Ressonâncias da Amplidão
Ensaios sobre o espiritual na arte
Nossa natureza, sempre e novamente
Seja muito bem vindo! Sim, você que está justamente lendo a estreia desta coluna que será publicada na primeira sexta-feira [dia de Vênus] do mês. Trata-se de reflexões, pensamentos, poemas, opiniões, obras e manifestações artísticas sobre o imenso universo imaterial que nos circunda e afeta. Meu objetivo é iniciarmos juntos uma frutífera jornada para maior compreensão da nossa completa existência e consequentemente exercitar a expansão da consciência.
Nesta quinta edição estrelando como convidada especial do mês temos Mariana Kuroyama Sun, artista cósmica, tatuadora ou “bordadeira de poesia na pele”, ofício que realiza poderosamente com suavidade e devoção. Não nos conhecemos pessoalmente mas acompanho seu trabalho sensível faz alguns anos apresentado por outra artista convidada que se fará presente em uma próxima coluna.
Todos à bordo? Então vamos lá!
Viajando rumo às montanhas de Minas Gerais onde colaboramos, no início de maio, com festival literário Flipoços, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente duas escritoras, animadíssimas, colunistas desta revista, que viajaram especialmente para integrar a comitiva de participação e lançamentos da revista e editora Philos deste ano em Poços de Caldas, a convite de Gisele Corrêa Ferreira: Katia Bandeira de Mello Gerlach nascida no Rio de Janeiro e que reside nos E.U.A: “Olhos buscam os olhos da floresta, olhos que espelhassem a alma da humanidade”. E Maria Alzira Brum Lemos nascida no sul do Brasil e que reside no México: “Algum dia pensei que o paraíso, mais que uma biblioteca, seria uma banca de jornais e revistas. O mundo inteiro parecia estar ali, e podíamos recriá-lo segundo uma ordem própria”. Com Maria partilhamos as horas de viagem com ótimas conversas e reflexões.
Em determinado momento, durante a volta a SP, brota a palavra Utopia, enquanto falávamos sobre os ideais de paz, bem, justiça social, amor altruista e fraterno, maior consciência ambiental, etc. Enquanto eu lhe contava sobre a Eco Vila Constelação – um projeto que venho acalentando – Maria mencionou o livro de Thomas More, filósofo inglês criador dessa palavra que deu título a seu livro publicado em 1516. Etimologicamente, Utopia, significa “lugar que não existe”: junção das palavras gregas “ou” (não) e “topos” (lugar).
Utopia seria um ideal inalcançável, se não houvesse a possibilidade de trabalharmos para tornar o mundo um lugar melhor. Sendo assim, a busca pela utopia pode transformar positivamente áreas como justiça, igualdade e sustentabilidade, levando-nos a avanços significativos como sociedade.
A utopia sempre influenciou a cultura e as artes ao inspirar-nos como artistas e escritores a criar obras que representem essa visão idealizada da sociedade. Obras desde “A República” de Platão, a “1984” de George Orwell e “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley são exemplos de como a utopia influenciou a literatura.
Acredito sim que a utopia não pode ser alcançada na sua forma idealizada, mas podemos, e devemos trabalhar para tornar o mundo um lugar melhor através de mudanças significativas na sociedade. Isso sim! Sempre ancorados nos valores humanos fundamentais.
Passemos aos mestres como de costume:
“Quanto a mim, tal é minha opinião: no mundo inteligível, a idéia do bem é percebida por último e a custo, mas não se pode percebe-la sem concluir que é a causa de tudo quanto há de direito e belo em todas as coisas; que ela engendrou, no mundo visível, a luz e o soberano da luz; que, no mundo inteligível, ela própria é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e que é preciso vê-la para conduzir-se com sabedoria na vida particular e na vida pública. (…)” —Platão, A República.
“A verdade não é a miséria que campeia este mundo, a verdade não é a neurose, psicose, ou qualquer doença física; verdade não é a fome, a pobreza, não é o mal-estar, a tristeza, o descalabro – pois tudo isso é justamente a sua privação – mas a verdade é toda a riqueza, sanidade, abundância e magnificiência; ela é o bem-estar, a total alegria e satisfação; a verdade é tudo o que existe: a terra, as águas, os mares, os animais e plantas, o ser humano com sua inteligência, sentimento e capacidade, e toda a sua realização; justamente esta última é que nos torna mais idênticos ao Criador – pois poderíamos desenvolver nosso planeta, e chegar rapidamente a um verdadeiro paraíso, mas o temos destruido sistematicamente…” —A Glorificação, Norberto Keppe (Proton, SP, 1987)
“O respeito à natureza se manifesta quando se desenvolve a percepção do aspecto sagrado que nela existe. É o entendimento de que a natureza é a manifestação da bondade divina. O respeito à natureza conduz à percepção fundamental da interdependência existente em todas as manifestações da vida. Deve-se ver em cada pessoa, cada ser vivo, a encarnação da energia, da beleza e da bondade de Deus.”
“A concórdia é o impulso para a compreensão e hamonização das diferenças, priorizando o bom-senso para que o bem-estar comum seja alcançado. A concórdia é a busca da harmonia, da comunhão, é o ponto de convergência de opiniões e posições diferentes.” —Manual dos Valores Humanos, Raïssa Cavalcanti, Patricia Hernandez e Vivianne Marzola.
Uma boa estrela para todos e hasta la vista julho!

Resonancias de amplitud
Ensayos sobre lo espiritual en el arte
Nuestra naturaleza, una y otra vez.
¡Sea muy bienvenido! ¡Sí tú! ¿Quién está leyendo precisamente esta columna que seguirá publicándose el primer viernes (Día de Venus) del mes. Son reflexiones, pensamientos, poemas, opiniones, obras y manifestaciones artísticas sobre el inmenso universo inmaterial que nos rodea y afecta. Mi objetivo es iniciar, juntos, un viaje fructífero hacia una mayor comprensión de nuestra existencia completa y en consecuencia ejercer la expansión de la conciencia. En esta quinta edición tenemos como invitada especial del mes a Mariana Kuroyama Sun, artista cósmica, tatuadora o “bordadora de poesía en la piel”, oficio que desempeña poderosamente con suavidad y devoción. No nos conocemos personalmente, pero sigo desde hace algunos años su sensible trabajo, presentado por otra artista invitada que aparecerá en una columna futura.
¿Todos a bordo? ¡Entonces vamos alla!
Viajando hacia las montañas de Minas Gerais donde colaboramos, a principios de mayo, con el festival literario Flipoços, tuve la oportunidad de conocer personalmente a dos escritoras muy animadas, columnistas de esta revista, que viajaron especialmente para formar parte de la delegación de participación y lanzamientos de la revista y editorial Philos de este año en Poços de Caldas por invitación de Gisele Corrêa Ferreira: Katia Bandeira de Mello Gerlach nacida en Río de Janeiro y residente en Estados Unidos: “Los ojos buscan los ojos del bosque, los ojos que reflejan el alma de la humanidad.” Y Maria Alzira Brum Lemos nacida en el sur que vive en México: “Algún día pensé que el paraíso, más que una biblioteca, sería un quiosco de periódicos y revistas. El mundo entero parecía estar allí y podríamos recrearlo según nuestro propio orden”. Con María compartimos las horas de viaje con grandes conversaciones y reflexiones.
En cierto momento, durante nuestro regreso a SP, surgió la palabra Utopía, pues hablábamos de los ideales de paz, bien, justicia social, amor altruista y fraternal, mayor conciencia ambiental, etc. Mientras le hablaba de Eco Vila Constelação – proyecto que vengo creando – María mencionó el libro de Thomás More, el filósofo inglés que creó la palabra que dió título a su libro publicado en 1516. Etimológicamente, Utopía significa “lugar que no existe”: combinación de las palabras griegas “o” (no) y “topos” (lugar).
La utopía sería un ideal inalcanzable si no existiera la posibilidad de trabajar para hacer del mundo un lugar mejor. Por lo tanto, la búsqueda de la utopía puede transformar positivamente áreas como la justicia, la igualdad y la sostenibilidad, llevándonos a avances significativos como sociedad.
La utopía siempre ha influido en la cultura y las artes al inspirarnos como artistas y escritores a crear obras que representen esta visión idealizada de la sociedad. Obras desde “La República” de Platón hasta “1984” de George Orwell y “Un mundo feliz” de Aldous Huxley son ejemplos de cómo la utopía influyó en la literatura.
Creo que la utopía no se puede lograr en su forma idealizada, ¡pero sí podemos y debemos! trabajar para hacer del mundo un lugar mejor a través de cambios significativos en la sociedad. ¡Eso si! Anclados siempre en los valores humanos fundamentales.
Pasemos a los másteres como siempre:
“En cuanto a mí, esta es mi opinión: en el mundo inteligible, la idea del bien se percibe al final y con dificultad, pero no se puede percibirla sin concluir que es la causa de todo lo que es correcto y bello en todas las cosas; que engendró, en el mundo visible, la luz y el soberano de la luz; que, en el mundo inteligible, ella misma es soberana y prescinde de la vida privada y de la vida pública (…)” —La República, Platón.
“La verdad no es la miseria que impregna este mundo, la verdad no es la neurosis, la psicosis o cualquier enfermedad física; la verdad no es el hambre, la pobreza, el malestar, la tristeza, la devastación -porque todo lo que es precisamente vuestra privación-, sino la verdad es toda la riqueza, la cordura, la abundancia y la magnificencia; es el bienestar, la alegría y satisfacción total, los animales y las plantas, el ser humano con su inteligencia, sentimiento y capacidad, y todo su logro es precisamente este último; lo que nos hace más idénticos al Creador – porque podríamos desarrollar nuestro planeta y alcanzar rápidamente un verdadero paraíso, pero lo hemos destruido sistemáticamente…” —La Glorificación, Norberto Keppe.
“El respeto por la naturaleza se manifiesta cuando se desarrolla la percepción del aspecto sagrado que existe en ella. Es la comprensión de que la naturaleza es la manifestación de la bondad divina. El respeto por la naturaleza conduce a la percepción fundamental de la interdependencia existente en todas las manifestaciones de la vida. Hay que ver en cada persona, en cada ser viviente, la encarnación de la energía, la belleza y la bondad de Dios”.
“La concordia es el impulso para comprender y armonizar las diferencias, priorizando el sentido común para que se alcance el bienestar común. La concordia es la búsqueda de la armonía, la comunión, es el punto de convergencia de opiniones y posiciones diferentes”. —Manual de Valores Humanos, Raïssa Cavalcanti, Patricia Hernandez y Vivianne Marzola.
¡Una buena estrella para todos y hasta vista julio!

Nome [Nombre]: Mari Kuroyama
País: Brasil
O espiritual na sua arte [Lo espiritual en su arte]:
Cosmo-natureza da Terra; terra Astro, rastro cósmico girando no espaço.
Cosmonaturaleza de la Tierra; Astro tierra, rastro cósmico girando en el espacio.
Seu processo criativo [Tu proceso creativo]:
Ouvir o que vem de dentro de mim; ouvir o outro; sentir o oculto… O desenho que vem da dança de afinar as escutas.
Escuchar lo que sale de mi interior; Escucha a otros; sentir lo oculto… El diseño que surge del baile de afinar tus oídos.
Sua inspiração [su inspiración]:
Sempre natureza. Sempre ela e seu espírito cósmico; pele do planeta.
Siempre la naturaleza. Siempre ella y su espíritu cósmico; piel del planeta.
Uma cor [un color]: Águas turquesas. Aguas turquesas.
Um sabor [un sabor]: de tapioca.
Uma sensação [una sensación]: carinho de dedos leves nas costas. Caricia en la espalda con dedos ligeros.
Um som [un sonido]: o som dos grilos na sinfonia da mata. El sonido de los grillos en la sinfonía del bosque.
Sua mensagem [su mensaje]: a gente precisa readestrar-se à natureza. Necesitamos reajustarnos a la naturaleza.
Carola Trimano, artista visual, arte-educadora e produtora cultural, coordena o atelier itinerante Pássaro de Papel e o Finart – Festival Internacional de Arte.