Futuros – Arte e Tecnologia apresenta CASA COMUM uma Instalação multicultural e multimídia CASA COMUM abre para público a partir de 10 de janeiro de 2024, ocupando todo o prédio do Futuros – Arte e Tecnologia, no Flamengo, Rio de Janeiro, com olhar direcionado a cosmovisão indígena do planeta como uma “casa comum” de todos os seres viventes.

CASA COMUM visa investigar a cultura indígena, o colonialismo e o aviso presciente do colapso ecológico através do olhar de uma cultura intimamente ligada à natureza e profundamente consciente do impacto da atividade humana sobre ela. O pensamento sobre a cosmovisão indígena do planeta como uma “casa comum”, numa relação de convivência mais igualitária entre todos os seres viventes, incluindo plantas e animais.

Com idealização, curadoria e direção artística de Renato Rocha, CASA COMUM foi inicialmente (em 2020), financiado como projeto de pesquisa pelo British Council UK, através do programa Digital Collaboration Fund, que criou parcerias entre artistas britânicos e internacionais, durante a pandemia, desenvolvendo novas maneiras de colaborações virtuais.

Alcemar, Casa Comum

Inspirado no termo “casa comum” usado nas cosmovisões indígenas, no qual se refere ao planeta Terra como um lar para todos os seres vivos – um conceito enfatizado por Ailton Krenak na conferência de Lisboa, em 2017 –, a pesquisa explora o alerta presciente do colapso ecológico através do olhar de uma cultura intimamente ligada à natureza, e o impacto da atividade humana sobre ela: “tornamo-nos alienados deste organismo do qual fazemos parte, a Terra, e passamos a pensar que ela é uma coisa e nós somos outra: a Terra e a humanidade” (Krenak), mas a Terra, nossa casa comum, tem um limite.

Como atender a esse chamado? Quais ações são necessárias para que isso seja possível? Como as vozes amazônidas, que formam seus olhares e meios de existências no trânsito entre rios, cidades e florestas, podem mudar nossa perspectiva em relação ao planeta hoje?

CASA COMUM é uma colaboração artística internacional multicultural e multimídia inspirada nas palavras do líder indígena e imortal da ABL, a partir da cosmovisão dos povos indígenas, que diz como não só os indígenas, mas toda a humanidade, deve tratar o globo terrestre como um lar comum para todos os seres viventes, numa relação mais igualitária entre todas as espécies e a biodiversidade do planeta.

Nessa colaboração com o diretor artístico Renato Rocha e o estúdio de arte digital londrino SDNA, doze artistas amazônidas de diferentes origens culturais: Alcemar Vieira Sateré, André Sateré, Elizete Tikuna, Jaqueline Santos, Jayne Kira, Rafa Militão, Rafael Bqueer, Roberta Carvalho, Uýra, Valda Sateré, Verlene Mesquita e Wellington Dias, foram convidados a traduzir, por meio de suas linguagens artísticas e visões de mundo, a ideia do Planeta Terra como “casa comum” de todos os seres viventes, utilizando a arte e a tecnologia como meios para desconstruir as narrativas hegemônicas ocidentais.

Rafael Bqueer, Casa Comum

Cada artista trouxe propostas relacionando suas criações artísticas com a ideia de “casa comum”, e a Amazônia serviu como base para todos se reunirem em residência imersiva, tornando o projeto uma plataforma audiovisual de amplificação dessas vozes do Norte do Brasil. Inicialmente, num ambiente digital e em estreita colaboração com Renato Rocha e o SDNA (dos artistas Ben Foot e Valentina Floris), a pesquisa desenvolveu-se nas áreas da criatividade e do pensamento. Na sequência se juntaram a eles os premiados cineastas Takumã Kuikuro e Rafael Ramos, e o artista sonoro Daniel Castanheira.

CASA COMUM visa investigar a cultura indígena, o colonialismo e o aviso presciente do colapso ecológico através dos olhos de uma cultura intimamente ligada à natureza e profundamente consciente do impacto da atividade humana sobre ela. O pensamento sobre a cosmovisão indígena do planeta como uma “casa comum”, numa relação de convivência mais igualitária entre todos os seres viventes, incluindo plantas e animais.

Como plataforma internacional e multicultural, CASA COMUM visa promover experiências via arte e tecnologia em eventos de grande visibilidade, dedicados à relação da humanidade com a natureza, com uma programação transdisciplinar, abrangente, inclusiva e democrática. Através de uma experiência híbrida, se propõe estimular um diálogo informal na reflexão sobre questões conceituais e centrais da atualidade, tendo as artes e a tecnologia, em cruzamento constante com a linguagem, o conhecimento científico e acadêmico e os saberes tradicionais dos povos originários. Além de discutir e observar como os mundos humano e não-humano se cruzam e se influenciam mutuamente. E também, como a arte é capaz de criar suportes para um corpo artístico político, na amplificação de vozes sobre questões da contemporaneidade: planeta, aquecimento global, combate às narrativas hegemônicas, identidade, transculturalidade, gênero, diásporas e migrações.

PRIMEIROS PERCURSOS: MANAUS, LONDRES, GLASGOW, PARÁ E PORTO

Entre rios, cidade e floresta, tendo como base a megalópole Manaus, a Comunidade Indígena do povo Sataré Mawé na Aldeia Waikiru, nas margens do Rio Negro, numa embarcação num dia de viagem pelos rios Negro, Solimões, Amazonas, Tigre e Manaquiri e depois isolados na floresta na vila Tupãna Mehua, os artistas Alcemar Vieira Sateré, André Sateré, Elizete Tikuna, Jaqueline Santos, Jayne Kira, Rafa Militão, Rafael Bqueer, Roberta Carvalho, Uýra, Valda Sateré, Verlene Mesquita e Wellington Dias, inspirados pelo que os cercava, performaram, tendo como cenário a maior floresta tropical do mundo.

CASA COMUM mostrou sua pesquisa pela primeira vez ainda em 2020, em Londres, dentro do Casa Festival realizado, no Brixton Village Market, e em intervenções urbanas projetadas nas arquiteturas e espaços públicos também na cidade de Londres, em Shoreditch Park e Graham Street, na parte leste da cidade.

Ganhou posição de destaque durante a Conferência do clima, a Cop26, em Glasgow, em 2021, numa ocupação multimídia na Pipe Factory, além de dois painéis exclusivos sobre a Amazônia produzido pelo projeto.

Ainda em 2021, foi exibido no Festival Amazônia Mapping, no Pará, numa intervenção em vídeo-mapping de grande escala, num forte, ressignificando uma arquitetura colonial, imergindo-a em narrativas amazônidas.

Em 2022, fez parte do MIMO Festival, no Porto, em Portugal, com uma programação especial, com vídeo mapping exclusivo para o festival, também em grande escala, vídeo instalação, performances e fórum de ideias com os artistas do projeto, numa parceria inédita com o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto.

DE JANEIRO À MARÇO DE 2024, NO FUTUROS – ARTE E TECNOLOGIA

A ocupação – instalação – experiência imersiva do projeto CASA COMUM, no prédio da Futuros – Arte e Tecnologia, é um acontecimento artístico inédito. Um importante manifesto onírico espiritual vertiginoso, embaralhado, dessas muitas tecituras de sonhos e visões de cada artista envolvido, capturando essa ideia de casa comum como a co-habitação de diversas criaturas, corpas e sonhos. Do trânsito amazônico entre-lugares, florestas, cidades e rios, e do transversando entre ancestralidade presente e futuro, criando uma plataforma de escuta-aprendizado-amplificação de vozes.

CASA COMUM é uma colaboração artística internacional, entre o diretor artístico Renato Rocha, o estúdio digital londrino SDNA (doa artistas Ben Foot e Valentina Floris), doze artistas amazônidas: Alcemar Vieira Sateré, André Sateré, Elizete Tikuna, Jaqueline Santos, Jayne Kira, Rafa Militão, Rafael Bqueer, Roberta Carvalho, Uýra, Valda Sateré,  Verlene Mesquita, Wellington Dias, os premiados cineastas Takumã Kuikuro do Xingú e Rafael Ramos, de Manaus, o artista sonoro Daniel Castanheira, do Rio de Janeiro, e a Galharufa Produções Artísticas.

UYRA, CASA COMUM
Uyra, Casa Comum

Através da uma experiência híbrida, entre colaboração digital virtual e imersão presencial na Amazônia, com o povo indígena Sateré Mawé, num trânsito profundo entre floresta, rios e cidade, o grupo de artistas se lançou, tendo o audiovisual, o vídeo arte, a performance, as artes visuais, o vídeo performance e a arte sonora, como suporte para pensar a ideia do planeta como uma casa comum, a importância das vozes amazônidas e das cosmovisões indígenas para o planeta hoje, na produção de narrativas não hegemônicas que pensem a crise climática e humanitária que vivemos hoje no mundo.

CONTEÚDOS EXCLUSIVOS EM TRÂNSITO

Os conteúdos artísticos do projeto CASA COMUM, criados de forma inédita e exclusiva para cada intervenção, instalação ou exibições em festivais, são um importante manifesto amazônico, um delírio onírico espiritual vertiginoso, embaralhado, dessas muitas tecituras de sonhos e visões de cada artista envolvido, capturando essa ideia de “casa comum” como a co-habitação de diversas criaturas, corpas e sonhos. Do trânsito amazônico entre-lugares, florestas, cidades e rios, e do transversando entre ancestralidade presente e futuro!

EIXOS DO CASA COMUM

  • Quais as chaves que essas vozes amazônidas/povos originários nos trazem hoje?
  • Como outros povos de outras culturas se relacionam com a ideia de casa comum?
  • Qual o papel dos artistas e da arte em relação à crise climática e humanitária que vivemos hoje?
  • Como as plataformas digitais podem servir de lugar de encontro, construção de redes possíveis para o discurso não hegemônico e a criação de um campo afetivo entre telas e culturas?
  • Como vozes vindas da Amazónia podem nos ajudar a entender o processo de destruição da maior floresta do planeta e nosso papel em relação a isso, no dia a dia de nossas vidas?
  • Experiências sensórias e imersivas – Performances – Projeções em vídeo mapping – Intervenções urbanas – Vídeo arte – Vídeo instalação – Livro Arte – Filme documentário – Residências artísticas | Workshops – Materiais pedagógicos – Compartilhamento de saberes e metodologias – Estudos científicos – Conteúdos audiovisuais

Ficha técnica e artística

Artistas criadores: Alcimar Vieira Sateré, André Sateré, Elizete Tikuna, Jaqueline Santos, Jayne Kira, Rafa Militão, Rafael Bqueer, Roberta Carvalho, Uýra, Valda Sateré, Verlene Mesquita e Wellington Dias. Idealização, curadoria e direção artística: Renato Rocha. Estúdio criativo: SDNA Ltd. Captação de imagens: Takumã Kuikuro e Rafael Ramos. Criação, instalação e desenho sonoro: Daniel Castanheira. Expografia e direção de arte: Cachalote Mattos e Renato Rocha. Iluminação: Paulo Denizot. Colaboração técnica videográfica: Plínio Pietro. Som: Boca do Trambone. Assistência de direção e pré-edição geral: Breno Buswell. Cenotecnia: Moisés Cupertino. Equipamentos audiovisuais: Novamidia Equipamentos. Coordenação técnica audiovisual: Alexandre Bastos. Assessoria de Imprensa: Ney Motta. Fotografia: Renato Mangolin. Marketing digital e mídias sociais: Lead Performance. Produção: Galharufa Produções Artísticas. Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela. Produção Executiva: Carlos Chapéu. Assistência de Produção: Cajú Bezerra


Serviço: CASA COMUM, de 10 de janeiro até 10 de março de 2024 no Futuros – Arte e Tecnologia, Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, Rio de Janeiro  (próximo ao Metrô Largo do Machado). Entrada franca, ingressos grátis!

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