Entre as sacudidas do tempo, ela desarruma a memória, catando cacos da infância, abandonados na insubmissão silenciosa de ser ninguém…
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a revista das latinidades ISSN 2527-113X
Entre as sacudidas do tempo, ela desarruma a memória, catando cacos da infância, abandonados na insubmissão silenciosa de ser ninguém…
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Na Vila Planalto, os vizinhos tocavam Fagner dos anos 1970 e a deixavam nostálgica nas tardes ensolaradas de domingo.
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Ana Luiza Canalli Santos fala das relações entre Mestre e aprendizes para manutenção de um patrimônio cultural.
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É preciso destacar, ouvir, aplaudir, respeitar e incentivar as tantas palavras negras.
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[…] O olhar da poeta não perde de foco o seu senso crítico ao versar sobre as tantas lágrimas por sob a pele feminina, geradas pela opressão e pela violência…
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[…] o manancial histórico-artesanal de países do continente africano corre o risco de se perder diante das intolerâncias que temos enfrentado, por falta de esclarecimentos e por preconceitos de várias ordens.
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Sou preta da periferia e falo mesmo, porque aqui o papo é reto e o cabelo é crespo!
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Trago as saudações e as bênçãos de Xangô…
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Meu sorriso, um choro constante.
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Tenho orgulho da fé, da negritude, da esperança.
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Com o furor de milhões, passarei a cuidar do meu jardim…
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Oxóssi está em casa, caçador infalível não chega de mãos vazias
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Apanhei por ser gorda, menina preta e pobre…
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Quanto valeram as palavras de Malcolm X, George, Mandela, Gandhi, Nietzsche ?
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Mãe de todas, vozes e lavadeiras, África trouxe a Minas, o canto e o manto.
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Cabe em um poema o acolhimento do absurdo
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