A Philos de outono vem menos colorida, deixando de lado os tons amarelados e as folhas caídas, reinventando-se. Nossa voz ergueu-se consciente e agora caminha entre vós para fazer-se presente. Estamos na terceira edição, escrevendo sobre as notas riscadas, na sombra dos discursos, nos horizontes desviados, nas memórias esparsas aqui e acolá. As nossas obras são, muito honradamente, acompanhadas das ilustrações da artista Maysa Louzada. Não nos preocupamos com as próximas palavras, queremos degustar a literatura dos novos autores, pouco a pouco, dando espaço em nossas almas para conjugar de diversas maneiras o verbo sentir. Nas palavras de Zeh Gustavo: «O futuro todo ainda pode desacontecer».
Os nossos autores rabiscam com o coração, com os olhos saltando ao infinito ante o desejo incontido de escrever. E a partir do verso, da simples métrica, da rima, da conversação das palavras, dos contos, dos experimentos linguísticos; é que a vida vale grandemente a pena.
Esta publicação é parte do Philos Reposter, um projeto de republicação de todo o material lançado pela editora Camará Cartonera em novo formato gráfico, com colaborações de novos ilustradores, fotógrafos e artistas visuais.


La Philos de otoño viene menos coloreada, dejando de lado los tonos amarelados y las hojas caídas, si reinventando. Nuestra voz se levanta consciente y ahora camina entre vos para hacerse presente. Estamos en la tercera edición, escribiendo sobre las notas riscadas, en la sombra de los discursos, en los horizontes, en las memorias dejadas aquí y allí.
Nuestras obras son acompañadas de las ilustraciones de la artista Maysa Louzada. No nos preocupamos con las próximas palabras, queremos degustar la literatura de los nuevos autores, poco a poco, dando espacio en nuestras almas para conjugar de diversas maneras el verbo sentir. En las palabras de Zeh Gustavo: «El futuro todo aún puede desacontecer».
Nuestros autores rabiscam con el corazón, con los ojos saltando al infinito ante el deseo incontido de escribir. Y a partir del verso, de la simple métrica, de la rima, de la conversación de las palabras, de los cuentos, de los experimentos lingüísticos; es que la vida vale grandemente la pena.
Esta publicación es parte del Philos Reposter, un proyecto de republicación de todo el material lanzado por la editora Camará Cartonera en nuevo formato gráfico, con colaboraciones de nuevos ilustradores, fotógrafos y artistas visuales.


Philos REPOSTER #3

A história de um homem comum ou a história de um homem normal ou a história do nome e da torre de chope, por Leonardo Richner
A poesia das roupas, por Luisa Benevides
Balas, chicletes e salgadinhos, por Pâmela Côrtes
Abelhinhas elétricas, por Lucrecia Welter
Benedito, por Flávio Vinicius Moreira Costa
Minha mãe modista, por Ana Welter
O ano novo de Adélia, por Munique Duarte
O Louva-Deus e a borboleta, por Ivanilson Santana
O caos, por Rafael Vianna
Vidas perdidas em chamas, Vicente de Melo
Longe dos olhares de Amélia, por Letícia Copatti Dogenski
Dasdores, por Francisco Carvalho

Neolatina #3

Mostra de poesia lusófona, por Eduardo Aleixo
Mostra de poesia lusófona, por Hozana Bidart
Mostra de poesia lusófona, por Francis Diego Amaral
Mostra de poesia lusófona, por Iago Passos
Mostra de poesia lusófona, por Helena Barbagelata
Mostra de poesia lusófona, Paulo Enrique Freitas Cruz
Mostra de poesia lusófona, por Regina Gouveia
Mostra de poesia lusófona, por Laila de Mauro
Mostra de poesia lusófona, por Lenice Melo
Mostra de poesia lusófona, por Albano Bracht
Mostra de poesia lusófona, por Miriam Krenczynski
Mostra de poesia lusófona, por Marcos Evangelista
Mostra de poesia lusófona, por José Henrique Zamai
Mostra de poesia lusófona, por Paulo Emílio Azevêdo
Mostra de poesia lusófona, por Benedito Teixeira Pires Filho

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Philos #3
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Publicado por:Philos

A revista das latinidades

3 comentários sobre “O futuro todo ainda pode desacontecer

  1. ‘Desacontecer’ não existe. As palavras devem ser estimadas, as que existem, e respeitada essa criação coletiva a que chamamos idioma. Dir-me-ás: “mas eu estou contribuindo para alargar o léxico”, e eu respondo: Não, nesse caso está contribuindo para o corromper, porque a negativa de uma probabilidade é uma estupidez impensável.
    Acontecer designa o começo de uma ação, origina esse começo, logo é incoativo de atingir, de encontrar, na sua origem (contingescere) portanto é impossível deixar de existir uma ação que irá começar. Conheça primeiro o vernáculo para depois pensar em brincar com ele. Atentamente, H.

  2. ‘Desacontecer’ não existe. As palavras devem ser estimadas, as que existem, e respeitadas nessa criação coletiva a que chamamos idioma. Dir-me-ás: “…mas eu estou contribuindo para alargar o léxico”, e eu respondo: Não, nesse caso está contribuindo para o corromper, porque a negativa de uma probabilidade é uma estupidez impensável. Acontecer designa o começo de uma ação, origina esse começo, logo é incoativo de atingir, de encontrar, na sua origem (contingescere) portanto como é impossível deixar de existir uma ação que irá começar, esse termo não faz o menor sentido. Poderia entretanto querer dizer uma coisa que ia acontecer e não aconteceu, como o porvir, o futuro, e então a acontecer dessa outra maneira, a de não acontecer, é, entretanto, esse o futuro, o que não aconteceu, inviabilizando o pretenso neologismo. Conheça primeiro o vernáculo para depois pensar em brincar com ele. As ideias tão boas do texto ficaram prejudicadas por esse desejo de ser diferente, empregando tão estrambótico e inadmissível termo. Atentamente, H.

  3. Queridíssimo H., a língua, com seus prazeres e dissabores, é para ser vivida; está em disputa e não confiscada, etimologicamente. Você prefere usar estrambótico. Parabéns. Vou continuar desacontecendo. Não para “alargar o léxico”. Não mesmo. Mas para desencurtar sentidos; estimular algo que toque adiante. Poesia é isso, camarada: trabalho com o impossível. O resto é linguagem posta no frigorífico em que você parece gostar de se instalar. Da minha parte, só namoro a morte para fins de briga.
    Por falar nisso… Pelo visto, atingi o objetivo, com o neologismo! Não só pela citação do Editorial, que só conheci agora e que muito me afaga o ego doído com tempos tão chinfrins, em termos de lirismo; mas principalmente pela sua comovente indignação. Obrigado, meu amigo, de coração, por esse baita presente!

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