No mês de abril, agitado pelo movimento da principal feira de arte do país, a WG galeria abre exposição individual do mais jovem talento de seu casting de artistas visuais.
Reafirmando seu compromisso com a difusão de novos artistas visuais no cenário nacional, a WG galeria realiza a primeira exposição individual de Antonio Kuschnir, em São Paulo. Localizada no Centro de São Paulo, a galeria reúne uma coleção de obras inéditas do artista na mostra “O mundo entreaberto”, em um projeto curatorial desenvolvido pela pesquisadora Priscyla Gomes, experiente curadora, responsável por exposições como: Andy Warhol: Pop Art! e “Vânia Mignone: De tudo se faz canção”.
A abertura acontece no dia 10 de abril, a partir das 18h. O conjunto de trabalhos apresentado dialoga com as obras do artista que estarão expostas na SP-ARTE 2026, no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, entre os dias 08 e 12 de abril de 2026. Assim, a abertura da exposição no espaço da galeria entra no circuito de arte da cidade durante a feira, transformando o evento em um bom destino complementar à SP-ARTE, fechando a sexta-feira, 10.
“Aquilo que se apresenta na obra de Kuschnir insinua muito sobre o processo. Um processo resiliente e dedicado no ateliê, de um leitor e observador atento, que também revela a convicção do artista de que é na fatura pictórica que reside um dos mais substanciais pensamentos.”–Priscyla Gomes, curadora
A curadoria aproxima o artista de Henri Matisse a partir do texto Notas de um pintor (1908), no qual Matisse afirma que o pensamento do artista está ligado ao modo como ele realiza a obra. Nesse sentido, a seleção reúne trabalhos recentes que não tratam o ateliê como tema, mas mostram a pintura como processo, sendo um lugar onde a experiência se constrói no próprio fazer.

O trabalho de Kuschnir explora as contradições entre realidade e ficção, mesclando cosmologias pessoais e coletivas em pinturas vibrantes que operam num mundo onírico.
“O universo pictórico de Kuschnir é povoado por figuras que parecem habitar um tempo suspenso. Corpos que escapam à proporção dividem o espaço com objetos cotidianos, tecidos fluidos e elementos naturais que não obedecem a uma lógica de escala ou de pertencimento. O resultado é um espaço instável, onde o passado não é memória, mas matéria ativa, e o presente não é instante, mas campo de forças.” –Priscyla Gomes, curadora
Para a expografia, a WG galeria criou um ambiente que evoca a fabulação, a mitologia, a história da arte e o teatro medieval. As amplas janelas do espaço que tem projeto dos anos 1950, foram cobertas por cortinas de veludo e as paredes foram escurecidas para dialogar com os trabalhos que possuem uma diversidade imensa de cores. Ainda sobre a cromia nos trabalhos de Antonio, Gomes escreve:
“Em Kuschnir, a cor envolve, suspende, por vezes, perturba. Há momentos em que ela parece vir de um lugar anterior à nomeação, como se carregasse em si um saber obscuro da pintura. Talvez seja aí que sua relação com Matisse se torne mais sutil e mais profunda. Não apenas no gosto pela intensidade cromática, ou na liberdade diante da forma, mas na compreensão de que a pintura pode ser uma morada sensível para aquilo que, na vida, permanece excessivo, disperso ou intraduzível.”

Antonio Kuschnir nasceu em 2001 no Rio de Janeiro e desde 2017 pinta profissionalmente. Em 2022 se tornou o artista mais jovem a realizar uma exposição individual na história do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). Há pouco mais de dois anos o artista radicou-se na Europa, onde já é representado por uma galeria em Gênova, Itália, pela qual fez duas exposições individuais, uma na própria cidade de Gênova e a segunda em Milão, também na Itália. Ainda na Europa, participou de mostras em Bonn e Colônia (Alemanha), Palma de Mallorca (Espanha). No Brasil além de São Paulo, realizou exposições no Rio de Janeiro e Paraíba e vem sendo citado por curadores, agentes e mídias do mercado da arte como uma revelação da atualidade. Suas obras integram as coleções do Museu de Arte do Rio – MAR, da Presidência do Brasil, do Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, e do Centro Cultural da Diversidade de São Paulo. Também faz parte da coleção de Paulo Vieira, presidente do Conselho Internacional da Tate, na Inglaterra.

Serviço: Exposição “O mundo entreaberto” de Antonio Kuschnir na WG Galeria, Rua Araújo, 154, Mezanino – São Paulo. Abertura: 10 de abril (18h às 22h). Entrada gratuita. Local: WG Galeria. Endereço: Rua Araújo, 154 / Mezanino – São Paulo. Informações: wggaleria.com