A inegável conquista das mulheres por direitos e mais participação em instâncias de poder, não tem sido suficiente para impedir que milhares de mulheres, no mundo inteiro, continuem sendo vitimadas pela violência machista: doméstica e social, física e emocional. Além de, freqüentemente, carregarem a vergonha e a culpa por suas tragédias. Isso dificulta a percepção de que o que se passa com cada uma dessas mulheres não é nem particular nem natural.

O Teatro das Oprimidas é resultado da necessidade de desenvolver produções teatrais, nas quais as mulheres não sejam culpabilizadas pelas violências machistas que enfrentam, e de ampliar a participação de artistas-ativistas como facilitadoras desses processos de produção e do diálogo com o público nas sessões de Teatro Fórum, uma das técnicas mais praticadas do Teatro do Oprimido, método criado por Augusto Boal.

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Por um lado, o Teatro das Oprimidas aprofunda a perspectiva subjetiva do problema para explicitar a complexidade das personagens e, por outro lado, prioriza a inclusão da estrutura social na encenação, a fim de revelar os mecanismos de opressão que sustentam o sistema patriarcal.

Teatro das Oprimidas 
Bárbara Santos
ISBN: 978-65-901096-1-3
Casa Philos (2ª edição primavera 2019)
408 páginas


Bárbara Santos (Rio de Janeiro, Brasil). É uma das idealizadoras e principal difusora do Teatro das Oprimidas. A autora é fundadora e referente artístico-metodológico da Rede Ma(g)dalena Internacional, composta por grupos feministas da América Latina, Europa, África e Ásia. No Brasil, atua como consultora do Centro de Teatro do Oprimido, editora da revista METAXIS e como diretora artística do grupo Cor do Brasil e do Coletivo Madalena-Anastácia. Bárbara tem 29 anos de experiência ininterrupta com o Teatro do Oprimido, em mais de 40 países. É autora de Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: uma teoria da práxis, lançado em português, 2016 (Ibis Libris); em espanhol, 2017 (Descontrol Editorial); em italiano, 2018 (Clueb) e em inglês, 2019 (UCLA). A nova edição de Raízes e Asas em português, sai pela Casa Philos. O segundo livro da autora Percursos Estéticos: abordagens originais sobre o Teatro do Oprimido foi lançado em português, 2018 (Padê editorial). Bárbara Santos vive na Alemanha desde 2009, onde é diretora artística de KURINGA – espaço para o Teatro do Oprimido em Berlim e do grupo Madalena-Berlim. Idealizadora e coordenadora do Programa KURINGA de Qualificação em Teatro do Oprimido, que teve avaliação externa da Universidade de Bologna, integra a ITI Alemanha, o Instituto Internacional de Teatro da UNESCO.
Como autora e diretora, tem se destacado por produções artísticas que abordam temas contextuais (capitalismo, racismo, machismo, migração, etc.) e pela pesquisa de formatos coletivos para a intervenção da plateia no Teatro Fórum. Como atriz, fez Filomena, no filme A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Ainouz, ganhador do Grand Prix de Melhor Filme, da mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes de 2019. Como performer, em Travessia, investiga a conversão do corpo cênico em corpo político.


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