier Pássaro de Papel desde então. Conheci através dele a alegria, apesar da dor; o amor fraterno, apesar das visceralidades humanas; a Arte acima de tudo, como o Sol que nasce para todos dia após dia, apesar das noites escuras da alma e o ensinamento mais profundo: que a verdadeira espiritualidade que viemos experimentar é aquela que acolhe e aceita generosamente nossa turva e atrapalhada humanidade. Gracias mil, maninho frei Pedroca querido, por tudo sempre! Paz e Bem eternamente.

Passemos a outros mestres mais uma vez:

O Princípio do RITMO: “Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação” – lei que explica que os humanos vivem em ciclos.

“Em qualquer lugar que estejam os vestígios do Mestre, os ouvidos daquele que estiver preparado para receber o seu Ensinamento se abrirão completamente. Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir, então vêm os lábios para os  encher com Sabedoria.”

O Princípio da CORRESPONDÊNCIA: “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está encima”

O Princípio do RITMO: “Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita e a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação”. Hermes Trismegisto, O Caibalion.

“Nós, estruturalmente somos na Boa Vontade: Liberdade da gratuidade. Somos, mas devemos sempre de novo conquitar o que somos: a Boa Vontade só é na boa vontade.

Como é a estrutura da boa vontade?

  • Responsabilidade
  • Interioridade
  • Assumir
  • Conscientizar
  • Gratuidade
  • Querer
  • Busca
  • Transcendência
  • AMAR…

Frei Hermógenes Harada, A Fidelidade do Pensamento (2018)

“A questão é: quanto de cuidado devemos incorporar para resgatar o equilíbrio perdido? Eis uma questão fundamental para a teoria e a prática. Façamos uma primeira constatação: o sentido da medida é encontrado em muitos campos que vão da geometria á religião. Mas é especialmente no campo da ética que a justa medida assume uma importância axial. Trata-se de encontrar o ótimo relativo, o equilíbrio entre o mais e o menos.” Leonardo Boff, Saber Cuidar – A ética do humano, a compaixão pela Terra (1999)

“Cada indivíduo guarda, dentro de si, um ideal de perfeição, porque ele constitui a reprodução do que há de mais perfeito – pois reflete a suprema perfeição, que é o seu Criador. Mesmo que não o perceba, o homem (mulher) constitui uma imagem de Deus, iluminando a Terra – sua passagem, por onde quer que seja, é sempre lembrada, principalmente por aqueles que aceitam sua confição de luzes da verdade, espargindo ao seu redor todo o amor que receberam.” Norberto Keppe, A Glorificação (1987)

Fraternidade: “Ama a teu próximo como a ti mesmo.” Nesta frase, Jesus expressou com precisão o conceito do que seja fraternidade. A Fraternidade é a manifestação do amor, da reciprocidade e do espírito de unidade. A Fraternidade torna possível o reconhecimento de que, além das diferenças individuais existe algo maior que compartilhamos, que nos torna semelhantes e que nos aproxima um do outro.” Manual dos Valores Humanos, Raïssa Cavalcanti, Patricia Hernandez e Vivianne Marzola.

Uma boa estrela para todos e hasta la vista agosto!

Nome: Pedro Pinheiro

País: Brasil … só que às vezes… não.

Uma cor: Aquela que a Luz trouxer!

Sabor: sorvete de yougurt de todos os sabores!

Sensação: Entre tristezas e alegrias, todas;  indefinidamente opostas e sempre complexas!

Um som: Chico Buarque, Milton Nascimento, Bethânia, Djavan, Maria Gadú, João Bosco, Caetano Veloso e todos os que transitam nessa dimensão do Olimpo musical.

O espiritual em minha arte? Fragmentos plenos de inteiros… poética em invenções do olhar e do fazer… disparando harmonias como rajadas da espingarda de Lampião … e eu refém!

Meu processo criativo: Particularmente o meu processo criativo nunca parece ser o mesmo porque eu também nunca tenho certeza de quem eu sou ou estou com relação à existência. Sei por intuição apenas de que meu cordão umbilical ainda não foi totalmente cortado porque me sinto ligado à vida ainda em gestação pelas vísceras da Arte, que me alimenta e me mantém. A Arte é um itinerário inexplicável de cura, capaz de nos resgatar de forma natural, ampla, com um impressionante e inesgotável potencial renovador, tanto da nossa mente como até mesmo processo de recuperação de certas condições físicas do corpo.

Sobre a minha inspiração: Tudo absolutamente é pra mim, motivo de inspiração, tangível ou não, compreensível ou não… não é o que importa! O que me frequenta são todos os significados e magicamente estes, permanecem constantemente mutantes e em seus transitares pelos canais todos que dispomos de comunicação,  que nos mantém conectados com a essência da vida, assim temos sempre oportunidades de nos revisitar e reconstruir nossa existência conforme nosso crescente potencial de aprendizagem. A arte vem, pra tornar possível tudo o que em nós precisa de equilíbrio e compartilhada poderá disponibilizar ainda pra quem usufruir do nosso processo inspirado, semelhante efeito. Um expectador de arte é muitas vezes tão elementar quanto a própria inspiração artística se circunstancialmente houver interação entre autor, obra e destinatários.

Minha mensagem: Importa mesmo é tentarmos ao menos, sermos verdadeiramente coerentes com as nossas certezas, nas condições e também confrontados com os valores que aprendemos, mesmo que imaginemos saber de que tudo faz parte da nossa condição transitória de ser e existir! Plantar pressupõe colher e colher supostamente faz parte de uma irrefutável necessidade de alimento para sobrevivência, e então podem ou imaginar que haja um propósito nessa dinâmica entre plantar, colher, alimentar, digerir, viver…. e quem sabe raciocinando porquês!

Resonancias de amplitud
Ensayos sobre lo espiritual en el arte
Arte un viaje de curación inexplicable

¡Sea muy bienvenido! ¡Sí tú! ¿Quién está leyendo precisamente esta columna que seguirá publicándose el primer viernes (Día de Venus) del mes. Son reflexiones, pensamientos, poemas, opiniones, obras y manifestaciones artísticas sobre el inmenso universo inmaterial que nos rodea y afecta. Mi objetivo es iniciar, juntos, un viaje fructífero hacia una mayor comprensión de nuestra existencia completa y en consecuencia ejercer la expansión de la conciencia.

En esta sexta edición tenemos como invitado especial del mes a Frei Pedro Pinheiro, multiartista, grabador, pintor, escultor, ambientalista, fraile, poeta, amigo y un poco tío, maestro irreverente y poco convencional de esta gran familia que vengo construyendo y nutriendo a través del tiempo en este increíble universo del Arte: como decía mi abuela materna Nélida: “Dios los cria y el viento los amontona”, un dicho muy común en la Patagonia Argentina donde ella nació y vivió.

¿Todos a bordo? ¡Entonces vamos alla!

Obra de Frei Pedro Pinheiro

Eran los años 80, entre el 85 y el 87, y yo, siendo una adolescente galopante ya viajaba de ida y vuelta entre Argentina y Brasil. Durante una de esas visitas, Pérez Sola, mi madre, entonces directora del MAM SP, llevó a dos artistas que había conocido en el Departamento de Artes Gráficas del museo a uno de los famosos almuerzos que organizaba los fines de semana en el taller de Itapecerica. El artista Frei Pedro Pinheiro y el artista vitralista Lorenz Heilmair, uno de origen alemán y el otro portugués. Cuando los conocí, inmediatamente noté a uno muy formal y serio en su forma de vestir y en su lenguaje y el otro vestía jeans todos pintados con estrellas azules con un bolígrafo Bic, muy extrovertido, apasionado y conversador. ¡Inmediatamente confundí al artista frei con el artista vitralista! Mi primera lección cuando aún era adolescente: ¡nunca juzgues por la apariencia! A partir de entonces nació una enorme y amorosa amistad que me iluminó durante todas las etapas de mi vida, me presentó a Francisco y Clara de Assis y me acompañó espiritualmente en la peregrinación por las montañas de Umbría. Proporcioné y compartí los inusuales y emocionantes bautismos de mis dos hijos. Realizamos juntos, sumándo los unos con los otros, diversos proyectos artísticos, siempre impregnados de muchas reflexiones, espiritualidad genuina, aprendizajes inolvidables, buenas risas, comida y bebidas franciscanas. A través del fraile conocí el vino del cura, Thiago de Mello y su leyenda de la Rosa, la cantante Fortuna, muchas técnicas de reciclaje y reutilización, Fabio Quaglio, su asistente en ese momento, que colabora con todos los proyectos de artes gráficas en atelier Pássaro de Papel desde entonces. A través del él conocí la alegría, a pesar del dolor; el amor fraterno, a pesar de las viceralidades humanas; El arte sobre todo, como el Sol que sale para todos día tras día, a pesar de las noches oscuras del alma y la más profunda enseñanza: que la verdadera espiritualidad que llegamos a vivir es la que acoge y acepta generosamente nuestra humanidad nublada y confusa. ¡Gracias querido Hermano Pedroca por todo siempre! Paz y Bien eternamente.

Pasemos nuevamente a otros maestros:

El Principio del RITMO: “Todo tiene un flujo y reflujo, todo tiene sus mareas, todo sube y baja, el ritmo es la compensación”, una ley que explica que los humanos vivimos en ciclos. “Dondequiera que estén las huellas del Maestro, los oídos de todo aquel que esté preparado para recibir su Enseñanza se abrirán completamente. Cuando los oídos del discípulo estén preparados para oír, entonces vienen los labios para llenarlos de Sabiduría”.

El Principio de CORRESPONDENCIA: “Lo que es arriba es lo que es abajo, y lo que es abajo es como lo que es arriba”.

El Principio del RITMO: “Todo tiene un flujo y un reflujo; todo tiene sus mareas; todo sube y baja; todo se manifiesta por oscilaciones compensadas; la medida de movimiento hacia la derecha y la medida de movimiento hacia la izquierda; el ritmo es la compensación”. Hermes Trismegisto, El Caibalion.

“Nosotros, estructuralmente, estamos en la Buena Voluntad: Libertad de gratuidad. Lo estamos, pero siempre debemos recuperar lo que somos: la Buena Voluntad sólo está en la buena voluntad.

¿Cómo es la estructura de la buena voluntad?

  • Responsabilidad
  • Interioridad
  • Asumir
  • Conscientizar
  • Gracia
  • Querer
  • Busqueda
  • Trascendencia
  • AMAR…

Fraile Hermógenes Harada, La Fidelidad del Pensamiento (2018)

“La pregunta es: ¿cuánto cuidado debemos incorporar para recuperar el equilibrio perdido? Esta es una pregunta fundamental para la teoría y la práctica. Hagamos una primera observación: el significado de medida se encuentra en muchos campos que van desde la geometría hasta la religión. Pero es especialmente en el campo de la ética donde la medida justa adquiere una importancia central. Se trata de encontrar el óptimo relativo, el equilibrio entre más y menos”. Leonardo Boff, Saber Cuidar, Ética humana, compasión por la Tierra (1999).

“Cada individuo guarda en sí mismo un ideal de perfección, porque constituye la reproducción de lo más perfecto, ya que refleja la perfección suprema, que es su Creador. Incluso si no se da cuenta de ello, el hombre (mujer) constituye una imagen de Dios, iluminando la Tierra – su paso, dondequiera que sea, es siempre recordado, especialmente por quienes aceptan su confidencia como luces de verdad, difundiendo a su alrededor todo el amor recibido ” Norberto Keppe, La Glorificación (1987).

Fraternidad: “Ama a tu prójimo como a ti mismo”. En esta frase, Jesús expresó con precisión el concepto de lo que es la fraternidad. La fraternidad es la manifestación del amor, la reciprocidad y el espíritu de unidad. La fraternidad hace posible el reconocimiento de que, más allá de las diferencias individuales, hay algo más grande que compartimos, que nos hace similares y que nos acerca unos a otros.” Manual de Valores Humanos, Raïssa Cavalcanti, Patricia Hernandez y Vivianne Marzola.

¡Una buena estrella para todos y hasta vista agosto!


Obra de Frei Pedro Pinheiro

Nombre: Pedro Pinheiro

País: Brasil… pero a veces… no.

Un color: ¡El que trae la Luz!

Sabor: ¡helado de yogur en todos los sabores!

Sensación: Entre tristeza y alegría, todos; ¡indefinidamente opuestos y siempre complejos!

Un sonido: Chico Buarque, Milton Nascimento, Bethânia, Djavan, Maria Gadú, João Bosco, Caetano Veloso y todos los que transitan por esta dimensión del Olimpo musical.

¿Lo espiritual en mi arte? Fragmentos llenos de totalidades… poéticas en invenciones del mirar y del hacer… disparando armonías como ráfagas del rifle de Lampião… ¡y soy un rehén!

Mi proceso creativo: Particularmente mi proceso creativo nunca parece ser el mismo porque tampoco estoy nunca seguro de quién soy o soy en relación con la existencia. Sólo sé por intuición que mi cordón umbilical aún no ha sido cortado del todo porque me siento conectado a la vida aún en gestación a través de las vísceras del Arte, que me alimenta y mantiene. El arte es un itinerario sanador inexplicable, capaz de rescatarnos de forma natural, amplia, con un potencial renovador impresionante e inagotable, tanto para nuestra mente como incluso para el proceso de recuperación de determinadas condiciones físicas del cuerpo.

Acerca de mi inspiración: Para mí absolutamente todo es motivo de inspiración, tangible o no, comprensible o no… ¡no es lo que importa! Lo que me frecuenta son todos los significados y mágicamente estos, permanecen en constante cambio y en su tránsito por todos los canales que tenemos de comunicación, lo que nos mantiene conectados con la esencia de la vida, para que siempre tengamos oportunidades de revisitarnos y reconstruir nuestra existencia de acuerdo a nuestros deseos un creciente potencial de aprendizaje. El arte viene, para hacer posible todo lo que necesita equilibrio en nosotros y compartido, también puede poner efectos similares a disposición de quienes disfrutan de nuestro proceso inspirado. Un espectador de arte es muchas veces tan elemental como la propia inspiración artística si circunstancialmente existe interacción entre autor, obra y destinatarios.

Mi mensaje: Lo que realmente importa es que al menos tratemos de ser verdaderamente coherentes con nuestras certezas, en las condiciones y también frente a los valores que hemos aprendido, incluso si imaginamos saber que todo es parte de nuestra transitoriedad, condición de ser y existir! Plantar presupone cosechar y cosechar supuestamente es parte de una necesidad irrefutable de alimento para sobrevivir, por lo que puedes imaginar que hay un propósito en esta dinámica entre plantar, cosechar, alimentar, digerir, vivir…. ¡Y tal vez razonando por qué!


Carola Trimano, artista visual, arte-educadora e produtora cultural, coordena o atelier itinerante Pássaro de Papel e o Finart – Festival Internacional de Arte.

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Um comentário sobre ldquo;somos todos um: Frei Pedro Pinheiro, por Carola Trimano

  1. Maravilhosa e emocionante leitura, artista mencionado Frei Pedro ,muito sensível nas artes e em tudo ,sou muito grata por poder conhecer essa pessoa incrível.

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