Para nós é uma honra desenvolver projetos com os quais nos orgulhamos. Nosso desejo de publicar a escritora e pesquisadora Cláudia Simone dos Santos Oliveira é antigo. E temos a alegria de anunciar o início da pré-venda de seu livro: “Que maluquice é essa? Escrevivência Preta Cênica: Corpo[ORAL]mente Mulheres Negras, Saúde Mental no Teatro das Oprimidas”.
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Hoje, dia 21 de março, Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, vamos presentear o mundo com a abertura da pré-venda de Escrevivência Preta Cênica!
Fiquem atentas/os/es… que vai ser dada a largada! Não são muitos exemplares, portanto, garanta já o seu!
O livro é fruto do trabalho de Cláudia Simone dos Santos Oliveira, que investiga, como a abordagem estética das violências psicológicas provocadas pelo racismo cotidiano e a ocupação do espaço cênico podem colaborar com o autocuidado e o empoderamento das mulheres negras.
Uma obra que objetiva também, a partir do Teatro das Oprimidas, fortalecer o feminismo antimanicomial e antirracista, dar visibilidade às práticas estéticas de ocupação das Artes Cênicas por Cor/pas negras e tomá-las como direito.
Cláudia Simone é atriz, performer, especialista do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas (Kuringa). Formada em Pedagogia e Psicopedagoga. Tornou-se Mestra em Relações Étnico-Raciais pela CEFET/RJ em 2021, onde conceituou Escrevivência Preta Cênica. Segue seu percurso acadêmico como pesquisadora do grupo ORI.
É idealizadora do grupo de Teatro do Oprimido Pirei na Cenna, artivista feminista antimanicomial e antirracista, com mais de 27 anos de experiência continua com o Teatro do Oprimido, em mais de 20 países. No campo das artes cênicas é uma das referentes da atuação do Teatro do Oprimido e do Teatro das Oprimidas na Saúde Mental, propondo a estetização dos “delírios como forma de subversão feminista” e apropriação de todos os meios de produção teatral, como um espaço de construção para o bem viver das mulheres, mas especificamente para as mulheres negras. É criadora do laboratório “Da Opressão que me Habita” propondo novas abordagem estéticas no campo da saúde mental como forma de auto-cuidado e empoderamento. Tem se dedicado a processos estéticos para investigar a invasão do cérebro por ideologias opressivas relacionadas a classe, gênero e raça numa perspectiva de descolonização do eu. Vem idealizando processos de como vestir personagens a partir de uma Estética Feminista Negra.

Cláudia Simone trabalhou por uma década com Augusto Boal, coordenou o programa de oficinas nacionais no Centro de Teatro do Oprimido (CTO-Rio), colaborando no desenvolvimento da Estética do Oprimido e atualização das Técnicas de Teatro Jornal. Atualmente segue como colaboradora do CTO atuando como coordenadora pedagógica de alguns projetos da Instituição.
A autora vive no norte da França, em Amiens, desde 2012, onde é fundadora e colaboradora internacional da associação Pas à Passo Thêatre de L’Opprimé, compondo a Together International Theatre Company. Atuou como referente da Rede Madalena Internacional, desde a sua fundação até 2022, com experiências na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Guatemala, Nicarágua, Espanha, Suíça, Moçambique, Uruguai e Guiné Bissau. Consolidou sua prática artística na Europa especialmente na França, Berlim, Portugal, Espanha, Itália, Croácia e Escócia. Como intelectual e estudiosa, Cláudia Simone segue fazendo a difusão da metodologia em espaços acadêmicos, como a Universidade Julio Verne (UPJV), onde leciona Teatro do Oprimido, no ateliê intitulado Théâtre d’Intervention.

Como atriz e performer, sinaliza no espetáculo ME Editar nas águas que me atravessam, a urgente necessidade de fomentar narrativas de mulheres negras que possam ocupar o espaço cênico como um lugar que as coloque fora da dinâmica colonial. A atriz desenvolve narrativas audiovisuais, onde a mulher negra é detentora de todos os meios de produção, como Língua Amolada, Essas Sujeitas. Em 2024, também lança, em português, pela editora Nandyala, o livro infanto-juvenil “Farmácia de folhas verdes”, que aborda o poder curativo das plantas e a transmissão oral ancestral.
Baseando-se em Escrevivência Preta Cênica, que é um teatro descolonizador, leva para cena, a narrativa do seu primeiro livro infanto-juvenil “Farmácia de folhas verdes”, numa atuação bilingue, francófono, apresentando-se no espaço do coletivo de artista La Briqueterie, em Amiens, na França; onde investe na produção de uma cultura sem racismo. Acompanhe o site da artista: escrevivenciapretacenica.com
A obra é toda ilustrada pela artista Manuela Navas. Um verdadeiro deleite aos olhos! E dividida em cinco partes, a saber:
- A força da escrevivência – potência de vida de cor/pas negras; Corpo[oral]mente mulheres negras sujeitas;
- Cor/po negro e artes cênicas – o Teatro do Oprimido & o Teatro das Oprimidas: inovações e rupturas no cenário da loucura;
- Teatro das Oprimidas: corporalmente saúde mental;
- Escrevivência preta cênica: cor/pas pretas performando restituições de cenas roubadas;
- Considerações de hoje para habitarmos a tão sonhada liberdade.
Um livro capaz interligar os importantes saberes que compõem o texto-sujeita de sua autora: saúde mental, relações étnico-raciais e artes cênicas; dialogando, prioritariamente, com pensadoras/es negras/os, que são referência na luta antirracista.
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ATENÇÃO: LIVRO EM PRÉ-VENDA. As entregas de “Escrevivência Preta Cênica” serão feitas após o final da pré-venda, em junho!