O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Rio de Janeiro abre no dia 29 de junho a exposição “Primeiro de Março 66 – Arquitetura de Memórias”, que apresenta a história marcante e a significativa importância arquitetônica do icônico prédio, situado no coração do centro histórico do Rio de Janeiro.
A exposição inovadora, que faz parte das comemorações dos 35 anos do CCBB Rio de Janeiro, retrata o prédio como um ser vivo, cuja história se entrelaça com a da cidade e da cultura nacional. Desde a construção do projeto original, iniciada ainda no século XIX, até sua utilização atual, o edifício testemunhou diversas transformações, refletindo os diferentes contextos sociais, urbanos e institucionais ao longo do tempo.
Os visitantes serão convidados a explorar a trajetória do prédio por meio de uma variedade de elementos, incluindo fotografias históricas, documentação iconográfica, ensaios fotográficos, vídeos e depoimentos. A exposição oferece uma oportunidade única para compreender a evolução do prédio, desde sua concepção até seu papel vital como um espaço cultural de destaque nos dias atuais. Sueli Voltarelli, gerente geral do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, destaca o papel histórico do prédio para além de sua presença física:
“Percebemos a cada dia como a história do CCBB é a história das pessoas. Tanto daqueles que participaram da construção da cidade do Rio de Janeiro nas diversas fases de seu entorno desde a sua fundação, até hoje, criando memórias dentro deste lugar, que já foi cenário de tantas memórias de trabalho, de família, de arte e de afeto. Este prédio sempre foi, desde a sua origem, local de muitas transformações, um organismo vivo que se relacionava de forma intensa com a cidade, o Brasil e o mundo. É muito representativo acompanhar essa história e a trajetória que deu origem ao Centro Cultural Banco do Brasil, bem como observar de que modo a diversidade foi dando identidade ao espaço. São 35 anos de atuação regular, sempre de portas abertas e oferecendo programação com alto padrão de qualidade e atendimento acolhedor e atento. É muito importante estar alinhado às mudanças da sociedade para manter-se atual e relevante para as pessoas, conectando gerações de brasileiros com a cultura.”

Entre os destaques da exposição estão preciosidades do Arquivo Histórico da instituição, como fotografias contextualizando o prédio no cenário histórico da Rua Primeiro de Março, documentação fotográfica dos detalhes arquitetônicos e dos diferentes espaços do CCBB, como galerias, teatro, museu e cafeteria, além de fotos históricas da inauguração da sede do Banco do Brasil, em 1926, e documentação fotográfica contemporânea, enfocando a relação do prédio com o seu contexto urbano, com os seus frequentadores e com as suas funções de equipamento cultural.
Com curadoria do antropólogo e fotógrafo Milton Guran, a exposição “Primeiro de Março 66 – Arquitetura de Memórias” oferece uma oportunidade única de mergulhar na rica história deste importante prédio do centro do Rio de Janeiro. A mostra explora profundamente as camadas de significado e memória que compõem este edifício. No dia a dia, os visitantes muitas vezes não conseguem apreciar todos os detalhes arquitetônicos, mas esta exposição destaca cada um deles de forma especial. Após vivenciar esta experiência, visitar o CCBB nunca mais será a mesma coisa. Para o curador:
“A cidade pulsa através da sua vida cultural e o CCBB, há 35 anos, marca essa pulsação. Nesta exposição tomamos o prédio como um organismo vivo, que começou a ser construído ainda no século XIX, para visitar a cidade na sua história e mostrar como o conceito de consumo cultural foi sendo construído entre nós nas últimas décadas tendo o CCBB como seu principal instrumento, replicado pelo país afora.”
Para a realização da exposição também será executado um projeto de digitalização de um segmento do acervo do Arquivo Histórico do Banco do Brasil, localizado no 6º andar do prédio, composto por desenhos, plantas arquitetônicas e fotografias, que vai além da exposição em si. A exposição conta, ainda, com uma trilha musical exclusiva, de autoria do compositor Marcos de Souza.
O aniversário do CCBB será celebrado também com o lançamento de um livro que compilará todo o conteúdo da exposição, além de oferecer uma abordagem abrangente sobre a ocupação do edifício pelo Banco do Brasil. Este livro também contará com textos complementares de especialistas como o historiador Luiz Antônio Simas, a professora de literatura Maria Inês Azevedo e o arquiteto e professor José Pessoa.

A exposição
A exposição “Primeiro de Março 66 – Arquitetura de Memórias” é concebida a partir de três eixos temáticos que refletem momentos cruciais da história do prédio. O primeiro remonta ao século XIX, quando a construção teve início, marcando a principal artéria da cidade na época. O segundo momento ocorre com a aquisição do prédio pelo Banco do Brasil, que o reformou para servir como sua sede, em 1926. A terceira fase se inicia em 1989, com a transformação do edifício no primeiro Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
A mostra compreende três ensaios fotográficos distintos: o primeiro realizado por AF Rodrigues, fotojornalista da agência Imagens do Povo, documenta o prédio em seu contexto urbano; Thais Alvarenga, fotógrafa e arte educadora, é a responsável por capturar as relações sociais dentro CCBB; e Bruno Bou Haya, fotógrafo especializado em memória, documenta o funcionamento do centro cultural.
Além disso, a exposição conta com uma intervenção fotográfica de Thiago Barros sobre uma imagem histórica, e um ensaio exclusivo, concebido pela artista visual Moara Tupinambá especialmente para a exposição, a partir de imagens do Arquivo Histórico do BB. Algumas imagens originais desse acervo, que ilustram o funcionamento da sede do banco entre 1926 e 1960, e da agência 001 da Instituição, também serão expostas em vitrines, enquanto outras são ampliadas e exibidas nas paredes.
Assim como o Arquivo Histórico, o Museu também contribuiu para a exposição com equipamentos e móveis de época. O principal destaque é um pneumático de comunicação da antiga sede do banco.
O visitante poderá interagir ativamente com o conteúdo da mostra através de um sistema de visualização de imagens e de um programa de touchescreen para acesso aos conteúdos de parte expressiva da programação do CCBB nos últimos 35 anos.

Abaixo, leia o texto institucional da exposição presente no catálogo da mostra:
Banco do Brasil apresenta e patrocina Primeiro de Março 66 – Arquitetura de memórias, exposição que contextualiza histórica, artística e economicamente a representatividade do prédio em que se situa o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro desde 1989, cuja construção foi iniciada ainda no século XIX.
Concebida como parte das comemorações pelos 35 anos de investimento do Banco do Brasil em cultura, a mostra é uma forma de evidenciar que a história do CCBB é a história das pessoas. Tanto daqueles que participaram da construção da cidade do Rio de Janeiro, em suas diversas fases, até hoje, criando memórias de trabalho, de família, de arte e de afeto. Para isso, parte do acervo do Arquivo Histórico Banco do Brasil foi digitalizada para exibição de itens inéditos, foram criadas plataformas interativas para compartilhamento de informações sobre a arquitetura e ocupação do local, e convidados fotógrafos e artistas plásticos contemporâneos para elaboração de trabalhos envolvendo o prédio, o seu entorno e as pessoas que circulam pela região.
A montagem e a apresentação desta exposição materializam o compromisso do Banco do Brasil em contribuir para a preservação e a atualização do patrimônio histórico e cultural do Rio de Janeiro e do país e reforçam seu propósito de manter-se atual e relevante para as pessoas, conectando gerações de brasileiros à cultura.

Leia com exclusividade o texto do curador Milton Guran:
Pedra, cimento, vidro, ferro, tudo isso ganhou vida nova no número 66 da Rua Primeiro de Março. Tendo nascido para ser o símbolo da instituição de maior do peso no comércio da capital do país no começo da República, esse prédio centralizou um enorme poder ao se tornar, de 1926 a 1960, a sede do Banco do Brasil, então principal agente financeiro do Estado e regulador da moeda. Com a mudança da sede para Brasília, o edifício continuou abrigando a Agência Centro Rio de Janeiro. Em 1985, com a transferência dessa unidade para outro endereço, migraram para o prédio o Museu Banco do Brasil, o Arquivo Histórico do Banco do Brasil e a Biblioteca BB, tendo sido também instalada uma nova agência bancária (Agência Primeiro de Março).
A partir de 1987, a estrutura passou por transformações que culminaram em 1989 com a inauguração do Centro Cultural Banco do Brasil.
Primeiro de Março 66 – Arquitetura de Memórias apresenta, com riqueza de detalhes, a trajetória desse que é um dos mais emblemáticos prédios da cidade e que se tornou uma referência mundial de equipamento cultural. Valendo-se do acervo de móveis, objetos e documentos que fazem parte dos acervos guardados no CCBB, mas também pelo olhar atento e contemporâneo de fotógrafos e artistas visuais, a exposição dá visibilidade ao preciosismo de sua arquitetura ao lado da complexidade do seu funcionamento como mais visitada instituição de arte e cultura da América Latina.

Sobre o CCBB RJ
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a diversidade das manifestações culturais e a inovação. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: para tudo o que você imaginar.
Serviço: Exposição “Primeiro de Março 66 – Arquitetura de Memórias”, de 29 de junho a 16 de dezembro de 2024 no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), Rua Primeiro de Março, 66 – 2º andar, Centro – Rio de Janeiro (RJ). Entrada gratuita. Retire seu ingresso na bilheteria física ou em bb.com.br/cultura